Caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília é um ato de fé e resistência da direita contra o STF
A “Caminhada Pela Justiça e Liberdade”, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), percorre os quase 240 km entre Paracatu (MG) e Brasília como um ato de protesto simbólico contra o que os organizadores classificam como “arbitrariedades” cometidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento, que se consolidou como resposta política e espiritual, ganhou o apoio de parlamentares, ativistas e formadores de opinião da direita brasileira. A marcha pacífica, espiritual e cívica, reacendeu o sentimento de reação em um campo político que vinha sendo descrito por analistas como paralisado diante das decisões cada vez mais questionadas do Judiciário. Nikolas, ao anunciar o trajeto a pé até Brasília, resumiu o espírito da iniciativa: “a nação está cansada de ver o mal triunfar sem consequência”.
O ex-procurador Deltan Dallagnol foi um dos primeiros a destacar o peso do gesto: “mesmo diante de um cenário de terra arrasada, Nikolas decidiu caminhar, literalmente, em direção à justiça. Isso está mexendo com a base, com a população, com quem se sentia sem voz”. A mobilização atraiu nomes como os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ), além do ex-vereador Fernando Holiday. Nas redes sociais e ao longo das estradas, populares saem de suas casas para apoiar, entregar mantimentos, orar e caminhar ao lado dos parlamentares — criando uma atmosfera de unidade e propósito. O escritor e analista Francisco Escorsim interpretou o gesto como uma mensagem clara à direita: “há um cansaço moral evidente, mas também medo. A caminhada simboliza a quebra desse medo. É um chamado à coragem silenciosa e à ação visível”.
A “Caminhada Pela Justiça e Liberdade” marca um novo tipo de manifestação — mais simbólica do que partidária, mais espiritual do que eleitoral, mas que impacta diretamente o campo político. Diferente de atos convencionais, trata-se de um movimento que evoca sacrifício pessoal, propósito público e coragem coletiva. Ao caminhar rumo à sede dos Três Poderes, Nikolas e os participantes lançam uma mensagem visual e emocional: “estamos aqui. E não aceitamos calados”.
A iniciativa acontece em meio a tensões institucionais sem precedentes, com o STF no centro de polêmicas envolvendo prisões, censura de conteúdos e investigações seletivas. A marcha, nesse contexto, se transforma em símbolo vivo da insatisfação crescente de uma parcela da sociedade com os rumos das instituições. Mais do que uma caminhada até Brasília, o ato se tornou um catalisador para a reorganização da base conservadora no Brasil, com potencial para mobilizar não apenas eleitores, mas também lideranças adormecidas, influenciadores e movimentos sociais alinhados com a pauta da liberdade. Em um cenário de forte desconfiança institucional, Nikolas Ferreira deu o primeiro passo, literalmente, em um percurso que pode redefinir o tom da oposição e reposicionar a direita no debate público.
(Foto: Reprodução/Instagram/@nikolasferreiradm)
Fonte: Hora Brasília





