Anjo triste
Diante do abismo, diante da escuridão da mente.
Ouço sussurros de uma voz tristonha.
Uma voz que não me pertence.
Sinto a lágrima e uma dor que não compreendo.
O desespero se difunde com um toque displicente.
Além do anjo triste que paira sobre mim.
A luz surge da consciência para recordar que sempre existe um subterfúgio.
Um caminho para além do fim.
A alma respira descontente.
Inerte e sem força.
Ela busca por um horizonte, paciente.
Sem pensar no amanhã ou mesmo no ontem.
Sofre somente a angústia do presente.
Escuto conselhos destrutivos, não consigo definir.
Perambulo sozinho por minha mente;
Vulnerável e quase sempre inconsciente.
Eu não compreendo.
Um anjo triste reside em mim.
A tristeza domina.
Tudo sempre ocorre tão de repente.

Autora: Silvia Vanderss
Poema: Anjo triste
Inédito
Palavras: 127




