Por Maya Dorietto A Biblioteca Pública Municipal Adelpho Poli Monjardim, localizada no Centro Histórico de Vitória, realiza, entre os dias 24 e 28 de novembro, mais uma edição da Banca Troca de Livros, iniciativa que incentiva a leitura. A atividade acontecerá das 8h30 às 16h30, na sede da
Eu não souAlegre nemSou triste, euSomente viajoAcordado nosSonhos alheios Eu sou umaTestemunhaOcular do tempoQue voa, euAssisto a tudoE sofro caladoUma dor queNão é minha Eu acho graçaNo mundo e rioDos meus própriosReveses e infortúnios Eu agradeçoPor tudo eRegozijo-me comA felicidade dosOutros Eu choro sozinhoNo quarto escuroDa alma e escrevoNo canto da folhaEm branco
Tudo passa,Tudo segueO seu fluxo,Tudo anda eTudo flui Tudo nasce,Tudo cresce,Tudo someTudo se esvaiTudo murcha,Enjoa, entedia,Desaparece eSe vai Tudo muda,Tudo incha,Tudo esvazia,Tudo diminui,Tudo esquentaAté que um dia,Do nada, esfria Tudo arrefeceAmarela, dáBolor, envelhece,Fica fora de modaE é esquecido Tudo fica fracoDebilita e adoeceTudo, um dia,Inevitavelmente,Morre,
Autora de ‘Bagagem’ e ‘O coração disparado’, mineira de 88 anos é reconhecida por sua contribuição para a literatura e cultura em língua portuguesa A escritora e poeta Adélia Prado é a vencedora do Prêmio Camões 2024, o mais importante prêmio literário da língua portuguesa. O anúncio foi feito no último dia 26, após decisão […]
Lágrimas inocentes derramadas;Vidas cortadas e sofrimento sem explicação.Autoridades que se perdem na ganância.Buscam justiça, sem compaixão. É a maldade pelo mundo, sendo aclamada;Extermínios de guerras em massa,Gritos de desespero e crueldade armada.Uma humanidade, desumana, que ordena a própria destruição. Soluções distantes de serem alcançadas;Desacordos imersos, no
Que saudadesDe ti, que saudadesDos teus arroubosE do teu soproGélido e invasivo Que saudadesDe tua massa densaE das tuas noites friasE enluaradas Que saudadesDos teus ares secosE das tuas belas roupasAconchegantes e elegantes Que saudadesDa tua companhia,Da lareira acesa,Da taça de vinhoE do tempo queCaminha lento Tenho saudadesAté das intempéries,Do teu mau humor,Das tuas
Breve poesiaMansa, letraSuave e serenaQue me segueE que me inspira,Que me consolaE me condena Poesia branda,Poema doce queMe encanta, rimaLeve que me agradaE que me embala,Feito sonho coloridoDe criança Poesia amiga,Fiel escudeira sinceraDas horas amargas,Das horas incertas,Irmã leal e presenteDe todos os dias Poesia menina,Rima parceira,Fala mansa e sutil,Amiga
Gota a gota,Ponto a ponto,Pranto a pranto,Conto a conto Passo a passoNota a nota,Ponta a ponta,Palmo a palmo Pingo a pingo,Naco a naco,Riso a riso,Braço a braço Olho a olho,Boca a boca,Tato a tato eCara a cara Vamos minando,Vamos marcando,Vamos chorando eVamos contando Dia a dia, noite aNoite, mês a mês,Ano a ano vamosSofrendo, vamosSangrando, […]
Você é capaz deGuardar um segredo?Um segredo milenarGuardado a sete chaves,Um código reservado,Um enigma oculto,Uma intimidade discretaNuma paixão disfarçada? Um silêncio sepulcral,Digno dos mortos queNunca amaram, umMistério insondável,Uma confidência tímida,Uma palavra perdida eUma confissão sonegada? Um amor eterno, secretoE impossível que viaja noTempo sem ser
Letras tortas que, semQuerer, tropeçam nasPróprias pernas e nasPróprias formas, tudoNa difícil e dura tarefaDe tentar se expressarDe forma clara, de tentarDizer o que sentem e oQue pensam, de botarPara fora coisas simplesE que vivem por aíEntaladas na garganta Letras oblíquas que nãoTrazem em seu bojoRespostas do tipo, quemSou eu, o que faço aqui,Para onde […]











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