A Semana no Brasil e no Mundo — TCU aponta avanço do PCC e CV impulsionado por falhas do governo Lula nas fronteiras

Auditoria do Tribunal de Contas da União identificou que a baixa execução do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras tem contribuído diretamente para a expansão do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho no país. O relatório associa a fragilidade no controle de fronteiras ao aumento da capacidade operacional dessas facções. Segundo o documento, apenas 54% das ações previstas foram implementadas. Dos 42 projetos estruturados para integrar inteligência e forças de segurança, 19 não foram executados ou foram interrompidos. A falha abriu espaço para a intensificação do tráfico de drogas e armas, principal fonte de financiamento do PCC e do CV.
O TCU aponta que a vulnerabilidade das fronteiras permite o fluxo contínuo de cocaína oriunda de países vizinhos, além da entrada de armamento pesado. Esse cenário fortalece a estrutura logística das facções, amplia sua presença em novos territórios e consolida rotas estratégicas de distribuição. Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais citados na auditoria indicam crescimento da atuação dessas organizações dentro e fora do sistema prisional. O PCC mantém expansão nacional com presença consolidada em diversos estados, enquanto o Comando Vermelho amplia sua influência em regiões Norte e Nordeste, disputando territórios e rotas do tráfico.
O relatório destaca que a ausência de integração efetiva entre órgãos de segurança e a interrupção de iniciativas estratégicas reduziram a capacidade do Estado de conter essa expansão. A consequência é o fortalecimento financeiro e territorial das facções, com impacto direto no aumento da violência. A conclusão do TCU aponta que, sem controle efetivo das fronteiras, o avanço do PCC e do CV tende a se intensificar, consolidando estruturas criminosas cada vez mais sofisticadas e difíceis de enfrentar. (Fonte: Hora Brasília)
Israel anuncia morte de comandante do Irã responsável por fechar Ormuz; regime ameaça bloquear outra passagem

Por Fábio Galão
O governo de Israel afirmou, nesta quinta-feira (26), que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Alireza Tangsiri, responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz, foi morto em um ataque na cidade portuária de Bandar Abbas, em um momento em que o regime iraniano ameaça bloquear outra passagem estratégica na região. Duas fontes do governo de Israel haviam confirmado a informação à emissora americana CNN; a notícia também foi veiculada pelos jornais israelenses Haaretz, Times of Israel e The Jerusalem Post. Poucas horas depois, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou em comunicado a morte de Tangsiri e que a ação foi uma operação de Israel. O regime do Irã ainda não se pronunciou sobre o assunto.
O homem diretamente responsável pelo atentado terrorista que representa o bloqueio do Estreito de Ormuz para a navegação foi abatido”, disse Katz no comunicado, segundo informações da agência EFE. O ministro acrescentou que outros “altos comandantes” da força naval iraniana também morreram.
Pelo Estreito de Ormuz, transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo. O fechamento quase total da passagem, implementado pelo Irã após o início do conflito com EUA e Israel, em 28 de fevereiro, fez os preços do petróleo dispararem nas últimas semanas. Na quarta-feira (25), o Irã ameaçou bloquear, por meio da ação de grupos terroristas parceiros, outra passagem estratégica no Oriente Médio: o Estreito de Bab el-Mandeb, localizado no Mar Vermelho, entre o Iêmen e o Djibuti. Uma fonte militar afirmou à agência de notícias iraniana Tasnim que tal medida será adotada se Israel e Estados Unidos iniciarem operações em terra contra o regime.
Se o inimigo quiser agir em terra nas ilhas iranianas ou em qualquer outro lugar em nosso território, ou infligir custos ao Irã com manobras navais no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, abriremos outras frentes para surpreendê-los, de modo que sua ação não só não lhes trará benefícios, como também dobrará seus custos”, disse a fonte. (Fonte: Gazeta do Povo)
Lula diz que Brasil será “um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado”

Por Hermano Freitas
Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil será “respeitado no mundo do crime organizado”. Ele cometeu a gafe na terça-feira (24), enquanto agradecia aos parlamentares e integrantes do governo pela aprovação do PL Antifacção, proposta que tem como espírito o combate ao crime.
Hugo Motta, parabéns pela aprovação da lei. Parabéns a todos que contribuíram. Ao pessoal do Ministério da Justiça e parabéns aos deputados e senadores que nos ajudaram a dar mais um passo importante para que o Brasil seja um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado. Parabéns e muito obrigado”, disse o petista.
Segundo o site Poder 360, a Secretaria de Comunicação admitiu o engano, corrigindo a frase de Lula para incluir o “combate” ao crime. A frase “mal colocada” se soma a diversas outras que o petista já proferiu ao longo do terceiro mandato. Em outubro de 2025, Lula comentava sobre combate às drogas durante coletiva de imprensa, em Jacarta, na Indonésia, quando disse que traficantes são “vítimas dos usuários” e que seria “mais fácil combater viciados”. (Fonte: Gazeta do Povo)
Equador envia mais de 70 mil soldados para combater gangues no país: ‘estamos em guerra’

