Política

A Semana no Brasil e no Mundo — Augusto Lima esteve na reunião de Lula com dono do Banco Master em meio à crise da instituição

A presença do banqueiro Augusto Lima na reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, adiciona um componente político relevante à crise que envolve o conglomerado financeiro. O encontro ocorreu no fim de 2024, quando o Master já enfrentava dificuldades de liquidez e crescente escrutínio de órgãos de controle. Vorcaro buscava interlocução institucional diante da pressão regulatória. Ao seu lado estava Augusto Lima, então sócio do grupo e principal articulador político da operação.
Augusto Lima não era apenas um parceiro empresarial de Vorcaro. Ele funcionava como ponte entre o conglomerado financeiro e lideranças políticas, especialmente no PT da Bahia. Próximo do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner (PT-BA), Lima consolidou trânsito em esferas estratégicas do Executivo e do Legislativo. Foi nesse contexto que participou da reunião no Planalto. A presença do banqueiro baiano reforça a leitura de que o Master buscava respaldo institucional em um momento delicado.

(Foto: Imagem criada por IA)

Segundo relatos públicos do próprio petista, Lula ouviu os argumentos de Vorcaro e afirmou que não haveria posição política a favor ou contra o banco. Ainda assim, o fato de um sócio com forte conexão política integrar o encontro levanta questionamentos sobre o nível de articulação em curso naquele momento. Meses depois, já no auge da crise, Lima e Vorcaro romperam a sociedade. Augusto ficou com o Banco Pleno (ex-Voiter), posteriormente liquidado pelo Banco Central. Vorcaro manteve o núcleo principal do Master, também alvo de liquidação extrajudicial e investigações da Polícia Federal.
A reunião no Planalto passou a ser vista sob nova perspectiva após a deflagração das operações que miraram o grupo. O encontro, que inicialmente parecia parte da rotina institucional de diálogo com empresários, ganhou contornos mais sensíveis diante das suspeitas de irregularidades financeiras. A participação de Augusto Lima no encontro reforça o papel que exercia como articulador político do conglomerado. O caso coloca sob escrutínio a rede de interlocuções construída em Brasília e na Bahia. Embora não haja, até o momento, indícios formais de irregularidade no encontro em si, a presença de um sócio com forte trânsito político em reunião de alto nível, em meio a uma crise financeira já conhecida nos bastidores do mercado, adiciona um componente político ao enredo que ainda se desenrola nos tribunais e nos órgãos de controle. (Fonte: Hora Brasília)

(Foto: Imagem criada por IA)

Ordem Mundial está mudando e guerra pode ser inevitável, afirma megainvestidor

Artigo de Ray Dalio analisa caos internacional acontece dentro de um esquema que se repete (Foto: Getty Images)

Por Rafael Lorenzo M. Barretti
Ray Dalio é o criador da Bridgewater Associates, um dos maiores fundos de investimento do mundo. Ele publicou um artigo em suas redes sociais no qual argumenta que a ordem mundial criada após a Segunda Guerra Mundial está chegando ao fim e que uma grande guerra pode ser iminente. Em sua avaliação, o mundo entrou em um período no qual “não há regras, o poder prevalece e há um choque entre grandes potências”.
Dalio sustenta que o sistema internacional criado após 1945 dependia de instituições multilaterais, acordos econômicos e da liderança predominante dos Estados Unidos. Esse arranjo está sendo corroído porque o equilíbrio de poder global mudou. Novas potências emergiram, antigas potências enfrentam fragilidades enquanto isso, os mecanismos de cooperação perderam força. Instituições como a ONU não têm autoridade real sobre grandes potências. Quando um país é suficientemente forte, ele determina as regras ou ignora as que existem.
Esse ambiente cria um “dilema” permanente entre potências: se um país recua, parece fraco; se avança, pode escalar o conflito. O resultado é uma sequência de retaliações que torna “guerras estúpidasassustadoramente fáceis de acontecer. Além disso, o crescimento acelerado da oferta monetária global pode ser lida como um sinal de fragilidade estrutural. Para Dalio, ciclos de endividamento excessivo e impressão de moeda costumam anteceder períodos de instabilidade mais profunda.

