China tem base militar no Brasil, acusa Congresso dos EUA

Deputado americano afirmou que o governo deve agir para impedir o avanço chinês na região
Por Gabriel Costa
Uma investigação do Congresso dos Estados Unidos sugere que o Brasil abriga uma rede de instalações espaciais integradas diretamente à base industrial de defesa da China. O relatório do Comitê Seleto sobre a China afirma que o país utiliza parcerias científicas em Salvador e na Paraíba para coletar inteligência militar e aumentar o armamento do exército chinês. O documento detalha a existência da “Estação Terrestre Tucano”, uma operação em Salvador. Embora o projeto se apresente como um centro de análise de dados de satélites civis, os investigadores americanos afirmam que a tecnologia possui “uso duplo”.
Isso significa que os mesmos equipamentos usados para observar as estrelas têm capacidade de rastrear alvos militares e monitorar satélites de outros países dentro do território brasileiro. Até o momento, os governos da China e do Brasil não se manifestaram sobre o assunto. Na Paraíba, o alvo é um laboratório de radioastronomia na Serra do Urubu, criado em 2025 por meio de um acordo com universidades federais locais. De acordo com o relatório, este centro de pesquisa está “profundamente integrado” ao sistema de defesa da China, transformando o trabalho acadêmico em uma ferramenta de vigilância estratégica no ocidente.
Segundo o deputado republicano John Moolenaar, os EUA e seus aliados precisam agir para impedir que a infraestrutura espacial chinesa avance sobre a região. O Congresso americano classificou as instalações como um apoio aeroespacial de uma potência estrangeira. O relatório mostra que a dependência brasileira da China facilita para que o país instale bases militares no território sem que ninguém perceba.
A investigação de Washington recomenda que os EUA reavaliem acordos de cooperação tecnológica e de defesa com o Brasil, caso o governo não elimine a influência militar chinesa dessas áreas estratégicas. Uma nova Guerra Fria estaria em curso? E se a China assumir a liderança mundial? Para analisar a essas questões, a Brasil Paralelo lançou seu primeiro documentário internacional, O Fim das Nações. O terceiro episódio está disponível gratuitamente.
Fonte: Brasil Paralelo




