Esportes

Trilhas e Aventuras

Galera, essa aventura que vou contar aconteceu na companhia dos brothers Luciano, Moisés e o guia Marcos Santana (99643-9804), no mês passado, mais precisamente na noite do dia 23 para a madrugada do dia 24, de sábado para domingo, respectivamente.
Tudo começou quando nos encontramos na movimentada pracinha do bairro Jardim Tropical, com direito a cheirinho de hambúrguer e todo tipo de guloseimas… naquele momento observei que eram sinais de que a coisa não seria tão fácil.

Com o propósito de ver o sol nascer, precisávamos chegar à Torre de Pitanga ainda no escuro, ou seja, não precisávamos correr, mas os passos, precisavam ser constantes, com paradas curtas para o descanso mais que necessário.
Passamos pelo pasto de Furnas, depois o Poção, logo em seguida atingimos Lajinha 1 e, merecidamente, paramos na Gruta dos Malucos, onde encontramos os trilheiros Capixaba e Bernardo, para o tradicional cafezinho de trilhas. Descansamos, colocamos o papo em dia e continuamos a subida. Após o descanso, seguimos para a Gruta do Jardineiro, chegamos ao Apartamento, local de pernoites, seguimos para Cabeça de Cavalo, atingimos o pasto de Pitanga e, por fim, às 3h40, chegamos à tão desejada Torre de Pitanga.

Tentamos dormir até o astro-rei dar as caras, mas foi impossível. O frio constante e o vento nos açoitando de todos os lados não nos permitia, sequer, cochilar. Foi quando às 4h25, no longínquo horizonte, onde o céu e o oceano se encontram, o sol triunfou, nos presenteando com belíssimas imagens e exibindo sua imponente beleza. Por fim, percebi que, num momento de subserviência, estávamos mais uma vez, com olhares de agradecimento e subordinação à nossa mãe natureza.
Para o trilheiro Bernardo, professor de educação física da rede pública de Vitória, os benefícios desse tipo de atividade são diversos.

“Essa interação entre o corpo e a mente é muito benéfico. Estar num ambiente isolado, natural, onde passamos a fazer parte do ambiente, relembra-nos de que também fazemos parte da natureza e nos faz perceber o quão pequenos somos. Nos faz pensar em superar desafios, valorizar as pequenas coisas como um gole de água. Descansa nossa mente e fortalece nosso senso de coletividade e grupo, já que as pessoas se ajudam mutuamente”.

Dicas: Levar sacolinha para voltar com o lixo produzido e evitar fazer barulho e fogueira… Até a próxima “Trilhas e Aventuras”!

Haroldo Cordeiro

Haroldo Cordeiro

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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