Tecnologia

Startup vai converter aviões antigos em aviões elétricos

Ideia é reaproveitar aeronaves que já tem certificação para voar para acelerar a conversão para voos mais sustentáveis

Responsável por cerca de 2,5% das emissões globais, a indústria da aviação tem sido pressionada a diminuir suas emissões e o seu impacto e seu impacto climático, que corresponde a 3,5% de todo o aquecimento global provocado pela humanidade.
Muitas pessoas tem evitado os aviões e outras buscam por alternativas para compensar suas emissões quando precisam voar. Empresas estão trabalhando para desenvolver combustíveis de aviação mais sustentáveis e existem projetos sendo desenvolvidos para um transporte aéreo com menos impacto ambiental.
Somando-se a esta onda de propostas para que seja possível voar de um lugar a outro sem contribuir para a crise climática, startup Wright Electric planeja chegar aos céus até 2026 com aviões elétricos. Mas não serão aeronaves 100% novas. A Wright Electric vai converter aviões BAe 146 que foram primeira vez pela empresa aeroespacial britânica BAE Systems na década de 1980 em aviões elétricos.
Ao reutilizar os aviões existentes, a Wright Electric pode acelerar os processos de certificação para começar a voar mais cedo em aeronaves com emissões zero, já que as certificações de novas aeronaves podem levar muitos anos. A empresa fará a transição de quatro jatos do avião BAe 146 em novos motores de 2 MW. A conversão completa está prevista para 2026.

Apoio e reconhecimento
Os esforços da Wright Electric para tirar do solo os aviões de passageiros com emissão zero foram notados por muitos. A empresa recebeu financiamento, contratos e colaborações de vários departamentos governamentais, organizações e companhias aéreas para dar vida a essa tecnologia, incluindo Nasa, o Departamento de Energia dos EUA, a Força Aérea dos EUA, Viva Aerobus e easyJet.

(Foto: Wright Electric)

Começando por voos curtos
Os aviões elétricos, chamados Wright Spirit, transportarão confortavelmente 100 passageiros em um passeio silencioso, ao contrário dos aviões convencionalmente barulhentos. Os aviões terão um alcance de cerca de 750 quilômetros de autonomia, o que significa um voo de cerca de uma hora. Por mais que não sejam grandes distâncias quando pensamos na capacidade do transporte aéreo, o impacto destas viagens é significativo considerando que os voos curtos são muito frequentes na Europa e em países continentais, como o Brasil e os EUA.
Substituir os voos frequentes e de curta distância por viagens com emissões zero pode causar um grande impacto. A Wright Electric está se concentrando na redução das emissões para esses voos curtos e de alta demanda, especialmente Seul para Jeju, que é a rota mais movimentada do mundo com 14 milhões de passageiros anualmente, bem como Londres para Paris, Rio de Janeiro para São Paulo e São Francisco para Los Angeles.
“A aviação se comprometeu com as emissões líquidas de carbono zero até 2050, mas a Wright Electric está comprometida com uma redução de 100% em todas as emissões a partir de 2026”, disse Jeff Engler, CEO da Wright Electric.

Próximos passos
Os testes de voo com um propulsor elétrico começarão em 2023, seguidos por testes com dois propulsores elétricos em 2024 e levando a aviões totalmente elétricos em 2026. O próximo projeto da Wright Electric é um avião que transportará 186 passageiros e vai ter mais de 1,2 mil quilômetros de autonomia. Segundo a empresa, o objetivo é ter este avião maior em serviço até 2030.

Fonte: CicloVivo

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