Política

A Semana no Brasil e no Mundo — TCU expõe desperdício milionário no uso de aviões da FAB

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou distorções relevantes no uso das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades dos Três Poderes. Entre 2020 e 2024, foram registrados 111 voos com apenas um passageiro, enquanto outros 1.585 transportaram, no máximo, cinco ocupantes — número significativamente inferior à capacidade das aeronaves, que varia de oito a até 50 passageiros.
O relatório aponta que a taxa média de ocupação foi de 55%, mesmo com aeronaves de maior porte disponíveis. Segundo o documento, “as demais configurações levam 12, 14, 16, 30, 36 e 50 passageiros. Assim, a taxa média de ocupação de assentos, considerando todos os voos realizados no período de 2020 a 2024 e todos os modelos de aeronaves empregados, foi de 55%”.
O TCU conclui que houve ineficiência no uso de recursos públicos e estima que o governo poderia ter economizado cerca de R$ 36,1 milhões caso priorizasse voos comerciais em parte das viagens. A Corte também identificou ausência de critérios rigorosos para justificar o uso das aeronaves oficiais, indicando falhas estruturais no controle interno da Aeronáutica.
De acordo com o relatório, “o Comando da Aeronáutica não emite qualquer juízo de valor acerca da motivação do requerimento de transporte e do atendimento aos requisitos normativos”, o que, na prática, abre margem para solicitações sem avaliação substancial. Diante das conclusões, o TCU determinou que a Casa Civil apresente um plano de reformulação das regras de uso das aeronaves, com foco em eficiência, transparência e racionalização de gastos públicos. (Fonte: Hora Brasília)


Documento entregue à Justiça dos EUA revela: Petrobras assinou contrato de R$ 9 bilhões com empresas citadas em esquema de corrupção

(Foto: Reprodução/Hora Brasília)

Um contrato de US$ 1,8 bilhão — cerca de R$ 9 bilhões — firmado pela Petrobras em outubro de 2025 foi citado pelo governo do Peru à Justiça dos Estados Unidos como parte de uma investigação sobre corrupção em concessões rodoviárias em Lima. O esquema, conhecido como “Rutas de Lima”, apura pagamento de propina, financiamento ilegal de campanhas eleitorais e lavagem de dinheiro envolvendo a prefeitura da capital peruana e empreiteiras brasileiras. No centro da trama, mais uma vez, aparece a Odebrecht. A informação foi divulgada pelo Metrópoles.
O contrato bilionário da Petrobras foi firmado com duas empresas: a Tenenge, unidade de engenharia industrial da Novonor, antiga Odebrecht, e a EGTC Infra, controlada pelo empresário brasileiro Ricardo Pereira Neto. Segundo documento obtido pela coluna Paulo Cappelli, do Metrópoles, Pereira Neto é citado diretamente nas investigações americanas por movimentações financeiras suspeitas de alto valor ocorridas em período próximo à assinatura do contrato com a estatal brasileira.

O texto é direto. “Os registros produzidos até o momento expõem uma rápida rotatividade de quase US$ 700 mil entre Pereira Neto, ex-gerente geral da Rutas, e sua suposta entidade de fachada, Pyrum”, afirma o documento. Na sequência, o texto detalha: “isso inclui um pagamento direto ao coconspirador Barata, CEO da Odebrecht no Peru à época em que a concessão da Rutas foi outorgada, um mês antes de a empresa de Pereira Neto firmar um contrato com a Petrobras no valor de US$ 1,8 bilhão, concedido em outubro de 2025 ao lado de outra afiliada da Odebrecht”.
A sequência dos fatos descrita no documento é reveladora: pagamento suspeito ao ex-CEO da Odebrecht no Peru, um mês depois contrato bilionário com a Petrobras, firmado justamente com uma empresa parceira habitual da Odebrecht. A Tenenge, que divide o contrato com a EGTC Infra, é uma das unidades da Novonor, grupo que em maio de 2025 decidiu retomar o nome Odebrecht em sua principal construtora — como se os anos de Lava Jato, delações premiadas e condenações fossem apenas um capítulo encerrado. A parceria entre Tenenge e EGTC Infra não é circunstancial: as duas empresas figuram como parceiras constantes em contratos de grande porte.

