De onde seráQue procedem,Fluem ou emanamOs seres Segundo Plotino,De um princípioSupremo, divinoOu “O Um”(Absoluto) Derivam sempreDe forma contínuaE sistemática, dessaFonte, sem que elaSe esgote Assim pensando,O festejado filósofoInfluenciou oPensamento cristãoPrimitivo e panteísta
Quanto poder temUma simples teclaEla serve paraImprimir umaMarca, uma letraOu um símbolo Ela serve paraFixar uma marcaAbrir um espaço,Pontuar e iniciarUma frase Ela serve paraImprimir umaMensagem,Exprimir umaIdeia ou umPensamento Ela serve, enfim,Para demonstrarSentimentosEnviar elogios,Gravar poesiasE poemas Escrever letrasDe música eEnviar declaraçõesDe amor e de pazPor
Pelas alas e vielas,Entre corredores eGabinetes, salas eAntessalas dos fórunsE tribunais À esperaDo momento oportunoDa falaÀ espreita na portaCom um olho no padreOutro na missa Na expectativaDa defesa éticaE moral da causa,Sempre em buscaDa justiça Entre o computadorE a tribuna, entreA lei e a justiçaEstes são algunsDos inúmeros encargosDo nobre ofício ComprometidoCom a
Logo cedo nasPrimeiras horasDo dia eu a encontreiCaída num canto Era uma chaveAntiga, um meroObjeto singeloJogado no chãoOu esquecido porAlguém distraído Com certezaUm artefato útil,Porém negligenciadoPor algum guardaDo templo Tentei trabalharE seguir minhaRotina, mas nãoConsegui, foi inútil Passei horasTentando imaginarOu descobrirDe onde seriaAquela chave Mas, que
E assim, sem meDar conta, mais umaVez eu pairava inerteSobre as nuvensRarefeitas da estepe Eu tentava pararO tempo com asMãos e estancarAs horas que corriamSoltas ao saborDo vento Eu tentavaEscutar o mundoE desvendarOs seus segredosCom o ouvidoColado nas areiasEspessas da praiaDeserta da vida Eu queria beberA água pura queBrota impune daFonte fecunda daSabedoria milenar E
As floresDo canteiro pulam,Enquanto na ruaOs pássaros voamPra lá e pra cáNuma dançaNão treinada O vento forteFarfalhaBalançando asFolhas dos coqueirosLoucos e despenteados E o pensamentoVoa no vento, viajaA esmo relembrandoAntigos amoresDo passado Paixões inacabadas,Palavras não ditas,Desejos contidos,Pulsões sufocadasE pendores desfeitos A alma singraDistraída e boiaSem
E o comércioComo sempreFervilhava logoCedo pelas ruasCheias da pacataCidade comNome de Santa Remexia comoGrão-de-bico naPanela quenteE sem tampaDo lugarejo Pessoas iamE vinham seAcotovelando nasBaias, cheias deSacolas penduradasPelos braços Compravam tudo,O que podiam e oQue não podiam,Desfilando impunesEntre o supérfluoE o necessário E numa dança louca,Frenética e
Poetizar do verboAmar, mergulhar noImo do imponderável Passear sem culpaOu remorso peloMundo dos sonhosE das paixõesInalcançáveis Pular amarelinhaNo chão de estrelasE se atirar do cimoDa mais alta notaMusical Dançar ao léuE de olhos fechadosOuvindo uma doceCantilena batucadaPelo coração de poetaQue bate sempreEm desalinho
Imagina o claro,O nada, o brancoE a falta SomenteO silêncio inerteE sepulcral dasLínguas cansadas,A ausência total eAbsoluta do gostoE do cheiro O corpo sem vida,A insipiência total,A ausência do serE a falta de sal O corpo sem vida,A folha ao léuA alma sem corE a vida sem arteE sem sentido O orbe sem logos,Sem amor, […]
E o dia raiara fulminanteOs passarinhos animadosCantavam a plenos pulmõesE os botões das floresDesabrochavam com presa Até parecia queA vida estavaAtrasada e precisavaCom urgência exibirToda a sua pujança Os raios solaresAtingiam grandeParte das criaturasQue ainda seEspreguiçava Nuvens esparsasDecoravam um céuDe azul anil, fumaçasBrancas escapavamPelas chaminés dasCasas e











Comentários