Dezessete missionários católicos foram mortos no mundo em 2025
Destruição em igreja em Owo, no estado de Ondo, na Nigéria, após ataque em que mais de 50 pessoas foram mortas durante a missa do Domingo de Pentecostes, em junho de 2022
Em 2025, 17 missionários católicos foram mortos em todo o mundo, quatro deles no continente americano, entre México, Haiti e Estados Unidos. Os dados são do relatório anual da agência vaticana Fides. Esse é um dos números mais baixos dos últimos tempos, embora represente um aumento em comparação aos 13 assassinados em 2024.
O continente mais letal para esses missionários, padres, freiras, seminaristas ou leigos foi novamente a África, onde houve um total de dez assassinados. O país mais perigoso para os católicos tem sido a Nigéria, onde cinco seminaristas e padres foram sequestrados e mortos em contextos diferentes, porém violentos, seguido por Burkina Faso (2), Quênia (1), Serra Leoa (1) e Sudão (1). Além disso, o relatório Fides deste ano também incluiu o caso do padre Tobias Chukwujekwu, agredido por guerrilheiros em Burkina Faso em 26 de dezembro de 2024.
Na América, duas freiras, Evanette Onezaire e Jeanne Voltaire, foram assassinadas em 31 de março no Haiti por gangues armadas e, no México, o corpo sem vida do padre Bertoldo Pantaleón Estrada foi encontrado em 6 de outubro entre as cidades de Zumpango e Mezcala, dois dias após seu desaparecimento. O quarto caso americano é o do pároco de Sêneca (Kansas, EUA), Arul Carasala, baleado em 3 de abril em sua residência.
Na Europa, em 2025, um padre, Grzegorz Dymek, foi assassinado. O corpo do sacerdote foi encontrado estrangulado em 13 de fevereiro em sua residência na Polônia. Na Ásia, dois missionários morreram: o padre birmanês Donald Martin, no contexto da guerra civil em seu país, e o leigo filipino Mark Christian Malacca foi vitimado por arma de fogo. O relatório da Fides, a agência do Vaticano dedicada desde 1927 às Sociedades Missionárias Pontifícias, contabilizou 626 assassinados no primeiro quarto deste século, entre os anos de 2000 e 2025.
(Foto: Vatican News)
Fonte: Gazeta do Povo