A Petrobras, estatal controlada pelo governo Lula, assinou um contrato de R$ 9 bilhões com esse consórcio em outubro de 2025. Semanas antes, segundo o documento entregue à Justiça americana, dinheiro circulava entre o controlador da EGTC e uma suposta empresa de fachada, chegando ao ex-executivo da Odebrecht investigado no esquema peruano. A estatal brasileira não se pronunciou sobre as investigações. (Fonte: Hora Brasília)


Pesquisa Genial/Quaest: rejeição de Lula entre evangélicos explode e chega a 68% em abril

(Foto: ChatGPT)

A menos de seis meses das eleições, Lula perde terreno de forma acelerada entre o eleitorado evangélico. A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), mostra que 68% dos evangélicos desaprovam o governo Lula em abril — alta de 7 pontos percentuais em relação aos 61% registrados em março. No mesmo período, a aprovação entre esse grupo caiu de 33% para 28%. O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 13 de abril, com 2.004 entrevistas presenciais, e está registrado no TSE sob o número BR-09285/2026.
A deterioração entre os evangélicos é a mais intensa registrada pela pesquisa em meses recentes. Em dezembro e janeiro, a desaprovação nesse segmento estava em 64%, recuou para 61% em fevereiro e março — e agora dá um salto de 7 pontos num único mês, chegando ao maior nível do ano. A aprovação de 28% entre os evangélicos é o pior resultado de Lula nesse grupo desde o início de 2026.

O dado é politicamente devastador. Os evangélicos representam hoje cerca de 31% do eleitorado brasileiro, segundo o Censo do IBGE de 2022, e foram decisivos na vitória de Jair Bolsonaro em 2018 e no resultado apertado de 2022. Perder esse grupo com essa velocidade, a um ano e meio das urnas, coloca em risco qualquer estratégia de reeleição do PT. Entre o total dos eleitores, a desaprovação do governo Lula subiu de 51% para 52% entre março e abril, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. A aprovação oscilou de 44% para 43%. Os números gerais mostram um presidente que governa com mais de metade do eleitorado contrário ao seu trabalho — e sem sinal de recuperação no horizonte.
A pesquisa Genial/Quaest de abril captura o momento em que o escândalo do INSS aprofunda sua presença no noticiário, a inflação estoura a meta nas projeções do mercado financeiro pela quinta semana seguida e o nome do filho do petista aparece em investigações da Polícia Federal. O eleitorado evangélico, historicamente sensível a pautas morais e de costumes, reage com mais intensidade a esse conjunto de fatores do que a média nacional. (Fonte: Hora Brasília)


Bispo denuncia falsa paz imposta por ditadores na Nicarágua

Lula e o ditador Daniel Ortega, em foto de arquivo (Foto: Getty Images)

Por Catholic News Agency
Em meio à feroz perseguição contra a Igreja Católica pelo regime do presidente nicaraguense Daniel Ortega e sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, o bispo nicaraguense exilado Silvio Báez denunciou a “falsa paz” que “os ditadores buscam impor através do medo e das armas”. Na homilia proferida durante uma missa que celebrou no domingo, 12 de abril, na Igreja de Santa Ágata em Miami, Báez, que vive no exílio desde 2019, alertou que as feridas infligidas ao povo nicaraguense permanecerão, mas que “serão cicatrizes curadas pelo amor de Deus — feridas gloriosas para sempre, feridas de amor destinadas à eternidade. Assim também serão as feridas e chagas de nosso povo. Um dia, serão apenas cicatrizes históricas que nos lembrarão de um passado doloroso de injustiça e opressão, para que nunca o repitamos”, enfatizou.

O prelado nicaraguense refletiu sobre a passagem do Evangelho em que Jesus ressuscitado mostra suas feridas para que o apóstolo Tomé possa tocá-las e crer. Báez afirmou que “assim como as feridas gloriosas de Jesus, assim também um dia serão as feridas que suportamos enquanto aliviamos e curamos, com respeito e misericórdia, as feridas dos outros”. “E essas mesmas feridas — cicatrizadas, mas eloquentes — nos impulsionarão a construir o futuro, agindo como artesãos da paz, prontos para promover processos de cura e reconciliação com criatividade e ousadia”, continuou o prelado.
O bispo também se referiu à vigília pela paz liderada pelo Papa Leão XIV em 11 de abril no Vaticano e destacou que “a paz não é meramente a ausência de guerra. Sistemas políticos que se impõem sobre as pessoas através do terror, despojando-as de sua liberdade, são inimigos da paz”.

Mesmo que falem de paz, se reprimem, controlam, aprisionam e forçam as pessoas ao exílio, são inimigos da paz. Pois a paz não é um mero equilíbrio de forças, nem é sinônimo da tranquilidade dos cemitérios. Não devemos nos acostumar com a falsa paz e a normalidade enganosa que os ditadores buscam impor através do medo e das armas, unicamente para preservar seus privilégios”, continuou.