O governo do Equador anunciou sua maior operação contra o narcotráfico desde a declaração de conflito armado interno, em 2024. Até agora, mais de 75 mil policiais e militares, com apoio de veículos blindados e helicópteros, foram mobilizados para ações simultâneas nas províncias de El Oro, Guayas, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas, as mais afetadas pelo crime organizado no país. A operação tem duração prevista até 31 de março. O ministro do Interior, John Reimberg, decretou toque de recolher das 23h às 5h nas quatro províncias e emitiu alertas à população.
Estamos em guerra. Não se arrisquem, não saiam, fiquem em casa, deixem que a força pública, com os aliados, faça o trabalho que tem de ser feito”.
Quem desrespeitar o toque de recolher pode ser preso. Reimberg informou que o governo coordenou com o Ministério Público e o Judiciário para que os infratores recebam penas de um a três anos de prisão. Apenas profissionais de saúde, serviços de emergência e viajantes com comprovante de passagem estão isentos da restrição.
O ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, classificou as ações como “de alta complexidade, com presença coordenada em terra, ar e mar para recuperar territórios tomados pelas máfias”. Entre os alvos estão cartéis internacionais, mineração ilegal e organizações armadas ligadas ao tráfico de drogas. A imprensa foi impedida pelo governo de cobrir as atividades policiais e militares durante os dias de operação.
A ofensiva é a primeira ação prática da “Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis”, denominada “Escudo das Américas”, aliança de 17 países criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e formalizada em Miami no início de março. Ficaram de fora da coalizão Brasil, México e Colômbia, governados por Lula, Claudia Sheinbaum e Gustavo Petro. O Equador integra o bloco ao lado de El Salvador e Argentina. Há meses, forças especiais americanas apoiam comandos equatorianos com treinamento, inteligência e financiamento. Na semana anterior ao início da operação, o governo equatoriano inaugurou o primeiro escritório do FBI no país.
A urgência da operação tem respaldo em dados oficiais. O Equador encerrou 2025 com 9.235 homicídios, o maior número de assassinatos de sua história. A taxa atingiu 52 mortes violentas por 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado, colocando o país entre os mais violentos do continente. Em 2020, a taxa era de oito homicídios por 100 mil habitantes e chegou a 46,5 em 2023, o segundo lugar no ranking global naquele ano. O país deixou a posição de estabilidade que manteve por décadas.
Localizado entre Colômbia e Peru, maiores produtores mundiais de cocaína, o Equador passou a ser um dos principais pontos de saída da droga com destino aos Estados Unidos. Estima-se que cerca de 70% da cocaína produzida nos países vizinhos transite pelo território equatoriano. Cartéis mexicanos, como o Jalisco Nueva Generación e o de Sinaloa, delegaram operações a grupos locais, como Los Lobos e Los Choneros, que ampliaram presença em territórios, prisões e rotas de exportação.
O presidente Daniel Noboa assumiu em 2023, declarou conflito armado interno em 2024 e foi reeleito em 2025. A estratégia de enfrentamento reduziu inicialmente os índices de homicídio, mas a violência voltou a crescer posteriormente, conforme relatório do Crisis Group de novembro de 2025. O estado de exceção, previsto como medida temporária, foi decretado ao menos 14 vezes durante o mandato, consolidando na prática a presença contínua das Forças Armadas nas ruas.
Os primeiros resultados da operação foram divulgados pelas autoridades. No primeiro dia, 253 pessoas foram presas, principalmente por violação do toque de recolher, e bases de Grupos Armados Organizados foram ocupadas pelas forças de segurança, além da captura de um dos criminosos mais procurados do país.
A operação nutriu tensão com a Colômbia. O presidente colombiano Gustavo Petro acusou o Equador de bombardear território colombiano, declarando “eles estão nos bombardeando do Equador” e afirmando ter provas de que uma bomba foi lançada por aeronave equatoriana em solo colombiano. Petro afirmou ter solicitado ao presidente Trump que intercedesse: “pedi a ele que ligasse para o presidente do Equador porque não queremos entrar em guerra.” Desde fevereiro, Equador e Colômbia mantêm conflito tarifário após Noboa impor taxas ao país vizinho, acusando Petro de não agir de forma suficiente contra o narcotráfico. A Colômbia, governada por Petro, está entre os países que não integram a coalizão liderada por Trump. (Fonte: Conexão Política)
Em ano eleitoral, reprovação a Lula atinge 61%

