Após vetar entrega de urânio, líder do Irã diz que “existência” de Israel está perto do fim

Mosaico em Teerã com imagem do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei
Por Fábio Galão
Em uma mensagem divulgada para marcar o início do período do Hajj, a peregrinação dos muçulmanos à cidade sagrada de Meca, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez ameaças contra Estados Unidos e Israel nesta terça-feira (26). Segundo informações da emissora americana CNN, Khamenei afirmou na mensagem escrita que uma “nova ordem” está surgindo na região do Golfo Pérsico em meio à guerra do regime contra os americanos e israelenses, iniciada em 28 de fevereiro e desde 7 de abril em um tenso cessar-fogo.
Os Estados Unidos não apenas não terão mais um refúgio seguro para suas artimanhas e para estabelecer bases militares na região, como, dia após dia, estão se distanciando cada vez mais do seu antigo status”, disse o líder supremo iraniano. Khamenei acrescentou que Israel e seus líderes estão “se aproximando dos estágios finais de sua existência miserável”.
Na semana passada, a agência Reuters noticiou que o líder supremo do Irã emitiu uma diretiva proibindo o envio de urânio enriquecido para o exterior, o que contraria uma exigência do presidente americano, Donald Trump, nas negociações para dar fim à guerra. Estados Unidos e Israel iniciaram o conflito há quase três meses sob a alegação de que o regime de Teerã estava próximo de obter uma arma nuclear.
Mojtaba Khamenei foi escolhido para o cargo de líder supremo do Irã após seu pai, Ali Khamenei, ter sido morto no primeiro dia da guerra. Porém, desde que assumiu o posto, Mojtaba não apareceu em público ou em vídeo e divulgou apenas mensagens escritas, o que gera especulações de que teria sido gravemente ferido ou até morto durante o conflito e outras pessoas dentro do regime islâmico estariam falando em seu nome.
Após trocas de ataques pontuais desde o início do cessar-fogo, os Estados Unidos realizaram o que chamaram de “ataques de autodefesa” contra locais de lançamento de mísseis iranianos e embarcações na região do Estreito de Ormuz na segunda-feira (25), em meio às negociações para encerrar o conflito.
Fonte: Gazeta do Povo





