Política

A Semana no Brasil e no Mundo — Lula tenta blindar Moraes no escândalo do Master após recado do STF para baixar o tom e conter crise

A movimentação em Brasília para blindar Alexandre de Moraes no escândalo do Banco Master ganhou contornos mais nítidos justamente depois de Luiz Inácio Lula da Silva receber o recado de que precisava baixar o tom e parar de alimentar a crise que já desgasta o Supremo Tribunal Federal (STF). A sequência dos fatos chama atenção. Primeiro, vieram os sinais de incômodo do próprio STF com a escalada política do caso. Depois, surgiram os bastidores de uma articulação para retirar Dias Toffoli da linha de tiro e, ao mesmo tempo, evitar que Moraes seja arrastado para o centro da implosão. O movimento não parece casual. Parece contenção de danos.
Segundo a jornalista Malu Gaspar, Lula estaria trabalhando para viabilizar uma licença de Toffoli, seguida de uma possível renúncia ao cargo. A leitura política por trás da operação é direta: se a crise não pode ser totalmente estancada, o Planalto e setores da Corte tentam ao menos delimitar quem será atingido por ela. O ponto central dessa articulação está na percepção de que Moraes virou ativo político demais para ser deixado à própria sorte. Lula teria razões objetivas para tentar preservá-lo. A primeira é política: o ministro é visto no entorno do petista como personagem decisivo na reação institucional contra a trama golpista. A segunda é prática: Moraes ficou fortemente associado ao atual ciclo de poder em Brasília, e um agravamento da crise sobre ele respinga no governo.

É aí que a blindagem passa a fazer sentido. Depois de o Supremo mandar sinais para Lula reduzir o confronto e esfriar o ambiente, o petista passa a atuar não para ampliar a crise, mas para administrá-la, isolando focos de desgaste e tentando impedir que ela alcance o ministro mais sensível para seu campo político. Moraes não entrou nesse enredo por acaso. Há elementos concretos que explicam por que seu nome passou a circular com força no escândalo. O primeiro é o contrato milionário do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O valor citado nas revelações é de cerca de R$ 129 milhões, cifra alta demais para ser tratada como detalhe lateral em um caso dessa dimensão.
O segundo ponto são as mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Moraes. Em uma delas, citada nas revelações de bastidor, o banqueiro pergunta ao ministro se ele “conseguiu bloquear” algo. A frase é politicamente devastadora justamente porque o contexto não foi esclarecido de forma pública e convincente. O terceiro elo é o ambiente geral criado pelo avanço da investigação: o Banco Master deixou de ser apenas um problema empresarial ou financeiro e passou a atingir relações pessoais, jurídicas e institucionais em torno de ministros da Corte.

Mesmo quando não há, até aqui, prova direta de crime atribuída a Moraes, o dano político já está contratado. Em crise dessa natureza, a aparência de proximidade e a opacidade das relações pesam quase tanto quanto a prova material. Nesse tabuleiro, Toffoli passou a ser visto como o elo mais ‘fraco’. A avaliação de bastidor é que o ministro ficou mais exposto porque vieram a público informações sobre negócios com o grupo de Vorcaro, incluindo a operação envolvendo R$ 35 milhões por uma fatia de resort do qual ele é sócio. A pressão foi suficiente para fazê-lo deixar a relatoria do caso Master no STF. É justamente por isso que a hipótese de sua saída passou a ser tratada como opção real nos bastidores. Se a crise exige um nome para absorver o impacto, Toffoli aparece como o ministro que poderia ser empurrado para fora da cena para conter o estrago maior. O dado político mais importante é o timing.
A blindagem de Moraes não surge antes da crise. Surge depois de o STF sinalizar a Lula que o confronto aberto estava se tornando ruim para todos. Esse detalhe muda a leitura do caso. Antes, havia no entorno do governo a tentação de explorar o Banco Master como instrumento de pressão e desgaste. Depois do recado para baixar o tom, o Planalto passou a agir em outra direção: menos confronto, mais contenção; menos discurso, mais engenharia de sobrevivência institucional.