Pelo quarto ano consecutivo, a ditadura nicaraguense proibiu milhares de procissões e eventos públicos durante a Quaresma e a Semana Santa, permitindo apenas alguns nas ruas e sempre sob vigilância policial. Atualmente, 309 religiosos, incluindo bispos, padres e freiras, foram forçados a deixar o país, enquanto o regime confiscou pelo menos 39 propriedades pertencentes à Igreja Católica e proibiu a ordenação de sacerdotes em várias dioceses.
O prelado enfatizou que: “nós, os discípulos de Jesus, tendo recebido sua paz, somos chamados a ser construtores da verdadeira paz: uma paz que brota da justiça, é vivida em liberdade e produz o fruto da reconciliação”. O bispo expressou a esperança “de que a misericórdia do Senhor, acolhida em nossos corações, possa nos tornar crentes maduros, construtores sinceros da paz no mundo e pessoas capazes de se curvar com misericórdia [para curar] as feridas de nossos irmãos e irmãs”. “Nossas vidas podem não ser mais fáceis, mas serão mais plenas, mais vibrantes e mais cheias de luz e amor”, disse. (Fonte: Gazeta do Povo)


Governo Lula e STF articularam substituição de senadores para derrubar relatório que pediu indiciamento de Moraes, Toffoli e Gilmar

(Foto: ChatGPT)

Momentos antes da votação do relatório final da CPI do Crime Organizado, o governo Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal articularam, com a participação do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a substituição de dois senadores da oposição por dois senadores do PT. Sérgio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram retirados da comissão e substituídos por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA). O relatório pede o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por crimes de responsabilidade. A revelação é da Folha de S. Paulo.
A manobra mudou o placar da votação. Com os nomes da oposição dentro da CPI, o relatório do senador Alessandro Vieira tinha perspectiva de aprovação. Com as substituições, a previsão passou a ser de seis votos contrários ao texto e apenas quatro favoráveis — derrota certa para o indiciamento dos ministros do STF. Em entrevista coletiva logo após ser retirado da CPI, Sérgio Moro foi direto.

Quando foi lido o relatório havia perspectiva de aprovação. O governo Lula me tirou e colocou em substituição senadores do PT. Vamos apurar os fatos e extrair consequências. Havia condenações, mas através dessa manobra serei impedido de fazê-lo. Uma manobra que impede que os fatos sejam investigados”, afirmou o senador paranaense.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi igualmente contundente. “É mudar a regra do jogo na hora do jogo. Trocar membros que jamais participaram de nada e que vão votar e, ao que tudo indica, derrotar o relatório”, disse Girão, classificando a operação como manobra digital do governo para enterrar um documento construído após meses de oitivas e cruzamento de dados.

O que a manobra revela
A operação executada momentos antes da votação tem uma arquitetura que merece ser descrita com precisão. O governo Lula, ministros do STF — instituição cujos integrantes seriam indiciados pelo relatório — e o presidente do Senado agiram em conjunto para alterar a composição da CPI no momento em que o placar pendia para a aprovação do texto. Saíram os senadores que construíram as investigações junto com o relator. Entraram senadores do PT que não participaram de nenhuma das oitivas nem do cruzamento de dados que embasou o relatório.
A CPI do Crime Organizado realizou meses de trabalho, ouviu testemunhas, cruzou dados financeiros e produziu um relatório que pede o indiciamento de três ministros da Corte mais poderosa do Brasil e do Procurador-Geral da União. No momento em que esse relatório estava prestes a ser aprovado, o governo que é beneficiário direto da blindagem ao STF trocou os jogadores — e o árbitro deixou.
O Senado Federal, que deveria ser o guardião independente da investigação parlamentar, tornou-se o instrumento da operação. E os ministros do STF que seriam indiciados assistiram, de Brasília, à própria absolvição ser costurada antes mesmo da votação começar. (Fonte: Hora Brasília)


Pentágono intensifica preparativos para operação militar em Cuba, diz jornal

Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã (Foto: Getty Images)

Por Fábio Galão
O Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação em Cuba, informou, nesta quarta-feira (15), o jornal americano USA Today. O periódico citou como fontes dois funcionários do governo americano, que, sob condição de anonimato, afirmaram que os preparativos estão sendo intensificados “discretamente” para a possibilidade de o presidente Donald Trump ordenar uma intervenção no país.
Oficialmente, o Pentágono se limitou a dizer que planeja uma série de contingências e permanece preparado para executar as ordens do presidente conforme determinado. No final de janeiro, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.

Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários. Porém, em março, Trump permitiu entregas pontuais de petróleo russo.
Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. “Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar a cabo essa iniciativa [operação no país], e é possível que façamos uma parada em Cuba uma vez que tenhamos concluído isso [a guerra no Irã]”, disse Trump esta semana a jornalistas na Casa Branca. (Fonte: Gazeta do Povo)


Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

Related Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *