Milão tem outro dia de protestos violentos; grupo de extrema-esquerda fala em “expropriação proletária”

Porta de vidro de uma loja em Milão, quebrada durante tumultos no fim de semana
Por Fábio Galão
Milão teve outro dia de protestos violentos neste domingo (18), com depredações, saques e ataques. Fontes policiais relataram, nesta segunda-feira (19), que 14 agentes das forças de segurança ficaram feridos em confrontos; 271 pessoas que participaram dos tumultos foram levadas à sede da polícia, das quais 220 são menores de idade e 60 estrangeiros, segundo informações da agência italiana Ansa. Os protestos, motivados pelo aumento do custo de vida, começaram no sábado (17) e lembraram a violência dos tumultos registrados na França nos últimos dias. A primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira para abordar o tema.
Mais uma vez, os homens e mulheres das forças de segurança tiveram de enfrentar a violência de criminosos que — por vezes atuando dentro de grupos organizados — aproveitam-se de manifestações para buscar o confronto e semear o caos”, escreveu a premiê italiana no X no domingo.
Assim como na França, a atuação de organizações de extrema-esquerda é investigada. Segundo a Ansa, um grupo que se autodenomina Movimento 17 de Outubro afirmou nas redes sociais que a “mobilização” continuará todos os sábados “até a queda deste governo ladrão”. “Somos o povo das ruas — aqueles que veem a única violência real nos cassetetes da polícia”, apontou o grupo, que negou acusações de atuação violenta. “Os violentos são vocês; vocês nos negaram um futuro, e agora estamos tomando esse futuro para nós”, alegou. “Rejeitamos todas as acusações. É este sistema — que está nos matando — que é verdadeiramente violento”.
Um vídeo do grupo mostrou pessoas que haviam saqueado lojas no centro de Milão entregando os itens a uma pessoa em situação de rua, com a legenda: “Expropriação proletária em Milão”.
Fonte: Gazeta do Povo





