A Semana no Brasil e no Mundo — Flávio Bolsonaro vence Lula na maior pesquisa eleitoral realizada no Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na liderança de um dos cenários de primeiro turno para a Presidência da República, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9) pelo instituto Veritá. O parlamentar registra 35,9% das intenções de voto, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 33,2%. A diferença entre os dois principais nomes indica um cenário competitivo, com vantagem numérica para Flávio dentro da margem observada no levantamento.
Na sequência, os demais candidatos aparecem com índices significativamente menores. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), marca 3%, seguido pelo empresário Pablo Marçal (União), com 2,1%. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 1,9% e 1,8%, respectivamente. O líder do MBL, Renan Santos (Missão), também aparece com 1,8%, enquanto o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) soma 0,4%.
O levantamento ainda aponta um contingente relevante de eleitores indecisos ou que optariam por voto branco ou nulo, que totalizam cerca de 20%, indicando espaço para movimentação do cenário eleitoral nos próximos meses. A pesquisa foi realizada com mais de 40 mil entrevistados em todo o país e apresenta margem de erro de um ponto percentual, o que reforça a competitividade entre os dois primeiros colocados. (Fonte: Hora Brasília)
Trump faz nova ameaça ao Irã antes de negociações no Paquistão: “estão vivos para negociar”

Por Isabella de Paula
O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou suas ameaças ao Irã nesta sexta-feira (10), dizendo que o país só “está vivo” para negociar. A declaração surge após o regime sugerir que poderia voltar atrás e suspender o envio de uma delegação para conversas no Paquistão, neste final de semana.
Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!”, escreveu o governante republicano na rede Truth Social.
Mais cedo, Trump havia dito em entrevista ao New York Post que as forças armadas americanas estão “carregando navios com as melhores munições” caso as negociações de paz fracassem. O Irã apresentou duas condições para que as negociações acontecessem: um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos iranianos congelados. Segundo o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, os EUA ainda não cumpriram essas exigências. (Fonte: Gazeta do Povo)
TCU acende alerta máximo sobre os Correios após rombo bilionário e risco fiscal

O Tribunal de Contas da União encaminhou ao Congresso um relatório detalhado sobre a situação financeira dos Correios, em meio à escalada dos prejuízos e ao agravamento do risco fiscal da estatal. O documento foi solicitado pelo deputado Evair Vieira de Melo e expõe um quadro de deterioração acelerada. Apenas no primeiro semestre de 2025, os Correios acumularam prejuízo de R$ 4,4 bilhões — valor superior a todo o resultado negativo registrado no ano anterior.
O relator do processo, ministro Walton Alencar, classificou como “alarmante” a trajetória de crescimento das despesas administrativas e financeiras da empresa. Segundo ele, o cenário já vinha sendo monitorado, mas apresentou piora relevante nos últimos meses. Diante desse quadro, o TCU incluiu os Correios na Lista de Alto Risco (LAR), um dos níveis mais elevados de alerta do órgão. A classificação indica vulnerabilidades graves, com potencial de comprometer a prestação de serviços e gerar impacto direto nas contas públicas.
Os números reforçam a tendência de deterioração. Após prejuízo superior a R$ 700 milhões em 2022, o déficit saltou para cerca de R$ 2,5 bilhões em 2024 e avançou de forma mais intensa em 2025. Para manter a operação, a estatal recorreu a um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional — mecanismo que, na prática, transfere o risco financeiro para o contribuinte. Ainda assim, há previsão de novos aportes caso o cenário não seja revertido.
O relatório também aponta falhas de governança, inconsistências na gestão orçamentária e dúvidas sobre a aderência das decisões da empresa às regras de responsabilidade fiscal. Em resposta à crise, os Correios anunciaram um plano de reestruturação que inclui corte de despesas, venda de ativos e fechamento de agências. A efetividade das medidas, no entanto, ainda é incerta diante da velocidade de deterioração das contas. (Fonte: Hora Brasília)
Guerra comercial na América Latina: Equador aumentará para 100% tarifas contra produtos da Colômbia

Por John Lucas
Em um novo capítulo da guerra comercial em curso na América Latina, o governo do Equador anunciou, nesta quinta-feira (9), que aumentará para 100% as tarifas comerciais contra produtos da Colômbia a partir de 1.º de maio, com o objetivo de pressionar Bogotá a reforçar a segurança na fronteira e combater o narcotráfico e o crime organizado. Segundo comunicado do Ministério de Produção, Comércio Exterior e Investimentos do Equador, a chamada “taxa de segurança” será elevada diante da “falta de implementação de medidas concretas e efetivas em matéria de segurança fronteiriça por parte da Colômbia”. A pasta afirmou ainda que a decisão se baseia em critérios de segurança nacional e busca reforçar a corresponsabilidade entre os dois países no enfrentamento do crime transnacional.
A medida amplia a escalada tarifária que teve início no começo deste ano, quando o Equador decidiu fixar em 30%, em fevereiro, as taxas contra os produtos da Colômbia e, posteriormente, elevou essas tarifas para 50% em março, em meio ao agravamento das tensões bilaterais. O novo aumento das tarifas ocorre em paralelo a outras ações de retaliação econômica entre os dois países. Recentemente, a Colômbia suspendeu a interconexão elétrica com o Equador, que depende parcialmente do fornecimento colombiano para suprir sua demanda interna de energia. Em resposta, o governo equatoriano elevou de US$ 3 para US$ 30 o valor por barril cobrado pelo transporte de petróleo da estatal colombiana Ecopetrol por oleodutos operados pela Petroecuador.
Ambos os países até haviam iniciado conversas para melhorar as relações, contudo, a chanceler equatoriana, Gabriela Sommerfeld, informou nesta semana que as tratativas técnicas previstas para a próxima semana entre as duas partes foram suspensas até que haja um “ambiente propício e de boa vontade” por parte da Colômbia para o diálogo. (Fonte: Gazeta do Povo)
“Arquiteto do Crime” que roubou R$ 1 bilhão de aposentados assina delação e Brasília teme que políticos e Lulinha sejam citados

