Recorde de nascimentos de tartarugas-da-amazônia é registrado no Pará
Programa do ICMBio, apoiado pelo engajamento comunitário, encerra temporada com soltura de oito mil filhotes de tartarugas-da-amazônia na Reserva Biológica do Rio Trombetas
Cerca de oito mil filhotes da espécie tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) foram soltos por agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e parceiros no dia 17 de janeiro, num tabuleiro localizado na Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas, em Oriximiná (PA).
Aproximadamente 250 pessoas das comunidades do entorno acompanharam a soltura dos quelônios. O total de nascimentos contabilizados neste ciclo de reprodução ultrapassou 80 mil indivíduos — um número dez vezes superior ao registrado no ciclo de 2023. O evento representa o fim de uma temporada de gestão de proteção destes animais pelo ICMBio, uma vez que as tartarugas-da-amazônia sofrem ameaças de pesca ilegal e predatória na Rebio, que no status de unidade de conservação (UC) federal, este tipo de atividade é proibido.
Os agentes do Instituto acompanham parte do processo que culmina no nascimento dos filhotes de tartarugas-da-amazônia, desde a desova. A fiscalização é fundamental para garantia de um ambiente adequado para que os animais posteriormente realizarem o delicado processo reprodutivo sem o risco da intervenção humana.
É um marco histórico do Programa de Quelônios da Rebio do Rio Trombetas, resultado do esforço de todos, servidores, fiscalização, agentes temporários das nossas bases, dos nossos voluntários e comunitários. A gestão do ICMBio seguirá trabalhando para continuar mantendo este ambiente propício à reprodução destes animais”, coloca Maria Bárbara de Sousa, coordenadora do programa.
Ameaças às tartarugas
Com a constante ameaça que os ovos de tartarugas-da-amazônia colocados no tabuleiro sofrem, de coleta ilegal por infratores e predação por animais como jacarés, gaviões, entre outros, os agentes do ICMBio trabalham em vigilância 24h no local, para garantir o nascimento dos filhotes, que são agrupados em viveiros de quarentena e depois soltos em pontos estratégicos do Rio Trombetas.
Estamos muito satisfeitos com este resultado, que é fruto de um trabalho de longos anos, é um dia muito importante e de alegria para todos nós comunitários aqui da Rebio”, destaca o Sr. Maneco, agente temporário ambiental (ATA) mais antigo a trabalhar na reprodução dos quelônios na unidade.
(Foto: Freepik)
Fonte: Portal Amazônia







