Política

Irmão de Dias Toffoli, ex-prefeito de Marília, tem histórico de condenações e contas rejeitadas

José Ticiano Dias Toffoli (PT), ex-prefeito de Marília (SP) e irmão do ministro do STF, Dias Toffoli, acumula uma série de problemas judiciais e administrativos relacionados ao seu breve período à frente da prefeitura do município paulista. As informações são da Folha de S.Paulo e revelam um histórico que inclui condenações por irregularidades em obras públicas, mau uso de verbas vinculadas à saúde e educação, além da rejeição das contas de 2012 pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
Apesar do parentesco com um dos nomes mais influentes do Supremo Tribunal Federal, Ticiano responde a diversas ações na Justiça, sendo condenado em primeira instância por superfaturamento e desvio de finalidade de recursos públicos. Uma das principais condenações ocorreu em setembro de 2025. A Justiça determinou que Ticiano devolvesse R$ 180 mil aos cofres públicos, após identificar superfaturamento em contratos de recapeamento asfáltico. O processo envolveu também o ex-prefeito Mário Bulgareli, um ex-secretário e a empresa responsável pela obra. O juiz Walmir dos Santos Cruz apontou preços incompatíveis com os praticados no mercado.

Outro caso marcante refere-se à destinação irregular de R$ 28 milhões, originalmente vinculados à saúde e à educação, que foram usados para cobrir despesas gerais da administração. A conduta rendeu condenação criminal em primeira instância, com pena convertida em multa. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou a sentença por ausência de dolo e prescrição da acusação, frustrando a tentativa do Ministério Público Federal de recuperar os valores na esfera cível.
No âmbito administrativo, o TCE-SP rejeitou as contas da gestão de 2012, apontando déficit financeiro e falta de equilíbrio nas contas públicas. A decisão foi confirmada pela Câmara Municipal, consolidando o parecer negativo.
Ticiano assumiu a Prefeitura de Marília em março de 2012, após a renúncia de Bulgareli, e permaneceu no cargo até o fim do ano. Embora sua defesa alegue absolvições em outras ações, o acúmulo de condenações e pareceres desfavoráveis marca negativamente sua breve gestão.

Recentemente, o nome do ex-prefeito voltou ao centro de discussões ao lado de outros familiares do ministro Dias Toffoli, após revelações de que irmãos e um primo integraram estruturas societárias relacionadas a fundos que receberam aportes de veículos sob apuração do Banco Central. Nenhum dos familiares é alvo direto da investigação, mas o fato de Dias Toffoli ter assumido a relatoria do caso no STF e determinado sigilo causa desconforto e levanta questionamentos sobre isenção.

(Foto: Reprodução)

Fonte: Hora Brasília

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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