Os seis círculos das ordens mundiais
Dalio descreve o que chama de “Grande Ciclo” das ordens mundiais, dividido em estágios que se repetem ao longo da história. No centro está a ordem interna de cada país: produtividade, coesão social, estabilidade política e força econômica. Em torno dela, forma-se a ordem externa: comércio, fluxos de capital, alianças militares e regras internacionais. Segundo ele, quando a ordem interna começa a se deteriorar, com o aumento da desigualdade e polarização política, a ordem externa também enfraquece. No estágio mais avançado desse ciclo, que ele chama de “Estágio 6”, prevalece a desordem internacional. É o momento em que:

  • Conflitos comerciais se intensificam
  • Guerras tecnológicas ganham força
  • Sanções e disputas financeiras se tornam comuns
  • Tensões geopolíticas escalam
  • E o risco de confronto militar direto aumenta

Esse seria o estágio atual. Dalio explica que grandes conflitos raramente começam com tiros. Ele relembra que, antes da Segunda Guerra Mundial, quase uma década de conflitos econômicos e financeiros precedeu o confronto armado. Dalio afirma que o maior risco ocorre quando duas potências têm forças comparáveis e diferenças consideradas existenciais.

O maior risco de guerra militar ocorre quando ambas as partes têm forças comparáveis e diferenças existenciais irreconciliáveis”.

Além disso, as duas potências capazes de guerrear teriam que se ver como ameaças existenciais. Ele cita como exemplo atual a tensão entre Estados Unidos e China, especialmente em torno de Taiwan. Essa questão está no centro das disputas geopolíticas do século XXI. O mundo tem visto grandes transformações na política internacional. A Brasil Paralelo investigou como a Ordem Mundial tem mudado ao longo das últimas décadas com a trilogia O Fim das Nações. Assista ao primeiro episódio abaixo:

(Fonte: Brasil Paralelo)


‘Tour Lula’ à Índia tem 10 ministros e mais de 300 empresários; veja a lista

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à Índia nesta quarta-feira (18), acompanhado por 10 ministros e 315 empresários, para uma agenda de oito dias na Ásia. A visita tem foco em temas como inteligência artificial, comércio exterior e o fortalecimento de parcerias estratégicas. A comitiva participará de compromissos, principalmente em Nova Délhi, incluindo conferências e reuniões com líderes locais. Lula permanecerá na Índia até o dia 22 de fevereiro. Após isso, parte da comitiva seguirá para a Coreia do Sul, onde está prevista uma agenda de reuniões oficiais e a assinatura de um plano trienal para promover o relacionamento bilateral.
Ao desembarcar, Lula postou em uma rede social: “namaste, India! Cheguei para mais uma visita com uma agenda importante: estreitar laços, aprofundar parcerias e discutir o futuro da inteligência artificial no mundo. Seguimos trabalhando para construir mais cooperação, inovação e oportunidades entre nossos países”. A principal atividade da visita ocorrerá em Nova Délhi, com a participação de Lula na cúpula global sobre inteligência artificial nos dias 19 e 20. Esta será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento internacional de alto nível exclusivamente dedicado a esse tema.

O encontro reúne cerca de 40 mil participantes de 50 países, incluindo chefes de Estado, representantes de governos e líderes do setor tecnológico. Estão confirmadas as presenças de executivos de empresas como Microsoft, Google, OpenAI, Anthropic, DeepMind, Ericsson e Nvidia. Durante a cúpula, Brasil e Japão assumirão a copresidência de um grupo de trabalho com o objetivo de aumentar o protagonismo do país nas discussões sobre regras, inovação e os impactos econômicos da tecnologia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também estará presente. O governo brasileiro considera a inteligência artificial um tema central na política industrial e na estratégia de inserção do país nas cadeias globais de valor. A expectativa é que o debate internacional sobre regulação e inovação crie oportunidades para novos investimentos e parcerias tecnológicas.

