Política

STF, a que nível chegamos

Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós. Das lutas na tempestade. Dá que ouçamos tua voz…

Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós. Das lutas na tempestade. Dá que ouçamos tua voz… Assim começa um dos mais belos hinos nacionais, o da Proclamação da República. A letra nunca esteve tão atual e necessária. Pois, no Brasil de hoje, a democracia e a liberdade estão mais em risco do nunca antes estiveram.

Há mais de duas semanas uma multidão de patriotas, da direita conservadora, ocupa a frente dos quartéis em todo o Brasil, em protesto contra os resultados, nada transparentes, da eleição presidencial no primeiro e no segundo turnos.

Com orações e gritos, que ecoam aos quatro ventos, o povo exige transparência e lisura com uma auditoria no resultado da eleição presidencial. Pelo visto, os manifestantes não arredarão o pé enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não justificar os vários casos, denunciados por eleitores, que tiveram seus votos não computados nas suas respectivas seções de votação. Indícios de fraude ou não? É a pergunta que faço.

Após as eleições, a justiça brasileira virou chacota do mundo como uma verdadeira republiqueta das bananas, o povo verde e amarelo vem sendo a todo instante acossado pelos advogados, hoje ministros, que integram a pior composição da história do Supremo Tribunal Federal, para nossa tristeza.
Militantes tirânicos e partidários, com sede sem limite pelo poder, incompetência e impopularidade, vergonhosamente, saem do País para serem vaiados em palestras que abordam temas que desconhecem e muito menos praticam como DEMOCRACIA. Seria cômico, se não fosse trágico.

As mesmas ‘autoridades’ que, durante os últimos quatro anos, estiveram mancomunados com fraudes, não sabem ou fingem não saber que, hoje, o mundo tem amplo conhecimento do que acontece no País. ‘Ministros’ que mancham a história do judiciário brasileiro, ao fazerem farra no exterior com o dinheiro do povo, pessoas que deveriam zelar pela lei e pela ordem e que saem difamando a nação e mostrando ao mundo o quanto não representam os cargos que ocupam, que diga-se, a maioria, se não a totalidade, não tem autoridade e competência para tal.

Depois dessa vergonhosa eleição voltamos a ser titulados como republiqueta, ao vermos se utilizarem de métodos sombrios como urnas fraudulentas e não auditáveis, para elegerem seus representantes. O que diriam saudosos e renomados juristas e economistas dessa desastrosa situação que a justiça nos envolveu se hoje estivessem vivos?

Sabiamente, o polímata Rui Barbosa, jurista, advogado, político, diplomata, escritor, filósofo, jornalista, tradutor e orador, já dizia que a “pior ditadura é a do judiciário, porque contra este não haveria a quem recorrer”.

No campo político, em um trecho do discurso proferido em 1914, hoje, no inerte Senado Federal, disse: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto…”. Literalmente, chegamos ao ponto absurdo do ‘poste urinando no cachorro’.

Perdeu, Mané, não amola! Diz Barroso à manifestante em NY (Foto: YouTube)

Analisando um pouco mais, chego à conclusão do economista, professor, escritor, diplomata e político brasileiro, Roberto Campos, que disse. “Sempre fui preocupado com a pobreza brasileira, dediquei toda minha vida à cura da pobreza. A única divergência entre mim e os caridosos, os bonzinhos, é que eu acho que o mercado é a grande solução para combater a pobreza. A minha divergência com vários ‘esquerdosos’ brasileiros é que eles têm a obsessão de distribuir pobreza. Você tem que ter certa consideração com os elementos que têm capacidade de gerar riqueza. O respeito ao criador de riqueza é o começo da solução da pobreza”.

E, para aqueles que se encontram na frente dos quartéis, no sol, na chuva, no sereno das madrugadas, lutando pelas liberdades democráticas, eis um recado do general Eduardo Villas Bôas. “Quem luta por liberdade jamais será vencido”.
A luta continua!

Vídeo feito no feriado da Proclamação da República (15/11/2022), em frente ao 38º BI, em Vila Velha (ES)

Haroldo Filho

Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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