A desaprovação pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 61% na nova rodada de pesquisas do PoderData. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (25). A sondagem mostra o maior percentual de rejeição já registrado em dois anos. A aprovação pessoal do petista, em contrapartida, está em 31%. Os dados foram coletados entre 21 e 23 de março de 2026, por meio de 2.500 entrevistas telefônicas realizadas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
A avaliação que os eleitores fazem do petista é mais negativa do que a que fazem do governo como um todo. No caso da administração federal, 57% desaprovam e 37% aprovam. Em dois anos, de março de 2024 a março de 2026, a diferença entre aprovação e desaprovação do petista triplicou. Antes, era de 11 pontos e passou a 30 pontos percentuais. Já a aprovação da administração federal, conforme os números, registra o menor patamar desde o início do mandato.
O trabalho do petista é avaliado como “ruim” ou “péssimo” por 51% dos entrevistados, percentual 7 pontos superior ao registrado na pesquisa anterior, de janeiro de 2026, quando o índice era de 44%. Os que classificam o desempenho como “bom” ou “ótimo” somam 26%, alta de 4 pontos no mesmo período. Outros 22% avaliam o trabalho como “regular”.
Os recortes regionais mantêm o padrão histórico de aprovação mais alta no Nordeste e rejeição concentrada no Sul e no Centro-Oeste. No Sul e no Centro-Oeste, a desaprovação pessoal a Lula chega a 68% em ambas as regiões. No Nordeste, o índice de aprovação é de 40%, e no Norte, de 39%. Entre os eleitores com renda familiar acima de cinco salários mínimos, a desaprovação supera os dois terços do total.
As variações registradas no levantamento podem estar relacionadas a fatos ocorridos desde janeiro. A ampliação das investigações que envolvem o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com a quebra de sigilo de conversas do ex-banqueiro, levantou questionamentos sobre possíveis conexões com integrantes do governo e do STF. Lula recebeu Vorcaro sem registro em agenda oficial, e o fundador do Master custeou uma degustação de bebidas com ministros do Supremo e autoridades brasileiras em Londres. Além disso, pontos de desgaste na relação com o Congresso e críticas à condução da política econômica também podem ter contribuído para ampliar a percepção negativa em parte do eleitorado.
Comparação com Bolsonaro piora; vantagem de Lula recua 14 pontos desde a posse
A pesquisa apurou também que 32% dos eleitores consideram o governo Lula melhor do que o de Jair Bolsonaro (PL), recuo de 8 pontos em relação ao levantamento anterior. Para 42%, a gestão atual é pior. Outros 23% avaliam os dois governos como iguais, e 3% não souberam responder. Desde a posse de Lula, em janeiro de 2023, a parcela dos que o consideram melhor do que o antecessor recuou 14 pontos percentuais. O levantamento foi realizado a pouco mais de seis meses das eleições de outubro de 2026, nas quais Lula deve buscar um quarto mandato. A pesquisa PoderData é produzida com recursos próprios. (Fonte: Conexão Política)
EUA “nunca esquecerão” que aliados da Otan não ajudaram no Irã, afirma Trump

Por Fábio Galão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar, nesta quinta-feira (26), os aliados americanos na Otan por não ajudarem Washington na guerra contra o Irã, que deve completar um mês no sábado (28).
Os países da Otan não fizeram absolutamente nada para ajudar contra a nação lunática, agora militarmente dizimada, do Irã. Os EUA não precisam de nada da Otan, mas ‘nunca se esquecerão’ deste momento extremamente importante”, escreveu o republicano na rede Truth Social.
Trump vem pedindo para que outros integrantes da Otan ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz, fechado quase totalmente pelo Irã após o início do conflito com EUA e Israel e por onde transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo antes da guerra. Na quinta-feira passada (19), os governos da França, Alemanha, Itália, Holanda e Reino Unido, integrantes da Otan, além do Japão, divulgaram um comunicado em que manifestaram que poderão ajudar em ações para reabrir a passagem.
Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito”, afirmaram. “Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando no planejamento preparatório para isso”.
No entanto, estes países ainda não indicaram como pretendem ajudar e no dia seguinte Trump chamou os outros integrantes da Otan de “covardes”. No início desta semana, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que 22 países estão coordenando esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, numa parceria que incluiria nações que não integram a aliança, como Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. “Estamos definindo o que é necessário, quando é necessário e como realizar isso em conjunto”, disse Rutte em entrevista à Fox News. “Assim que for o momento certo, daremos início ao processo”. (Fonte: Gazeta do Povo)



















