Política

A Semana no Brasil e no Mundo — Governo mobiliza base para blindar Lula na CPMI do INSS

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou uma reunião de emergência para alinhar a estratégia do governo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O objetivo é claro: blindar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de desgastes políticos que possam surgir das investigações sobre fraudes em aposentadorias e pensões.
Segundo relatos, os parlamentares da base serão orientados a não faltar às sessões e a adiar viagens oficiais e procedimentos médicos eletivos durante o funcionamento da CPMI. A preocupação é evitar novas ausências que fragilizem a posição do Planalto em votações decisivas, especialmente na análise de requerimentos de convocação.

A reação vem após a derrota sofrida na semana passada, quando a oposição conseguiu emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência da comissão e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) na relatoria. O episódio, marcado pela ausência de parte da base governista, foi considerado um “apagão de articulação” e expôs a vulnerabilidade do governo no Congresso.

O líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), admitiu falha e assumiu a responsabilidade. “O time entrou com salto alto, subestimou o adversário, e o adversário exerceu maioria. A culpa foi minha”. No Planalto, a principal preocupação é que a CPMI, com prazo de funcionamento de até seis meses, gere desgaste direto para Lula, atingindo sua popularidade. Um dos primeiros nomes cotados para depor é o do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, que ocupava o cargo quando as fraudes explodiram. (Fonte: Hora Brasília)


Conselho com 81 gigantes da tecnologia envia carta a Trump contra STF e governo Lula

(Foto: Getty Images)

Por Raul Holderf Nascimento
Empresas norte-americanas ligadas ao setor de tecnologia apresentaram ao governo Donald Trump um dossiê com críticas às medidas adotadas no Brasil sob a gestão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à regulação da internet, inteligência artificial e tributação de plataformas digitais. O documento foi elaborado pelo Conselho da Indústria da Tecnologia da Informação (ITI), que reúne 81 companhias, incluindo gigantes como Accenture, Adobe, AMD, Akamai, Amazon, Apple, Autodesk, Canon, Cisco, Dell, Dropbox, eBay, Equinix, Ericsson, Fujitsu, Google, HP, IBM, Intel, Lenovo, Mastercard, Meta, Microsoft, Oracle, Qualcomm, Salesforce, Samsung, SAP, Visa e outras importantes companhias globais.

O texto, enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), insere-se no processo de investigação sobre práticas comerciais brasileiras conduzido pela gestão Trump. As críticas miram decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), normas definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e declarações de Lula sobre a intenção de taxar as big techs.

Um dos principais pontos de atrito é a mudança de entendimento em torno do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Em junho, o STF decidiu que plataformas digitais podem ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros caso não atendam a solicitações de remoção mesmo que feitas fora da esfera judicial. Para a ITI, a decisão elimina o “porto seguro” que protegia as empresas de ações judiciais sem ordem formal, aumentando custos e incentivando remoções preventivas de conteúdo, o que, na visão do grupo, pode gerar censura e silenciar discursos políticos.

No documento, a ITI afirma que o governo dos Estados Unidos deve “permanecer vigilante” contra medidas que visem empresas americanas e reforça a necessidade de diálogo direto entre Washington e Brasília para evitar retrocessos no ambiente regulatório. O grupo lembrou ainda que o Brasil é um dos maiores mercados para as exportações de tecnologia dos EUA, com superávit de quase US$ 5 bilhões em 2023. (Fonte: Conexão Política)


Moraes estuda enviar Bolsonaro para cumprir pena no Complexo da Papuda após julgamento no STF

(Foto: Getty Images)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), planeja que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, caso seja condenado no julgamento da ação penal do golpe. A análise do processo está marcada para começar na próxima terça-feira (2/9) e deve se estender até 12 de setembro, na Primeira Turma do STF.

Nos bastidores, chegou a ser cogitada a possibilidade de Bolsonaro cumprir a pena em uma unidade militar — já que é oficial da reserva do Exército — ou em uma sala da Polícia Federal em Brasília. Fontes próximas ao Judiciário, porém, afirmam que Moraes indicou a intenção de fixar a Papuda como destino inicial, em cela especial.

A sala preparada pela PF, segundo integrantes da corporação, serviria apenas em caso de prisão preventiva decretada antes do julgamento. O Código de Processo Penal prevê que autoridades só podem ser mantidas em unidades especiais em situações de prisão cautelar. De acordo com interlocutores de Moraes, outros réus condenados na mesma ação também devem ser transferidos para a Papuda, criando uma ala específica para os envolvidos na tentativa de golpe.

Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por decisão de Moraes, medida que não foi formalmente classificada como preventiva, mas que tem funcionado, na prática, como tal. Fontes próximas ao ministro afirmam que apenas um grave problema de saúde poderia evitar a transferência do ex-presidente ao presídio, caso seja condenado. (Fonte: Hora Brasília)


Venezuela inicia patrulhamento com navios e drones no Caribe

(Foto: Reprodução/Palácio de Miraflores)

O regime de Nicolás Maduro ordenou a mobilização de navios e drones para reforçar a costa da Venezuela, na terça-feira (26). Em uma publicação nas redes sociais, o ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, reforçou que 15 mil soldados foram deslocados na operação militar chamada de “Relâmpago do Catatumbo”, que combate grupos armados na fronteira com a Colômbia.

