A Semana no Brasil e no Mundo — Gastos com viagens do governo Lula disparam R$ 107 milhões em 18 dias e já somam R$ 233 milhões em 2026

As despesas com viagens do governo Luiz Inácio Lula da Silva registraram forte aceleração no início de 2026. Dados do Portal da Transparência indicam que os gastos saltaram mais de R$ 107 milhões em apenas 18 dias — passando de R$ 126,4 milhões, em 9 de março, para R$ 233,1 milhões até o dia 27. No acumulado dos primeiros 85 dias do ano, a conta já ultrapassa os R$ 233 milhões. Desse total, cerca de R$ 127 milhões foram destinados ao pagamento de diárias de servidores, enquanto mais de R$ 105 milhões foram gastos com passagens aéreas.
Além dessas despesas principais, o sistema também registra R$ 1,28 milhão classificados como “outros gastos” relacionados a viagens, incluindo taxas, seguros e despesas operacionais complementares. A concentração dos gastos chama atenção. O Ministério da Justiça e Segurança Pública lidera as despesas, com R$ 61,7 milhões desembolsados apenas neste início de ano — o maior volume entre todos os órgãos da Esplanada. O ritmo de crescimento reforça uma tendência já observada em 2025. No ano passado, o governo federal atingiu R$ 2,44 bilhões em despesas com viagens, estabelecendo, pelo terceiro ano consecutivo, o maior nível da série histórica. (Fonte: Hora Brasília)
Conselheiro de Trump manda duro recado direto a Moraes

O conselheiro do presidente Donald Trump, Jason Miller, elevou o tom e enviou um recado explícito ao ministro Alexandre de Moraes após a divulgação do relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A mensagem foi direta: segundo ele, o cenário internacional passou a pressionar o magistrado brasileiro.
O cerco está se fechando sobre Alexandre de Moraes”, afirmou Miller, em referência à repercussão do documento americano, que acusa o ministro de impor ordens sigilosas de censura com efeitos além do Brasil.
O recado ocorre no momento em que autoridades dos Estados Unidos passaram a tratar o tema não apenas como uma questão interna brasileira, mas como um problema com impacto direto sobre direitos de cidadãos americanos. O relatório sustenta que decisões de Moraes atingiram plataformas digitais e usuários nos EUA, o que levou o Congresso americano a abrir uma frente de acompanhamento do caso. Na prática, a declaração de Miller funciona como um alerta político: o ambiente de pressão deixou de ser doméstico e ganhou dimensão internacional, com potencial de gerar desdobramentos diplomáticos e até medidas legislativas nos Estados Unidos.
O documento que motivou a reação afirma que as decisões do ministro — incluindo remoção de conteúdos, bloqueio de perfis e ordens sigilosas — fariam parte de uma estratégia de controle informacional com reflexos no debate político. Segundo o comitê, essas medidas podem interferir no equilíbrio das eleições brasileiras de 2026 ao limitar a atuação de determinados grupos nas redes sociais. Ao amplificar publicamente essa avaliação, Miller sinaliza que o caso passou a ser observado de perto por aliados de Trump e por setores do Congresso americano. O tom da mensagem indica que novas pressões podem surgir, especialmente se avançarem discussões sobre sanções ou restrições relacionadas à atuação de autoridades estrangeiras sobre empresas e cidadãos dos EUA. (Fonte: Hora Brasília)
Moraes nega vínculo com Vorcaro, mas admite uso de jatinhos ligados ao entorno do Banco Master

O ministro Alexandre de Moraes negou ter utilizado aeronaves vinculadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraude no caso do Banco Master. A declaração foi feita após a divulgação de informações que apontam o uso recorrente de jatinhos ligados ao grupo empresarial do investigado. Segundo os dados revelados, Moraes e sua esposa teriam realizado ao menos sete voos em 2025 em aeronaves operadas pela Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro foi sócio. Um oitavo deslocamento teria ocorrido em avião associado a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e também alvo de apurações.
Em nota, o gabinete do ministro classificou as informações como “ilações” e afirmou que Moraes “jamais viajou em aeronaves de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel”. A defesa sustenta que não há relação direta com os investigados. No entanto, o próprio escritório da advogada Viviane Barci de Moraes confirmou a contratação de serviços de táxi aéreo da Prime Aviation. A justificativa apresentada é que os voos foram realizados sem a presença de Vorcaro ou Zettel e que os custos estavam vinculados a contratos advocatícios previamente firmados. (Fonte: Hora Brasília)
Governo Trump avança em investigação comercial contra o Brasil e prepara possível pacote de sanções