No final de semana, a comitiva participará do Fórum Empresarial Brasil-Índia, organizado pelo Itamaraty e pela ApexBrasil. Mais de 300 empresas brasileiras se inscreveram para discutir assuntos como indústria e minerais estratégicos, mobilidade, transição energética, saúde e farmacêutica, segurança alimentar e inovação agrícola.
Durante a visita, Lula também inaugurará o escritório de representação da ApexBrasil em Nova Délhi. Além disso, serão anunciados progressos nas negociações para expandir o acordo comercial entre Mercosul e Índia. Outro ponto previsto é a implementação de um acordo que estende a validade de vistos de negócios e turismo de cinco para dez anos entre os dois países. Estará ainda em pauta a parceria entre a Embraer e a indiana Adani Defense and Aerospace, que recentemente firmaram um acordo bilionário. A visita ocorre como uma retribuição à viagem do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao Brasil em julho de 2025. Durante o atual mandato, Lula já se reuniu quatro vezes com Modi, sendo esta a quarta viagem do presidente petista à Índia, a segunda desde o início da atual administração. (Fonte: Conexão Política)


Governo Trump fecha acordo energético histórico com a Venezuela após reunião em Caracas

(Foto: Getty Images)

No último dia 11, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, realizou uma visita a Caracas e firmou um acordo energético considerado “histórico” pelo governo americano. A reunião ocorreu no Palácio de Miraflores, onde Wright se encontrou com a ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Conforme comunicado emitido pelo Departamento de Energia dos EUA, a visita de Wright à Venezuela foi qualificada como “histórica”. O secretário se dirigirá a campos petrolíferos do país para verificar “como o histórico Acordo Energético entre EUA e Venezuela do presidente Donald Trump está promovendo a paz e a prosperidade”.
A visita acontece duas semanas após a aprovação pelo Parlamento venezuelano de uma reforma na legislação que permite investimentos estrangeiros no setor petrolífero. Além disso, ocorre após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ter emitido novas licenças que relaxam restrições para empresas americanas operarem no mercado de petróleo venezuelano, embora ainda sob rigorosos controles e prestação de contas. Durante a reunião, Wright comunicou que trouxe uma mensagem do presidente Donald Trump, que, segundo o secretário, está “apaixonadamente comprometido” em transformar a relação bilateral, que foi rompida em 2019.

Temos uma longa história entre nossos países. Trago uma mensagem do presidente Trump, que se dedica a transformar a relação entre os Estados Unidos e a Venezuela”, declarou Wright em entrevista coletiva, ao lado de Rodríguez.

O secretário americano afirmou que o principal objetivo da visita é unir os países e “proporcionar comércio, paz, prosperidade, empregos e oportunidades à Venezuela” através de uma parceria. Além disso, ele mencionou que houve uma conversa “franca” sobre oportunidades e desafios, com ambos os lados se comprometendo a “trabalhar juntos para resolvê-los”.
Rodríguez revelou que, durante o encontro, foi estabelecida uma “parceria produtiva de longo prazo” em energia entre a Venezuela e os EUA. Segundo ela, os dois países discutiram projetos nas áreas de petróleo, gás, mineração e energia elétrica, destacando que a agenda energética deve se tornar o “motor da relação bilateral”, sendo “produtiva, eficaz, benéfica para ambos os países e complementar”.

A reunião representa a primeira visita de um alto funcionário de Washington após a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Este encontro também ocorre no contexto da reabertura da missão diplomática americana em Caracas, que estava fechada há sete anos devido à ruptura das relações em 2019. Além do encontro com Rodríguez, a agenda oficial de Wright incluiu reuniões com empresários e veículos de comunicação internacionais. Na quinta-feira (12), ele deverá visitar as instalações das empresas Petroindependencia e Petropiar, operadas pela Chevron no estado de Anzoátegui. Após a captura de Maduro, Trump exigiu “acesso total” aos recursos petrolíferos venezuelanos. Wright afirmou que Washington controlará a venda do petróleo do país por um período “indefinido”. (Fonte: Conexão Política)


PT vai à Justiça Eleitoral contra aliados de Flávio Bolsonaro por suposta campanha antecipada

