Ciência

Primeiras imagens do Amazônia 1 são recebidas pelo Inpe no Brasil

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou, nesta quarta-feira (10), que as primeiras imagens produzidas pelo satélite brasileiro Amazônia 1 foram recebidas no país em 3 de março, após dois dias de testes com todos os subsistemas do satélite.
A câmera WFI do Amazônia 1 foi ligada durante duas passagens diurnas sobre o Brasil. A primeira passagem, mais a leste, teve início às 9:57:27 e terminou às 10:08:27, horário local de Brasília. Os dados foram recebidos com sucesso pelas estações terrenas do Inpe em Cuiabá (MS) e em Cachoeira Paulista (SP).
A segunda passagem, mais a oeste, começou às 11:35:27 e terminou às 11:47:57, horário local de Brasília, e foi recebida com sucesso pela estação terrena do Inpe em Cuiabá. As estações terrenas do Inpe receberam e gravaram os dados brutos da câmera WFI, que foram processados em São José dos Campos e em Cachoeira Paulista, SP.
As primeiras imagens produzidas pela câmera WFI do Amazônia 1, que tem resolução espacial de 68 metros, mostram a cidade de São Paulo, sua região metropolitana e o litoral paulista, o reservatório de Sobradinho e o Rio São Francisco e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Grande São Paulo e Litoral Paulista, vistos do espaço pela câmera WFI do Amazônia 1 (Foto: Inpe)

O Amazônia 1 está atualmente em fase de manobra para que seja colocado em sua órbita nominal, o que deve ocorrer até o próximo dia 15 de março. Depois disto começa a fase de comissionamento da câmera, durante a qual serão avaliadas a qualidade radiométrica e geométrica das imagens. Esta etapa deve durar dois meses. Ao fim da fase de comissionamento o satélite Amazônia 1 poderá ser oficialmente declarado operacional e as imagens serão colocadas à disposição da comunidade de usuários por meio do catálogo de imagens do Inpe.
O Amazônia 1 é o primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, testado e operado pelo Brasil. Ele foi lançado em 28 de fevereiro a bordo de um foguete PSLV (Polar Satellite Launch Vehicle), partindo do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota, na Índia.

Rio São Francisco no município de Ibotirama, na Bahia, visto do espaço pelo Amazônia 1 (Foto: Inpe)

Logo após o lançamento, rastreadores amadores mostraram preocupação com a “saúde” do satélite, já que os sinais recebidos por estações em solo indicavam que ele poderia estar “rolando” descontroladamente. Entretanto, Clézio di Nardin, diretor do Inpe, rapidamente negou os rumores: “não é fato que ele está descontrolado. O lançamento do satélite foi um sucesso. Não há registro de qualquer intercorrência”, disse Clézio ao G1.
O objetivo principal do Amazônia 1 é ajudar no monitoramento do desmatamento na Amazônia. Ele será um dos equipamentos que formarão o sistema Deter de observação como parte da Missão Amazônia. O satélite tem vida útil estimada em quatro anos, e será o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto, atuando em conjunto com o CBERS-4 e o CBERS-4A, desenvolvidos em parceria com a China. A Missão Amazônia também prevê o lançamento de mais dois satélites: o Amazônia-1B e Amazônia-2.

Fonte: Olhar Digital

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