Pela 1.ª vez a antimatéria, substância mais cara e volátil do mundo, é transportada

Pela primeira vez na história da humanidade partículas de antimatéria são transportadas entre dois pontos na Suíça
Por Augusto César
Uma conquista inédita foi anunciada pelo Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear (CERN). Pela primeira vez na história a antimatéria foi transportada de um ponto à outro, e mais, de caminhão. Vale a pena lembrar que esse é o material mais reativo e mais sensível de todo o universo. Segundo a Smithsonian, o material reage com qualquer próton ou elétron solto e a explosão de todo esse material poderia ser como uma bomba nuclear no meio da Europa.
Ainda, para além de mais sensível, é o elemento mais caro conhecido, sendo o grama avaliado em mais de 300 trilhões de reais. Ou seja, seu preço é pareado com sua raridade e a dificuldade de manutenção do elemento. Apesar do preço surpreendente, nem adianta querer escavar seu quintal para encontrar esse material. Na verdade, o material só é possível produzir em laboratório, e sua produção precisa de um investimento também trilionário.
Basicamente, o material é o completo oposto de um átomo comum. Ao invés de prótons, elétrons e nêutrons, com cargas positivas, negativas e neutras, respectivamente, as antipartículas possuem cargas contrárias às comuns. Portanto a junção dos antielétrons, antiprótons e antinêutrons formam os antiátomos. No entanto, o que mais instiga os pesquisadores sobre o tema é que teoricamente, na explosão do Big Bang, partes iguais de matéria e antimatéria deveriam ter se formado. Mas observando o universo, vemos que essa lei não se aplica, tendo dominado a presença da matéria.
Além disso, vale a pena destacar que o centro da CERN na Suíça é a única instalação do mundo capaz de armazenar quantidades significativas de antiprótons. Ou seja, o único lugar do mundo em que o material pode ser devidamente estudado. Porém, em outras regiões da Europa, existem dispositivos que, apesar de não terem sido feitos para a antimatéria, podem ajudar no processo. Pois esse é o caso da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha, que possui instrumentos capazes de realizar medições de alta precisão, impossíveis de serem feitas no instituto perto de Genebra. É por isso que o transporte de 92 antiprótons foi uma conquista tão grande para a humanidade. Apesar do passeio ter sido curto, cerca de 30 minutos, com o caminhão rodando apenas ao redor da universidade, esse foi um primeiro passo importante para possibilitar futuras viagens.
Fonte: Aventuras na História