Maurício Camisotti, apontado como o principal operador financeiro do esquema de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS, assinou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. É a primeira delação da investigação que apura o maior roubo sistemático contra beneficiários da Previdência Social da história recente do Brasil. A proposta foi acolhida como válida pela PF e encaminhada para análise do ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
Camisotti foi preso em setembro de 2025, por ordem de Mendonça, após novos desdobramentos da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril do mesmo ano. O relatório da CPMI do INSS, elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar, o descreve como “arquiteto de um império do crime” — sócio oculto da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos, a AMBEC, e controlador das entidades Unsbras e Cebap. Juntas, as três organizações ligadas a Camisotti lesaram quase um milhão de beneficiários e desviaram cerca de R$ 1 bilhão.
Os relatórios do COAF apontam transações atípicas de R$ 15,5 milhões repassados diretamente a Camisotti, além de outros R$ 28,1 milhões em movimentações suspeitas. Dezesseis dias após a deflagração da Operação Sem Desconto, ele tentou converter R$ 59 milhões em criptomoedas — conduta que o relatório de Alfredo Gaspar classifica como ocultação patrimonial e obstrução de Justiça, com risco de destruição de provas.
Brasília não dorme
Em vídeo divulgado na noite de quinta-feira (9), o deputado Alfredo Gaspar foi direto sobre o que espera da delação de Camisotti e sobre o alcance que ela pode ter. “Hoje, Brasília não dorme. Maurício Camisotti assinou o acordo de colaboração premiada com a PF. A fraude do INSS envolveu bilhões de reais roubados de aposentados e pensionistas. A colaboração premiada dele tem que citar o nome de políticos e autoridades envolvidas. Não se pode mais colocar sujeira debaixo do tapete”, cobrou o parlamentar.
Gaspar foi além e citou nominalmente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, como alvo potencial de uma eventual nova delação — a do chamado “Careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes, também preso e apontado como um dos maiores líderes do esquema.
Que venham outras colaborações, como a do Careca do INSS, que repassou dinheiro e vantagens para Lulinha, filho do presidente da República. Lula, nós não podemos tolerar mais impunidade”, concluiu o deputado.
O relatório de Alfredo Gaspar para a CPMI já havia orientado o Senado a pedir a prisão de Lulinha, acusado de indícios de crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
A defesa reage
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classificou o indiciamento do filho do presidente como revelador do “caráter eleitoral da atuação” do relator Alfredo Gaspar, sugerindo que o parlamentar estaria agindo para prejudicar a reeleição de Lula e favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. A estratégia da defesa é política: desqualificar o investigador para proteger o investigado. (Fonte: Hora Brasília)
Ditador de Cuba diz que não vai renunciar ao cargo em meio à crescente pressão dos EUA

Por John Lucas
O líder do regime comunista de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (9) que não pretende deixar o cargo, em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos por mudanças políticas na ilha. A declaração foi dada durante entrevista à emissora americana NBC.
Renunciar não faz parte do nosso vocabulário”, disse o ditador cubano quando questionado sobre a possibilidade de deixar o cargo de líder do regime comunista para “salvar” a ilha. Essa foi a primeira entrevista de Díaz-Canel para uma rede de televisão dos Estados Unidos.
Na mesma entrevista, Díaz-Canel afirmou que o regime cubano não reconhece qualquer influência externa sobre sua liderança. “Em Cuba, quem ocupa cargos de liderança não é escolhido pelo governo dos Estados Unidos nem recebe mandato desse governo”, declarou. Ele lembrou que o país é um “Estado livre e soberano”, com “autodeterminação e independência”, e que não está sujeito às decisões de Washington.
A declaração de Díaz-Canel ocorre em um momento de aumento da pressão política e econômica dos Estados Unidos sobre Havana. O governo do presidente Donald Trump bloqueou recentemente o envio de petróleo da Venezuela para Cuba, agravando a crise energética enfrentada pelo país. Além disso, Trump também classificou Cuba como uma “nação falida” e chegou a afirmar, durante discurso em Miami no fim de março, que a ilha poderia ser o próximo alvo da política externa americana após o conflito envolvendo o Irã.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse no mês passado que o sistema econômico da ilha comunista está “falido” e sugeriu a possibilidade de mudança de governo. Em meio a esse cenário, Cuba tem buscado apoio internacional. Nesta quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, esteve em Havana e anunciou um novo envio de petróleo russo à ilha, com o objetivo de amenizar os efeitos das sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos. Outros petroleiros russos atracaram na ilha recentemente, sob aparente aval americano. (Fonte: Gazeta do Povo)















