Política

A Semana no Brasil e no Mundo — Gastos do governo já ultrapassaram R$ 1 trilhão em 2026

Os gastos do setor público brasileiro ultrapassaram a marca de R$ 1 trilhão em 2026 nesta quarta-feira (4), de acordo com dados da plataforma Gasto Brasil, mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O levantamento contabiliza as despesas primárias das três esferas de governo — federal, estadual e municipal — e evidencia a velocidade do avanço do gasto público nos primeiros meses do ano. Do total já gasto em 2026, mais de R$ 402 bilhões foram desembolsados pelo governo federal, atualmente comandado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os 27 governos estaduais respondem por cerca de R$ 280 bilhões, enquanto os mais de 5.500 municípios brasileiros somam aproximadamente R$ 309 bilhões em despesas. A soma dessas três esferas levou o gasto público nacional a ultrapassar o patamar simbólico de R$ 1 trilhão antes mesmo da metade do ano. Uma das maiores rubricas do orçamento público continua sendo o gasto com pessoal e encargos. Segundo os dados da plataforma, o Poder Executivo federal já desembolsou mais de R$ 52 bilhões com pessoal e encargos em 2026.

Considerando todas as esferas de governo, os gastos com servidores somam:
• Executivo:
cerca de R$ 269 bilhões
• Judiciário: aproximadamente R$ 9,4 bilhões
• Legislativo: cerca de R$ 7 bilhões

O avanço acelerado das despesas públicas reacende o debate sobre equilíbrio fiscal, eficiência do gasto e tamanho da máquina pública no Brasil. Economistas e entidades empresariais apontam que o ritmo de crescimento das despesas pode pressionar ainda mais o orçamento federal, dificultando o cumprimento de metas fiscais e ampliando a necessidade de arrecadação tributária. (Fonte: Hora Brasília)


EUA atacam navio do Irã “do tamanho de porta-aviões da Segunda Guerra Mundial”

Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth e almirante Brad Cooper, do Comando Central dos EUA, durante uma coletiva de imprensa sobre o Irã na sede do Centcom, na Flórida (Foto: Getty Images)

Por Isabella de Paula
Os EUA anunciaram um ataque a um porta-drones iraniano na quinta-feira, descrevendo-o como “aproximadamente do tamanho de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial”.

Nas últimas horas, atacamos um porta-drones iraniano, um navio aproximadamente do tamanho de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial, e neste momento, ele está em chamas”, disse o comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), Almirante Brad Cooper, em uma coletiva de imprensa em Tampa, na Flórida. “Vocês podem ter ouvido o presidente (Donald Trump) dizer, há pouco, que afundamos ou destruímos 24 navios”, acrescentou.

Os ataques mais recentes também incluíram o lançamento de “dezenas de bombas penetrantes de 900 kg” por bombardeiros B-2 “contra lançadores de mísseis balísticos enterrados em profundidade”, disse o comandante. Além disso, o militar indicou que os EUA atacaram “o equivalente iraniano ao Comando Espacial, o que reduz sua capacidade de ameaçar os americanos”. Ao lado de Cooper estava o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que enfatizou que o poder de fogo militar dos EUA no Irã está longe de se esgotar.

O Irã espera que não possamos sustentar isso, o que é um grave erro de cálculo por parte da Guarda Revolucionária”, afirmou. Ele acrescentou: “a quantidade de poder de fogo contra o Irã está prestes a aumentar drasticamente”.

Os EUA já atacaram cerca de 2.000 alvos no Irã, de acordo com os dados mais recentes disponíveis do Centcom, que supervisiona as operações militares no Oriente Médio. A esse respeito, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou na quinta-feira que o Irã está devastado por um período de 10 anos antes de poder se reconstruir. Entre o arsenal usado até agora estão bombardeiros B-52, drones kamikaze LUCAS e caças furtivos F-35, além dos já mencionados B-2. Trump também afirmou que deseja participar da escolha do novo chefe de Estado do Irã, como aconteceu na Venezuela, e considerou “inaceitável” a possível nomeação de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. (Fonte: Gazeta do Povo)


CPMI do INSS pode quebrar sigilos da J&F após repasses de R$ 55,7 milhões a empresas ligadas a investigado

Irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e do banco digital PicPay (Foto: Agência Brasil/Montagem Revista Oeste)

A CPMI do INSS pode avançar sobre um dos maiores grupos empresariais do país. Um requerimento apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal da holding J&F, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e do banco digital PicPay.
O pedido foi motivado por movimentações financeiras consideradas suspeitas: segundo o parlamentar, a J&F transferiu cerca de R$ 55,7 milhões para empresas ligadas ao empresário Danilo Trento, investigado por participação no esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com o requerimento, os repasses ocorreram durante os cinco meses de funcionamento do programa “Meu INSS Vale+”, iniciativa que permitia a antecipação de benefícios previdenciários a aposentados. Nesse modelo, o beneficiário recebia um adiantamento e o valor seria posteriormente descontado diretamente do pagamento do INSS.

O sistema funcionava da seguinte forma:
• o PicPay realizava a antecipação do dinheiro ao aposentado;
• posteriormente, o valor era recuperado quando o benefício fosse pago pelo INSS.

A CPMI busca entender se empresas ligadas a Danilo Trento tiveram participação na viabilização ou intermediação desse modelo financeiro. Danilo Trento já aparece em outras frentes de investigação relacionadas ao escândalo do INSS. Segundo o relatório apresentado na comissão, empresas vinculadas ao empresário receberam recursos de associações investigadas, como Ambec e AAB, entidades suspeitas de realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram que algumas dessas entidades chegaram a efetuar cobranças até mesmo em benefícios de pessoas falecidas, ampliando a dimensão do esquema. Além da quebra de sigilos da holding, o relator também solicitou a convocação de José Antônio Batista Costa, sobrinho dos irmãos Batista. Ele foi ex-CEO da J&F e atualmente ocupa posição relevante no conselho do PicPay.

A intenção da CPMI é esclarecer:
• a natureza dos R$ 55,7 milhões pagos às empresas de Trento,
• qual foi o papel do grupo J&F no programa “Meu INSS Vale+”,
• e se houve intermediação financeira ou operacional ligada ao esquema investigado. (Fonte: Hora Brasília)


Senado do Paraguai aprova acordo que autoriza presença militar dos EUA

(Foto: Getty Images)

Por John Lucas
O Senado do Paraguai aprovou, na quarta-feira (4), o acordo entre o governo do país e os Estados Unidos que autoriza a presença temporária de militares norte-americanos em território paraguaio. O Acordo sobre o Estatuto de Forças (SOFA) recebeu 28 votos favoráveis e agora segue para análise da Câmara de Deputados. O acordo estabelece o marco jurídico para a atuação, em território paraguaio, de militares, civis do Departamento de Guerra dos Estados Unidos e de empresas e profissionais contratados pelo governo americano para prestar apoio às missões previstas. Conforme o Senado do Paraguai, o texto não autoriza a instalação de bases militares permanentes no país nem prevê cessão de soberania territorial.

O acordo prevê facilidades migratórias — incluindo a entrada no Paraguai de militares e pessoal da defesa dos EUA com status equivalente ao de vistos diplomáticos — reconhecimento de licenças profissionais, autorização para uso de uniforme e porte de armas, além da introdução de equipamentos necessários às operações militares americanas em solo paraguaio. Também estão previstas isenções tributárias e aduaneiras para materiais utilizados nessas missões.
No que se refere às imunidades, o documento estabelece que os Estados Unidos exercerão jurisdição penal sobre seu pessoal por atos cometidos em serviço. O texto ainda prevê livre circulação do contingente estrangeiro e a utilização de instalações previamente autorizadas pelo Paraguai, com eventuais controvérsias resolvidas por meio de canais diplomáticos. O acordo entre Paraguai e Estados Unidos foi firmado em dezembro do ano passado e, segundo declaração feita na ocasião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o documento permitirá ampliar a cooperação para enfrentar organizações criminosas transnacionais.

O acordo respeita a soberania do Paraguai, mas cria as condições para trabalhar, cooperar e treinar juntos, trocar informações de forma direta e rápida e responder a qualquer emergência humanitária que possa surgir no futuro”, declarou Rubio à época.

