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Rádio de espionagem é desenterrado 30 anos após ser escondido pela ex-URSS

Arqueólogos acreditam que o aparelho soviético seria usado para transmitir relatórios sobre as atividades norte-americanas na Alemanha durante a Guerra Fria

Arqueólogos do Conselho Regional da Renânia, na Alemanha, encontraram um sofisticado rádio espião soviético na cidade de Colônia. Segundo eles, o artefato teria sido enterrado no local pouco antes da queda da Cortina de Ferro, que dividiu a Europa em duas na Guerra Fria.
O rádio foi encontrado dentro de uma grande caixa de metal hermeticamente fechada. Embora as baterias tenham acabado após quase 30 anos no chão, a caixa surpreendeu os pesquisadores quando foi aberta. “Tudo foi cuidadosamente envolto em papel de embrulho como um rádio novo. Achamos que o rádio funcionará se uma bateria nova estiver disponível, mas não tentamos isso ainda”, disse o arqueólogo Erich Classen.
O objeto foi identificado como um transmissor e receptor modelo R-394KM, fabricado na ex-União Soviética em 1987. Ele foi transportado para a Europa Ocidental (bloco político dos Estados Unidos) logo depois disso e apenas alguns anos antes do fim da guerra.
Os cientistas suspeitam que os agentes usariam o rádio para enviar relatórios secretos à União Soviética sobre o Centro de Pesquisa Nuclear de Jülich, cerca de 10 quilômetros a oeste de onde foi encontrado, ou sobre a base aérea militar de Nörvenich, aproximadamente a mesma distância, ao sudeste, onde os mísseis nucleares Pershing dos EUA estavam baseados até 1995.
O rádio de alta frequência era capaz de transmitir e receber mensagens a até 1,2 mil quilômetros — longe o suficiente para chegar a Varsóvia na Polônia, que fazia parte do bloco soviético. Porém, sua condição sugere que ele nunca foi usado e provavelmente foi esquecido.
Ao contrário da maioria dos outros rádios do mesmo modelo, rotulados em russo usando o alfabeto cirílico, os controles do achado são rotulados em inglês e no alfabeto romano. Isso sugere que ele foi projetado para ser usado por um falante de alemão ou inglês, e não por um russo. Ao mesmo tempo que pode ter sido uma forma de camuflagem para esconder as verdadeiras origens do rádio na União Soviética.
Segundo Classen, é possível que agentes soviéticos tenham enterrado o rádio espião na Alemanha Ocidental para uso futuro. Entretanto, é improvável que mais detalhes sobre ele sejam encontrados, já que faz tanto tempo desde que foi enterrado. Agora, ele faz parte da coleção do Conselho Regional da Renânia e está em exibição no museu do grupo.

Tudo foi cuidadosamente envolto em papel de embrulho como um rádio novo. Achamos que o rádio funcionará se uma bateria nova estiver disponível, mas não tentamos isso ainda”

Fonte: Galileu.com

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