Pingos de cristalQue escorremChorosos pelasFolhas das plantas Gotas benfazejasDe vida que inundamA terra fazendo brotarOutros tantos tiposDe vida por aí a fora Lindas lágrimasDa natureza queSaciam a sede dasPlantas e dos animais Bocados de águaQue nutrem, refrigeram,Alimentam e tornamPossível a
Para que tantasPreces, tantasRezas, súplicas,Prédicas e orações? Para que tantasMissas, tantos ritos,Tantos cultos, tantasImagens, velas e sermões Para que tantasPalestras e cerimônias,Ofertas e jejuns, tantosPedidos e tantasPromessas vãs? Para que tanta fé,Tantos sacrifícios,Tantas catedrais dePedra e tanta devoção Se tais atos nãoDerivam da almaE do coração, seVocê não
Todo ano éSempre assimNo mês de agosto Quando nuvensAcinzentadas seMisturam com osPrimeiros raiosAvermelhados doSol é porque estáFrio no céu Onde avesCorajosas fazemVoos tímidos eReforçam os seusNinhos que ameaçamCongelar Mas, é um frioBom, pois, éTempo de reflexão,Tempo de agasalharA alma Hora de cuidadosConsigo mesmoE de protegerAqueles que nosSão caros É tempo de pazE
A leitura me completaEla me faz viajar porCulturas inimagináveisE por lugares distantesSem sair do lugar Ela rasga o véuDa minha ignorânciaE amplia o meuRepertório, enquantoAlarga os meus horizontes Ela me traz informaçõesE diversos saberes,Aumentando o tamanhoDo meu mundo Ela me distraiE ao mesmo tempoMe cura, funcionandoComo um refrigério paraA alma sequiosa Ela me
Urge praticarA metanoia, aTransformaçãoEssencial do caráterE do pensamento É preciso reverOs atos praticadosAté então e realizarA mudança necessáriaRumo à ascensãoEspiritual desejada Abandonar o homemVelho cheio de vícios,De desejos e de pulsõesPelo homem novo, pelo“Eu” consciente e renovado Substituir o Ego peloSelf, o ter pelo ser,A forma pela essência
No espaçoEntre o gritoE a vozEntre o marE foz do rio No hiatoEntre o risoE o abraçoNo intervaloEntre o beijoE o afeto Na pausaEntre o corpoE a alma, entreO berço e o túmulo,Entre o infernoE o paraíso No interlúdioEntre a imagemDo barco e o focoNas ondas da praia Num piscarDe olhos entreO desejoE a paixão […]
Tudo flui,Tudo escorreTudo passaE tudo vai Tudo mudaTudo está emConstanteTransformaçãoNo mundo Tudo acaba,Pois tudo temInício, meio eFim E assim, um diaTudo finda, tudoSe extingue e tudoMorre, para maisUma vez mudarDe novo Para transformar,Ressurgir, renascerE começar tudo deNovo, como no eternoRetorno de Nietzsche
Na penumbraDos dias que seFindam eu buscoEm vão as últimasImagens da memóriaQue se esvai Escuto ao longeVozes familiares,Mas já não entendoMais o que dizem Tento juntarAs lembranças queMe falham e catarOs cacos de estóriasIncompletas As coisas poucoA pouco vãoPerdendo o sentidoE quase nada maisImporta de verdade Ouço músicasQue me fazem viajarAo passado venturosoCheio de
Os dias passamLentos e as horasEscorrem vaziasE sem graça semVocê por perto As pessoas já nãoSão mais as mesmasE eu quase não maisReconheço os lugaresQue antes eramSomente nossos As palavras se repetemE já não me dizem nada,Pois, há muito tempoPerderam o valor e oSentido Já não há mais ideais,Romances ou propósitosA seguir, todos os símbolosPerderam […]
E aqui estou euMais uma vezVoando numaLata de sardinhaSupersônicaSobre algumOceano revoltoDa vida Meio apertadoE comprimidoTentando olharA paisagemEntre nuvensDe pensamentosVariados em puroCéu de brigadeiro Aonde Dumont,Afinal de contas,Estava com aCabeça quandoCriou estas loucasMáquinas voadoras Valei-me NossaSenhora e ajude-meSão João, nossoPatrono Não que euTenha medoDa
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