Prodígio de 15 anos conclui PhD em física quântica e inicia 2.º doutorado
Belga, Laurent Simons, defendeu tese sobre comportamento de partículas e agora pesquisa ciência médica e inteligência artificial em Munique
Laurent Simons obteve seu doutorado em física quântica pela Universidade de Antuérpia, na Bélgica. O jovem prodígio de 15 anos defendeu sua tese no final de 2025. Aliás, ele já iniciou um segundo programa de doutorado em Munique, na Alemanha, com foco em ciência médica e inteligência artificial. A tese de doutorado de Simons, intitulada “Bósons polaron em superfluidos e supersólidos”, investigou o comportamento de partículas de impureza em condensados de Bose-Einstein. Ele é um estado da matéria que ocorre quando átomos são resfriados a temperaturas próximas do zero absoluto.
Todo o processo acadêmico seguiu os protocolos formais de revisão padrão em uma universidade europeia credenciada. De acordo com reportagem, o trabalho de Simons representa um avanço significativo na compreensão de fenômenos quânticos fundamentais.
Trajetória acadêmica precoce
A precocidade marcou o percurso de Simons. Ele completou o ensino médio aos oito anos e obteve seus diplomas de bacharel e mestrado em física em menos de dois anos na Universidade de Antuérpia, antes de avançar para o doutorado. Além disso, durante sua formação, o jovem realizou estágio no Instituto Max Planck de Óptica Quântica, na Alemanha. Lá, ele contribuiu para pesquisas sobre interações de quasipartículas em ambientes atômicos ultrafrios.
Novo foco de pesquisa
A transição para seu segundo doutorado representa uma mudança da física teórica para a pesquisa aplicada em ciências da saúde biológicas e computacionais. Aliás, em entrevista à emissora belga VTM, Simons declarou: “depois disso, começarei a trabalhar em direção ao meu objetivo: criar super-humanos”. De acordo com reportagens, o combate ao envelhecimento é um objetivo que Simons persegue desde os 11 anos de idade.
Detalhes da pesquisa atual
Embora informações específicas sobre sua pesquisa atual não tenham sido divulgadas publicamente, os dados disponíveis indicam que seu trabalho está concentrado em estruturas conceituais e computacionais. Possivelmente envolve o uso de IA em áreas como previsão diagnóstica, medicina regenerativa e modelagem de expectativa de vida. Não há indicações de que Simons esteja envolvido em pesquisas clínicas baseadas em laboratório nesta fase. Também não foram divulgados os métodos específicos que ele pretende utilizar para alcançar seus objetivos declarados de criar “super-humanos”.
A transição entre física quântica e ciência biomédica aplicada é incomum, particularmente em nível de doutorado. Isso porque o conceito de “aprimoramento humano” permanece cientificamente e eticamente indefinido. Isso inclui debates frequentemente concentrados em determinar se tais intervenções são terapêuticas, eletivas ou transformacionais. Atualmente, não há evidências públicas de que o trabalho de Simons envolva pesquisa com sujeitos humanos ou exceda os padrões éticos atuais para investigação acadêmica em estágio inicial.
(Foto: Instagram/Reprodução)
Fonte: Giz Brasil








