Tecnologia & Inovação

Nova tecnologia em tubos de metal promete revolucionar segurança naval

Pesquisadores criaram tubos de metal que podem ajudar a evitar naufrágios; método também pode ser aplicado em plataformas de energia

Por Letícia Lima

Foi publicada na revista Advanced Functional Materials uma descoberta que promete mudar o mundo das grandes embarcações, descrevendo o processo de transformar tubos de metal comum em estruturas inafundáveis. No entanto, há uma ressalva quanto ao uso do termo. Na prática, trata-se de tubos que permanecem flutuando na água independentemente do tempo de submersão ou da gravidade dos danos sofridos. Os detalhes da inovação foram apresentados por Chunlei Guo, da Universidade de Rochester, que descreveu em comunicado as propriedades de flutuação e o método de criação dos materiais, compostos majoritariamente por alumínio.
De acordo com informações repercutidas pela revista Galileu, o diferencial da tecnologia reside na criação de micro e nanoporos na superfície do metal. Esse tratamento torna a estrutura super-hidrofóbica e aprisiona uma bolha de ar estável no interior, impedindo que o objeto fique encharcado. O mecanismo funciona de forma semelhante a estratégias de sobrevivência observadas na natureza, como em aranhas-mergulhadoras e colônias de formigas-de-fogo.

Além disso, para garantir a eficácia mesmo em cenários de acidentes graves, a equipe adicionou divisórias internas nos tubos. Dessa forma, ainda que a estrutura sofra múltiplas perfurações, a bolha de ar permanece retida e assegura a flutuabilidade contínua. O projeto atual representa uma evolução significativa em relação aos protótipos apresentados em 2019. Diferentemente dos discos criados anteriormente, que perdiam estabilidade em certas inclinações, o novo formato tubular resiste a condições turbulentas e a ambientes hostis sem apresentar degradação.
Por fim, os pesquisadores destacam que a tecnologia é escalável e versátil. Futuramente, essas estruturas poderão ser utilizadas não apenas para evitar naufrágios, mas também na construção de plataformas oceânicas e em sistemas de geração de energia elétrica a partir das ondas do mar. Dessa forma, a descoberta não apenas promete salvar vidas ao tornar desastres marítimos obsoletos, mas também inaugura uma nova era de sustentabilidade.

(Foto: Universidade de Rochester/Divulgação)

Fonte: Aventuras na História

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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