Educação

Só uma a cada cinco escolas no Brasil tem internet adequada, diz pesquisa

Um levantamento feito com cerca de 27 mil escolas públicas brasileiras apontou que apenas 5.425 têm a velocidade adequada. O estudo foi feito pela Fundação Lemann usando dados do Censo Escolar 2020 e um medidor de velocidade, o Simet. Para saber a velocidade adequada, foi usado o critério do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que define a velocidade de acordo com o tamanho da escola.

“Nos Estados Unidos, o padrão atual é de um megabyte por segundo por aluno, mas no Brasil apenas 904 escolas das 27.541, que estão no medidor têm essa velocidade hoje em dia, [o que significa 3,2%]”, diz a pesquisa.

Das mais de 140 mil escolas brasileiras, 75%, segundo dados do Censo Escolar 2020, têm internet. A velocidade que chega nessas instituições é de 17 megabytes por segundo.
Na semana passada, o Congresso rejeitou o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no projeto de lei 3477/2020, que prevê oferecer internet gratuita para alunos e professores da rede pública. Com isso, estados, municípios e o Distrito Federal receberão R$ 3,5 bilhões da União.
Os beneficiados serão professores e alunos da rede pública e matriculados nas escolas das comunidades indígenas e quilombolas. A estimativa é que 18 milhões de estudantes e 1,5 milhão de educadores sejam beneficiados.
A ausência de uma boa velocidade pode prejudicar o ensino híbrido ou ensino on-line dentro das escolas. O levantamento exemplifica: “para que um professor possa fazer uma chamada de vídeo com metade dos alunos que ficou em casa será necessário mais de 100 megabytes”.
A qualidade da internet também aponta desigualdade entre as regiões do Brasil. A média de velocidade na região Sul é de 22,32 megabytes por segundo, mas no Norte a média era de 9,34. Nas escolas rurais, o número de 8,34, e nas urbanas 20,26.
Para ampliar a medição de internet para outras escolas, a Fundação Lemann, o NIC.br, responsável pelo medidor, e a Sincroniza Educação, lançam na segunda-feira a campanha Nossas Escolas Conectadas 2021 para incentivas secretarias da educação a instalarem o medidor.

Fonte: UOL

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