Entre o Tempo e o Amor

“Ela não sabia nadar e o mar a levou para distante da praia. Seu corpo vagava sobre as águas calmas, sua respiração estava fraca. Um jovem pescador se aproximou dela em um barco de pesca, a poucos metros do corpo ele se lançou nas águas para salvá-la.
O mar brilhava em um tom de azul-celeste, em meio aos corais ele mergulhou sem hesitar, nadou até chegar à jovem moça, a segurou pela cintura e retornou para o barco com presteza. Apesar de sentir a leve respiração dela ele temia que algo pior pudesse ocorrer. Ao colocá-la no barco com a ajuda do seu pai que os aguardava, ele logo iniciou a respiração boca a boca. Por alguns segundos ela parecia estar morta, mas o jovem não desistiu. Logo ela retornou aos poucos ao expelir a água que engoliu.
Ao abrir os olhos a jovem viu aquele rapaz quase deitado por cima dela, encharcado e sorrindo de alívio por ela estar bem. Ao invés do medo, um sentimento de conforto a tomou e ela também sorriu. Assim que chegaram à praia, os pais da jovem a esperavam angustiados com o estado emocional e físico da filha”.

Texto: Entre o Tempo e o Amor
Editora: Chiado Books
Palavras: 197





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