Economia

“Brasil não tem moral para ajustar salário antes de debate sobre privilégios”, diz economista de Flávio

Daniella Marques é a coordenadora do plano econômico do candidato Flávio Bolsonaro (PL)

Por Rafael Fantin

A coordenadora econômica da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, criticou a política fiscal do governo Lula (PT) e afirmou que o petista “queimou” os esforços da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aprovou a reforma da Previdência.

Esse esforço que era para dez anos, o Lula queimou inteiro, queimou em decisões malfeitas, em más escolhas. […] Tentou elevar impostos e criar impostos para fechar o buraco, não corta na carne”, afirmou a economista em entrevista ao Estadão.

Segundo Marques, a reforma resultou em R$ 800 bilhões para os cofres públicos, sendo que as cifras podem atingir quase R$ 1 trilhão com as medidas antifraudes. Ela defende o debate sobre privilégios fiscais e sobre o pagamentos de verbas indenizatórias para os magistrados no país antes da discussão sobre as regras do salário mínimo e de uma nova reforma previdenciária.

Não existe credibilidade de nenhum líder hoje no Brasil para levar uma discussão de qualquer ajuste em programa social ou em salário mínimo, ou em reforma (da Previdência), enquanto você não enfrentar a discussão sobre privilégios, penduricalhos”, declarou.

A economista argumentou que o debate sobre o aumento real do salário mínimo precisa levar em conta o corte de privilégios e enxugamento da estrutura pública com “racionalidade nas compras”. “Quando você fala do aumento real do salário mínimo, mesmo na conta da Previdência, você está falando de R$ 40, R$ 80. Enquanto em juros, na dívida do consignado, você está tirando R$ 200”, calculou.
Além dos cortes de privilégios, Marques afirmou que o eventual governo de Flávio Bolsonaro pretende cortar pelo menos dez ministérios.

Não há moral com a população brasileira para discutir qualquer outro ajuste estruturante enquanto a gente não der transparência para o que está acontecendo com o dinheiro público, seja em penduricalhos, seja em privilégios tributários”, reforçou.

Fonte: Gazeta do Povo

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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