Comportamento

Dois terços dos casais começam relacionamento a partir de amizade

Dos quase 1,9 mil universitários e adultos ouvidos por pesquisadoras do Canadá, 68% viram uma amizade se transformar na relação amorosa atual ou mais recente

Se você já transformou uma amizade em relacionamento amoroso (ou está considerando isso), saiba que não é a única pessoa a alterar o rótulo da relação. De acordo com um estudo publicado na última segunda-feira (12) no periódico Social Psychological and Personality Science, 68% das pessoas iniciaram seu relacionamento atual ou mais recente a partir de uma amizade.
“Podemos ter uma boa compreensão de como estranhos se atraem um ao outro e começam a namorar, mas não é assim que a maioria dos relacionamentos começam”, diz, em comunicado, a autora principal do estudo, Danu Anthony Stinson, professora de psicologia da Universidade de Victoria, no Canadá.
Os resultados foram obtidos a partir de dados de 1.897 universitários e adultos no país, e não houve variações significativas entre gênero, nível de escolaridade ou grupos étnicos. Junto a Stinson, Jessica Cameron e Lisa Hoplock, ambas pesquisadoras da também canadense Universidade de Manitoba, constataram que o número foi ainda maior entre jovens na faixa dos 20 anos e pessoas da comunidade LGBQIA+, grupos em que o índice chegou a 85%.
Entre os estudantes universitários, as amizades duraram cerca de um a dois anos antes de virarem um relacionamento romântico, embora a maioria das pessoas tenha relatado que não sentia atração nem tinha intenções românticas no início da aproximação. Para Stinson, a duração da amizade pré-romance indica que os casais eram genuinamente amigos (ou amigas) antes de se envolverem amorosamente.
Quase metade dos universitários classificou a amizade como o melhor jeito de desenvolver um relacionamento romântico, deixando para trás outras opções como festas ou pela internet. A pesquisa também se debruçou sobre a quantidade de estudos anteriores já feitos sobre o assunto e descobriu que aproximadamente 75% deles se concentram em investigar aspectos de romances que começaram entre estranhos, enquanto somente 8% são focados em romances desenvolvidos a partir de amizades.
Na opinião de Stinson, a descoberta tem potencial de forçar as pessoas a revisitar noções de amor e amizade, muitas vezes ensinados como tipos de relacionamento formados de maneiras diferentes e que atendem a necessidades distintas. “Nossa pesquisa sugere que as linhas entre amizade e romance estão embaçadas”, observa a professora. “Acho que isso nos força a repensar nossas suposições sobre o que faz uma boa amizade, mas também o que faz um bom relacionamento romântico”.

Fonte: Revista Galileu

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