O governo do presidente Donald Trump sinalizou a interlocutores da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva que está prestes a concluir as etapas decisivas da principal investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025 — um movimento que pode culminar em novas sanções econômicas e ampliação de tarifas sobre produtos brasileiros. As informações são da Folha de S. Paulo. O processo é conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento tradicionalmente utilizado por Washington para responder a práticas consideradas desleais no comércio internacional. Trata-se do mesmo mecanismo que sustentou medidas agressivas contra a China em disputas comerciais anteriores.
A investigação já entrou na fase final de consultas — etapa obrigatória antes da divulgação do relatório conclusivo. Nesse momento, o governo brasileiro deverá ser formalmente convocado a enviar representantes a Washington para tomar conhecimento das conclusões preliminares. A expectativa, segundo fontes envolvidas, é que essa reunião ocorra entre abril e maio, abrindo caminho para a publicação do relatório final até julho.
O escopo da apuração é amplo e atinge setores estratégicos da economia brasileira. Entre os pontos investigados estão políticas de comércio digital, serviços de pagamento eletrônico — com foco direto no Pix — tarifas consideradas “preferenciais”, legislação anticorrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e até questões ambientais, como o desmatamento ilegal. No caso do Pix, empresas americanas do setor de cartões alegam que o Banco Central do Brasil favorece o sistema de pagamentos instantâneos, criando um ambiente competitivo desfavorável a operadores estrangeiros. O governo brasileiro nega qualquer distorção regulatória. A investigação foi aberta em julho de 2025 em meio a tensões políticas entre Washington e Brasília. À época, Trump justificou a medida como resposta ao que classificou como “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio marcou a politização explícita de um instrumento tradicionalmente econômico.
O avanço do processo preocupa autoridades brasileiras porque pode resultar em sanções de difícil reversão. Entre as possibilidades estão novas tarifas punitivas sobre exportações, restrições comerciais e medidas que afetem diretamente a competitividade de produtos brasileiros no mercado americano. O histórico recente reforça esse risco. Ainda sob a mesma justificativa política, os Estados Unidos já haviam imposto um tarifaço que elevou a sobretaxa para até 50% sobre determinados produtos brasileiros, pressionando setores exportadores. (Fonte: Hora Brasília)
Lula ultrapassa R$ 1 bilhão em emendas somente nos três primeiros meses de 2026

O governo Luiz Inácio Lula da Silva empenhou mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares nos três primeiros meses de 2026, registrando o maior volume para o período desde 2020. O movimento ocorre em ano eleitoral e marca uma inflexão clara na estratégia política do Palácio do Planalto. Os dados mostram uma mudança significativa de patamar. Em 2025, no mesmo intervalo, os empenhos ficaram praticamente paralisados, somando apenas R$ 25,7 milhões. Agora, o salto para a casa do bilhão indica antecipação deliberada da liberação de recursos.
A maior parte dos valores foi destinada às emendas individuais — de execução obrigatória — que consumiram R$ 728,2 milhões. Já as emendas de bancadas estaduais somaram R$ 261,3 milhões. Paralelamente, o governo ainda empenhou R$ 1,6 bilhão referente a emendas de anos anteriores, ampliando o volume total de recursos colocados em circulação.
Nos bastidores, a leitura é direta: trata-se de uma operação para recompor a base no Congresso e reduzir tensões políticas após um período de desgaste. A intensificação coincide com a proximidade das eleições municipais, quando parlamentares buscam viabilizar obras e fortalecer suas bases eleitorais. O movimento também ocorre em meio a ruídos na relação com lideranças do Legislativo, especialmente após decisões do governo que impactaram o equilíbrio político, como a indicação ao STF que contrariou expectativas de setores do Senado. Com a antecipação dos empenhos, o Executivo tenta diminuir a pressão por liberação de recursos no segundo semestre — período tradicionalmente mais sensível do ponto de vista eleitoral — e garantir previsibilidade na distribuição das verbas. (Fonte: Hora Brasília)
Argentina expulsa diplomata do Irã após declará-lo persona non grata

Por Isabella de Paula
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina declarou o encarregado de negócios do Irã no país persona non grata nesta quinta-feira (2) e lhe deu 48 horas para deixar o país, em meio a um novo episódio de tensão diplomática entre as duas nações.
O Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto informa que a República Argentina declarou o Sr. Mohsen Soltani Tehrani, Conselheiro e Encarregado de Negócios interino da República Islâmica do Irã, persona non grata, de acordo com o Artigo 9 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961, e ele deve deixar o território nacional em 48 horas”, afirmou o ministério em um comunicado oficial.
A medida foi adotada em resposta a uma declaração anterior do Ministério das Relações Exteriores iraniano, que, segundo o governo argentino, continha acusações “falsas, ofensivas e infundadas” contra o país e suas autoridades, após a decisão do governo do presidente argentino Javier Milei de declarar a Guarda Revolucionária do Irã um grupo terrorista. (Fonte: Gazeta do Povo)