Isso ajuda a explicar por que a conversa nos bastidores deixou de ser apenas sobre investigação e passou a incluir licença, renúncia, preservação de ministro e redução de temperatura política. O cálculo político pode até ser compreensível, mas não resolve a raiz do escândalo. Blindar Moraes enquanto Toffoli vira peça descartável não encerra a crise. Apenas reorganiza o campo de danos. O problema central continua de pé: o caso Banco Master já alcançou zonas sensíveis demais do poder para ser tratado como um incidente isolado. Se novas revelações aparecerem, a tentativa de salvar Moraes pode acabar produzindo o efeito oposto e reforçar a percepção de que há, em Brasília, um esforço concentrado para proteger uns e expor outros.
No fim, o que está em jogo não é só a permanência ou a queda de um ministro. É a credibilidade de uma Corte que, ao mesmo tempo em que cobra contenção do presidente, precisa explicar com clareza por que nomes tão próximos do escândalo continuam cercados por tantas perguntas e tão poucas respostas. (Fonte: Hora Brasília)


Navios com petróleo da Rússia seguem em direção a Cuba apesar do bloqueio dos EUA, diz jornal

O ditador da Rússia, Vladimir Putin, durante encontro em Moscou com o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em maio de 2024 (Foto: Getty Images)

Por John Lucas
Dois navios com petróleo e gás da Rússia estão a caminho de Cuba apesar do bloqueio energético em curso contra a ilha comunista imposto pelos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira (18) o jornal britânico Financial Times. Segundo a publicação, as embarcações podem chegar ao país caribenho já nos próximos dias, desafiando a pressão exercida pelo governo do presidente Donald Trump para cortar o fornecimento de energia a Havana. De acordo com o Financial Times, o navio Sea Horse, de bandeira de Hong Kong, transporta cerca de 27 mil toneladas de gás russo e pode atracar em Cuba na próxima semana. A embarcação teria alterado sua rota anteriormente antes de seguir em direção à ilha.

Já o petroleiro Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, carrega aproximadamente 100 mil toneladas métricas de petróleo bruto do tipo Urals — principal tipo de petróleo bruto de exportação da Rússia — e tem chegada estimada para o início de abril.
Segundo empresas de inteligência marítima citadas pelo jornal, essas podem ser as primeiras remessas de energia destinadas a Cuba em três meses. A ilha enfrenta uma crise energética severa neste momento e forte pressão dos EUA para uma mudança de regime.
O governo Trump vem pressionando países e empresas a não substituir a Venezuela como fornecedora de petróleo para Havana. O presidente americano já ameaçou impor tarifas a países que passem a abastecer Cuba e não descartou medidas mais duras, como apreensões de navios que se aproximem da ilha. (Fonte: Gazeta do Povo)


Governador da Bahia pagou R$ 49 milhões ao Banco Master, diz O Globo

(Foto: Reprodução)

O governo da Bahia, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), realizou 207 pagamentos ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026, totalizando R$ 49,2 milhões, segundo dados do Portal da Transparência do Estado. As informações são de Lauro Jardim, do jornal O Globo. A maior parte dos repasses ocorreu em 2024, quando o banco recebeu R$ 47,4 milhões em operações relacionadas à antecipação de valores de precatórios, principalmente ligados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). O volume de recursos e a quantidade de pagamentos chamaram atenção porque indicam que a relação financeira não foi pontual, mas ocorreu de forma contínua ao longo da atual gestão.

Com isso, o Palácio de Ondina, sede do governo da Bahia, passa a enfrentar mais pressão política em meio ao avanço das investigações e à exposição de novos personagens ligados ao caso. Na semana passada, O Globo revelou que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) recebeu R$ 3,2 milhões em um contrato de consultoria com o Banco Master. A nova informação amplia o alcance político do escândalo, que tem atingido figuras de diferentes espectros políticos.
Em nota, a Secretaria da Administração do Estado da Bahia afirmou que os pagamentos registrados não representam contratação direta do governo com o Banco Master. Segundo o governo, os valores se referem a antecipações de créditos de precatórios do Fundef, realizadas por servidores da área de educação que optaram por receber os recursos antes do prazo.
De acordo com a explicação oficial, a Emenda Constitucional 114/2021 permite que o beneficiário ceda o direito de recebimento a uma instituição financeira, que passa a ser titular do crédito. Nessa modalidade, o estado apenas efetua o pagamento das parcelas do acordo, direcionando os valores à instituição escolhida pelo servidor. O governo também afirmou que o credenciamento de bancos é público e segue critérios de controle externo, podendo ser acessado por outras instituições que atendam às regras estabelecidas. (Fonte: Hora Brasília)


Sob mira dos EUA, Venezuela demite ministro da Defesa chavista aliado de Maduro

O ministro da defesa chavista, Vladimir Padrino López foi demitido pelo regime interino da Venezuela, que está sob a mira de Trump (Foto: Getty Images)

Por John Lucas
O regime interino de Delcy Rodríguez na Venezuela decidiu demitir, nesta quarta-feira (18), o então ministro chavista da Defesa, Vladimir Padrino López, aliado próximo do ex-ditador Nicolás Maduro, em meio à reorganização do poder militar no país após a captura do antigo líder do regime por forças dos EUA no início deste ano ano. Segundo Rodríguez, o general Gustavo González López foi nomeado para assumir o Ministério da Defesa, encerrando mais de uma década de Padrino no comando das Forças Armadas venezuelanas. A líder interina agradeceu Padrino pela “lealdade à pátria” e afirmou que ele passará a exercer novas funções dentro do regime chavista, contudo, não detalhou quais serão as responsabilidades.
Padrino López era uma das figuras mais influentes do chavismo e ocupava o cargo de ministro da Defesa desde 2014, quando foi nomeado por Maduro durante um período de protestos contra o regime. Ao longo dos anos, ele se tornou peça central da aliança entre a ditadura chavista e os militares, considerada essencial para a permanência do regime no poder.

A mudança no comando da Defesa acontece meses após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, fato que viabilizou uma nova fase de relações diplomáticas entre Washington e o regime interino venezuelano. A Casa Branca tem acompanhado de perto todas as decisões tomadas por Delcy Rodríguez.
O novo ministro, Gustavo González López, já ocupou cargos estratégicos dentro do regime, incluindo a direção do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), responsável pela repressão interna, e da contrainteligência militar. Ele também já foi alvo de sanções de Estados Unidos e União Europeia por violações de direitos humanos e repressão a opositores durante protestos contra o chavismo. Desde que assumiu o poder interinamente, Delcy Rodríguez já promoveu mudanças em diferentes ministérios, em um movimento interpretado por analistas como tentativa de garantir sobrevivência política do regime diante da pressão dos EUA sobre Caracas. (Fonte: Gazeta do Povo)


PF investiga se dinheiro de fraudes no INSS financiou viagens de Lulinha

(Foto: Reprodução YouTube/Gazeta do Povo)

A Polícia Federal (PF) investiga se recursos desviados de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram utilizados para pagar despesas de viagem ligadas ao ’empresário’ Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do Estadão. A suspeita surgiu após a análise de transferências bancárias do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como líder de um esquema bilionário de fraudes em benefícios previdenciários. Antunes foi preso pela PF durante as investigações.
De acordo com relatório da PF obtido pelo Estadão, os investigadores identificaram transferências feitas por Antunes para a empresária Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha. No mesmo período em que Roberta recebeu ao menos R$ 1,1 milhão do empresário investigado, sua empresa RL Consultoria efetuou pagamentos de cerca de R$ 640 mil para a agência Vulcano Viagens. Segundo os investigadores, a agência teria sido utilizada para emitir passagens aéreas ligadas a Lulinha.

A PF identificou que o e-mail da Vulcano Viagens aparece vinculado ao cadastro de Lulinha no sistema de controle de tráfego aéreo, indicando que passagens nacionais e internacionais já foram emitidas utilizando os dados da agência. Até o momento, a quebra de sigilo bancário não encontrou transferências diretas do “Careca do INSS” para Lulinha. Por isso, os investigadores trabalham com a hipótese de que eventuais benefícios tenham ocorrido de forma indireta, por meio da empresária Roberta Luchsinger. A suspeita reforça um depoimento prestado por Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirmou ter ouvido que o empresário pagava uma mesada ao filho do petista e custeava despesas de viagem. Os investigadores ainda tentam identificar quantas viagens teriam sido pagas e em quais datas.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que não existe relação entre ele e o esquema investigado no INSS. Os advogados disseram que a agência citada é responsável por organizar viagens da empresária Roberta Luchsinger e de sua família, e que a tentativa de vincular o empresário ao caso seria indevida. Segundo a defesa, Lulinha já se colocou à disposição do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito, para prestar esclarecimentos.

Os advogados confirmaram apenas uma viagem a Portugal, paga por Antunes, para conhecer um projeto de produção de canabidiol medicinal, que não chegou a se concretizar. A defesa de Roberta Luchsinger afirmou que a Vulcano Viagens é a agência que normalmente organiza suas viagens e disse que seria “natural” que eventualmente tenha emitido passagens para Lulinha. Segundo os advogados, os valores recebidos do empresário investigado seriam pequenos diante do volume de negócios da empresária.
O relatório da PF também cita o dono da Vulcano Viagens, Daniel Peluso, que aparece em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) como beneficiário de R$ 641,6 mil pagos pela empresa de Roberta. A PF destacou que esses pagamentos ocorreram no mesmo período em que os desvios bilionários de aposentadorias estavam em curso. A agência foi aberta em 2016 e se apresenta como especializada em viagens para o Oriente Médio e peregrinações religiosas. Lulinha se mudou com a família para Madri, na Espanha, em 2025. Em um relatório interno, a PF chegou a registrar que a mudança poderia ser interpretada como “evasão do país”, hipótese que ainda está sob análise. (Fonte: Hora Brasília)


De guerra comercial a confrontos verbais. Entenda a crise recente entre Equador e Colômbia

Gustavo Petro e Daniel Noboa (Foto: Reprodução)

Por Isabella de Paula
A descoberta na Colômbia de uma bomba não detonada na fronteira com o Equador, que, segundo o presidente Gustavo Petro, foi lançada em um bombardeio vindo do território vizinho, tensionou ainda mais as relações entre os dois países, que estão envolvidos em uma guerra comercial desde fevereiro. Por volta da meia-noite, Petro declarou em uma reunião de gabinete televisionada que seu país havia sido bombardeado, após a bomba ter sido encontrada perto da fronteira com o Equador.

Uma bomba lançada de um avião foi encontrada. Os métodos utilizados serão investigados minuciosamente, muito perto da fronteira com o Equador, o que de certa forma confirma minha suspeita, mas é preciso investigar bem, porque estamos sendo bombardeados a partir do Equador e não são os grupos armados”, disse ele. O presidente também observou que pediu ao seu homólogo americano, Donald Trump, em um telefonema na semana passada, que “tomasse providências e ligasse para o presidente do Equador”, porque seu país não quer “entrar em guerra”.

Confronto verbal
O presidente Daniel Noboa negou, na terça-feira (17), a acusação de Petro e afirmou que as recentes operações militares de seu país contra o crime organizado perto da fronteira com a Colômbia, com o apoio dos EUA, ocorreram em território equatoriano.

Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu”, disse Noboa no X, onde acusou a Colômbia de abrigar a família do narcotraficante e chefe do crime organizado José Adolfo Macías Villamar, vulgo Fito, bem como a ex-candidata presidencial do movimento Correísta, Luisa González.

O presidente equatoriano acrescentou que “enquanto na Colômbia estão dando espaço à família de ‘Fito’, que cruzou a fronteira durante o toque de recolher nacional, coincidentemente ao mesmo tempo que a ex-candidata Luisa González”, seu governo continuará “limpando e reconstruindo o Equador”. O confronto verbal não cessou e o presidente colombiano respondeu no X que os bombardeios na região da fronteira deixaram “27 corpos carbonizados”, sem dar detalhes dessa informação, e afirmou que a explicação sobre os ataques “não é crível”, em aparente referência à declaração de Noboa.

Há 27 corpos carbonizados e a explicação não é crível. As bombas estão no chão perto de famílias, muitas das quais decidiram pacificamente substituir suas plantações de coca por culturas legais”, escreveu o presidente colombiano.

Guerra comercial e a luta contra o narcotráfico
Essa nova controvérsia surge em meio à deterioração das relações entre Bogotá e Quito, marcadas por uma guerra comercial iniciada em janeiro pelo presidente do Equador, que impôs uma “taxa de segurança” de 30% sobre produtos colombianos, posteriormente elevada para 50%.
A Colômbia respondeu com tarifas sobre dezenas de produtos e suspendeu o fornecimento de eletricidade ao Equador, enquanto o país andino aumentou o custo do transporte de petróleo bruto colombiano através de seus oleodutos. Da mesma forma, na semana passada, o Equador e os EUA assinaram um acordo que formaliza a abertura do primeiro escritório do FBI (Departamento Federal de Investigação) no país, que terá como objetivo apoiar o combate aos grupos internacionais do crime organizado.
Este acordo complementa as operações militares conjuntas que ambos os países iniciaram no início deste mês no Equador contra organizações “terroristas”, nas quais bombardearam e destruíram um campo de treinamento dos Comandos de Fronteira, um grupo dissidente das guerrilhas colombianas das Farc. (Fonte: Gazeta do Povo)


Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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