(Foto: Pernambuco Notícias)

O Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prepara uma ação na Justiça Eleitoral contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sob a acusação de prática de campanha eleitoral antecipada. A direção da sigla deve protocolar, nos próximos dias, representações questionando a veiculação de adesivos e outdoors com o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Pernambuco. Para o partido, a divulgação caracteriza promoção eleitoral fora do período permitido pela legislação.
Um dos alvos da iniciativa é o ex-ministro do Turismo Gilson Machado. Ele tem feito publicações nas redes sociais exibindo adesivos em apoio ao filho do ex-presidente. Integrantes do PT avaliam que as postagens reforçam uma estratégia de antecipação do debate eleitoral no estado. A ofensiva ocorre em meio a acusações cruzadas entre governistas e oposição. Aliados de Bolsonaro argumentam que o próprio PT também estaria adotando práticas de viés eleitoral antes do calendário oficial.

A sigla passou a ser questionada após Lula ser homenageado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro. O episódio alimentou críticas de adversários políticos sobre eventual promoção pessoal fora do período de campanha. A disputa judicial promete ampliar o embate político em torno dos limites entre manifestação política e propaganda eleitoral antecipada, especialmente no ambiente digital e em ações de visibilidade pública. Seria cômico se não fosse trágico. Um tal desfile de escola de samba no Rio de Janeiro, enaltecendo quem comanda a máquina pública, seria o quê? No Brasil atual, definitivamente, pau que dá em Chico não dá em Francisco. (Fonte: Hora Brasília)


Criadores de conteúdo são presos por exibirem problemas de Cuba

Cotidiano na zona portuária de Malecón, em Havana, em 6 de novembro de 2025. Os níveis de pobreza aumentaram acentuadamente enquanto Cuba enfrenta sua pior crise econômica em três décadas, caracterizada por grave escassez de alimentos, remédios e combustível, juntamente com cortes diários de energia. De 2020 a 2025, a economia cubana tem atravessado um dos piores ciclos recessivos das últimas décadas. O PIB não cresce desde 2022, a inflação anual ultrapassa os 15% segundo dados oficiais e a moeda nacional desvalorizou quase vinte vezes em relação ao dólar americano desde 2019 (Foto: Getty Images)

As autoridades cubanas realizaram a prisão “preventiva” de dois criadores de conteúdo, Ernesto Ricardo Medina e Kamil Zayas Pérez, por suposta “propaganda contra a ordem constitucional”. Os indivíduos são membros do projeto audiovisual independente El4tico, que possui milhares de seguidores nas plataformas de redes sociais. De acordo com um comunicado publicado pela Procuradoria de Holguín, ambos estariam “incitando o povo, os integrantes das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior a mudar a ordem constitucional da República de Cuba, além de difamarem as ações das instituições políticas e sociais do país”.
O Ministério Público cubano informou que estão em curso procedimentos investigativos com o intuito de coletar provas e finalizar o processo. Os criadores de conteúdo utilizam as redes sociais para apresentar uma visão crítica sobre a realidade em Cuba. Em suas postagens, criticam as ações do governo e oferecem detalhes da vida cotidiana na ilha, que enfrenta sua mais grave crise em décadas. Relatos de organizações de direitos humanos indicam que agentes do regime invadiram as residências dos jornalistas no bairro de Piedra Blanca, confiscando computadores, celulares, câmeras e outros equipamentos de trabalho.

A prisão dos dois foi condenada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, através do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental. Organizações de direitos humanos e a Associação Interamericana de Imprensa (AIAP) também se pronunciaram a respeito do incidente. Ambos os criadores de conteúdo foram levados para a Delegacia de Polícia Criminal de Holguín, conhecida por ser um centro de tortura, onde ocorrem interrogatórios violentos e tratamento degradante. Por sua vez, o ditador Miguel Díaz-Canel e seus aliados negam a existência de presos políticos na ilha, acusando membros da oposição de serem “mercenários” a serviço dos Estados Unidos. (Fonte: Conexão Política)

(Foto de capa: Getty Images)


Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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