Meio ambiente

Gatos brilhantes? Sim, acredite ou não, os mamíferos biofluorescentes são muito mais comuns do que se pensava

Por Francesca Capozzi

O fenômeno é chamado de biofluorescência e ocorre quando um ser vivo absorve luz de alta energia, como a ultravioleta, e emite luz de menor energia. O efeito são luzes fluorescentes que ganham vida no corpo da criatura e brilham no escuro. A biofluorescência não é novidade para os cientistas que observaram esta característica singular em sapos, wombats, mas também em demônios da Tasmânia. O que surpreende, porém, é que cada vez mais mamíferos compartilham essa peculiaridade e entre estes também estão os gatos.
Para confirmar as suas teses, os investigadores estudaram os animais, perguntando-se primeiro se o seu brilho no escuro se devia a outros processos ou aos produtos químicos utilizados para a conservação. Ao analisar mamíferos sob luz ultravioleta, os cientistas descobriram 125 espécies biofluorescentes pertencentes a 27 ordens de mamíferos vivos e 79 famílias.

As áreas de fluorescência incluíam pelo branco-claro, penas, bigodes, garras, dentes e um pouco de pele nua. Para algumas espécies (por exemplo, o golfinho) a fluorescência limitou-se aos dentes”, observam os investigadores no estudo.

Os dados apoiam a crença de que a biofluorescência é muito mais difundida na natureza do que acreditamos e especificamente nos mamíferos. Ainda não está claro se esta propriedade poderia ter desempenhado um papel biológico específico para os mamíferos ou não.

Poderia ser uma resposta evolutiva de espécies individuais para melhorar a visibilidade em condições de pouca luz e escapar dos perigos mais facilmente nas horas mais escuras. Mais pesquisas nesta área são necessárias. Parece claro, entretanto, que a biofluorescência não se limita às espécies noturnas.

Fonte: GreenMe

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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