O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez, reafirmou, conforme comunicado oficial, o compromisso do governo do presidente Santiago Peña em manter a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e corrupção. Com a aprovação no Senado, o acordo avança para a etapa final de discussão na Câmara dos Deputados do país. (Fonte: Gazeta do Povo)


Base do governo articula ofensiva política para associar escândalo do Banco Master a Bolsonaro e ao ex-presidente do BC

Ex-presidente Jair Bolsonaro e o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante cerimônia de sanção da Lei da Autonomia do Banco Central (Foto: Getty Images)

Diante da crescente repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master, integrantes do Palácio do Planalto passaram a orientar ministros e parlamentares da base governista a concentrar críticas no ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e no ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do site Metrópoles. A estratégia, segundo relatos de bastidores políticos em Brasília, busca deslocar o foco das investigações e do desgaste político que o caso pode gerar para o governo atual, atribuindo responsabilidade à gestão anterior pela suposta falta de fiscalização sobre as irregularidades investigadas.

A orientação transmitida a aliados é que, nas entrevistas, discursos e redes sociais, o caso seja apresentado como resultado de falhas regulatórias ocorridas durante o governo Bolsonaro, período em que Campos Neto presidia o Banco Central. De acordo com integrantes da base governista, o argumento central a ser difundido é o de que o Banco Central teria sido omisso ao não identificar ou impedir a expansão das práticas financeiras hoje investigadas no Banco Master. Nos bastidores, parlamentares afirmam que a linha narrativa definida pelo Planalto é simples: as supostas irregularidades teriam ocorrido ou se consolidado durante a gestão anterior e não teriam sido devidamente fiscalizadas pela autoridade monetária da época. O caso Banco Master se tornou um dos temas mais sensíveis do cenário político recente, após a Polícia Federal apontar indícios de um esquema que envolveria:
• fraudes financeiras bilionárias,
• emissão e venda de ativos sem lastro,
• lavagem de dinheiro,
• e possíveis tentativas de influência política e institucional.

Estimativas preliminares indicam que o impacto potencial das operações investigadas pode alcançar dezenas de bilhões de reais no sistema financeiro, com reflexos inclusive sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Com a investigação avançando e atingindo diferentes setores do sistema financeiro e político, a disputa pelo controle da narrativa pública se intensificou. Aliados do governo avaliam que associar o escândalo ao período de Bolsonaro pode reduzir o desgaste para o atual governo e reforçar o discurso de que eventuais irregularidades seriam herança de falhas institucionais da administração anterior. Por outro lado, integrantes da oposição acusam o Planalto de tentar politizar as investigações e de buscar transformar o caso em disputa eleitoral antecipada, desviando a atenção dos fatos que ainda estão sendo apurados pela Polícia Federal. (Fonte: Hora Brasília)


Trump sugere que próximo alvo dos EUA pode ser Cuba; Havana expressa apoio ao Irã

Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel e Donald Trump, presidente dos EUA (Foto: Getty Images)

Por Isabella de Paula
O presidente Donald Trump sugeriu em entrevista nesta quinta-feira (5) que o regime de Cuba pode ser o próximo alvo em uma campanha militar dos EUA, após a guerra com o Irã. Segundo ele, Havana está “desesperada” por um acordo e é “questão de tempo” até que seu governo consiga se concentrar na ilha. “Eles não têm ideia; Cuba quer desesperadamente um acordo”, disse o presidente durante seu discurso em um evento na Casa Branca.

Antes das declarações, Trump havia dito ao site Politico que a queda do regime de Cuba seria “a cereja do bolo” e explicou que os EUA perseguem esse objetivo há mais de 50 anos, mas que, para ele, era um objetivo secundário. No mês passado, a imprensa americana noticiou que o secretário de Estado, Marco Rubio, estaria mantendo contato com o neto do ex-ditador Raúl Castro. Nesse mesmo período, Washington aumentou a pressão econômica sobre Cuba, com o bloqueio do repasse de petróleo para a ilha.
O regime de Cuba expressou apoio ao Irã por meio de um contato diplomático, segundo informou a agência de notícias estatal iraniana IRNA. De acordo com o relato, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, entrou em contato com seu homólogo iraniano para dizer que “Cuba está ao lado do governo e do povo do Irã”. (Fonte: Gazeta do Povo)


Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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