A justificativa oficial dada pelas autoridades do chavismo é o combate ao narcotráfico. A mobilização acontecerá nos estados venezuelanos de Zulia e Táchira, que fazem fronteira com o território colombiano, no que foi chamado de “Zona de Paz n.º 1”. Segundo o ministro, a operação contará com drones, patrulhas navais, helicópteros além de uma estrutura de inteligência para coordenar os esforços. Padrino disse que o reforço militar deve cobrir 815 km dos 2.219 km de fronteira com a Colômbia.

Em coletiva de imprensa, o ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, destacou que essa ação incluirá tropas aéreas, deslocamento fluvial e drones para a proteção da fronteira venezuelana. “Pedimos ao governo colombiano que faça a sua parte para garantir a paz e expulsar qualquer um que tente se estabelecer na área de fronteira para cometer crimes”, afirmou.

O reforço no patrulhamento da Venezuela acontece em um contexto de crescente violência na Colômbia. Especialmente a região de Catatumbo, ao nordeste do país, abriga uma área com diversas plantações de cocaína e registro de tráfico de drogas. O temor de Maduro é que narcotraficantes possam evadir a fronteira e se refugiar na Venezuela. (Fonte: CNN Brasil)


Está ruim e vai piorar: inadimplência recorde ganha reforço com tarifaço dos EUA

(Foto: Pixabay)

Por Vandré Kramer
A combinação entre juros elevados domésticos e as tarifas impostas pelo governo americano está criando uma tempestade perfeita para os empreendimentos brasileiros, com a inadimplência atingindo níveis históricos. As empresas brasileiras enfrentam a pior crise de liquidez dos últimos oito anos. As dívidas não quitadas do setor corporativo atingiram R$ 182,4 bilhões em maio de 2025, o maior valor registrado pela Serasa Experian desde 2016.

São 7,7 milhões de empresas — praticamente um terço dos CNPJs ativos — com contas em atraso há mais de 90 dias, marcando o quinto mês consecutivo de recordes. Cada empresa acumula, em média, 7,3 contas em atraso. A raiz do problema está nas altas taxas de juro. A taxa Selic em 15% ao ano — com expectativa de manutenção desse patamar até o fim de 2025 e queda apenas gradual a partir de 2026 — transformou o crédito em artigo de difícil acesso para a maioria das empresas brasileiras.

Os resultados trimestrais dos principais bancos já mostram sinais de moderação na concessão de crédito. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o ritmo de crescimento da carteira de crédito vem desacelerando, especialmente entre as famílias. O ritmo de expansão anual caiu de 11,9%, em junho, para 11,3%, em julho.

“Tanto os dados das concessões quanto o comportamento do saldo das carteiras indicam que a tendência ao longo do segundo semestre é de moderação, refletindo os efeitos contracionistas da política monetária”, explica Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.
A expectativa geral é de que a trajetória da inadimplência de empresas continue em alta no curto prazo. A própria Febraban projeta que a taxa de inadimplência da carteira com recursos livres dos bancos se mantenha em 5% tanto em 2025 quanto em 2026, um patamar mais elevado que o de 2024. (Fonte: Gazeta do Povo)


Trump diz que Soros e filho devem ser processados por apoio a protestos violentos

(Foto: Getty Images)

Por Fábio Galão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta quarta-feira (27), que o investidor George Soros e o filho dele, Alexander, deveriam ser processados com base na Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas por Extorsionistas (Rico, na sigla em inglês). Essa legislação federal americana permite que acusações sejam feitas contra líderes de organizações criminosas por crimes cometidos por outros membros da organização, e não diretamente cometidos por eles.

“George Soros e seu maravilhoso filho da esquerda radical deveriam ser acusados com base na lei Rico por seu apoio a protestos violentos, e muito mais, em todos os Estados Unidos da América”, escreveu Trump na rede Truth Social. “Não vamos permitir que esses lunáticos destruam a América novamente, nunca dando a ela a chance de ‘respirar’ e ser livre. Soros e seu grupo de psicopatas causaram grandes danos ao nosso país! Isso inclui seus amigos loucos da Costa Oeste. Cuidado, estamos de olho em vocês!”, afirmou o presidente republicano.

George Soros foi o fundador da Open Society Foundations, conhecida por apoiar causas progressistas em todo o mundo, e o atual presidente do conselho da organização é Alexander Soros, que substituiu o pai em 2023. Um porta-voz da Open Society Foundations disse ao site Axios que as acusações de Trump “são ultrajantes e falsas” e alegou que a organização “não apoia nem financia protestos violentos”. “Defendemos as liberdades fundamentais garantidas pela Constituição, incluindo os direitos à liberdade de expressão e ao protesto pacífico, que são marcas registradas de qualquer democracia vibrante”, afirmou o porta-voz. (Fonte: Gazeta do Povo)


Haroldo Filho

Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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