Paleo & Arqueologia

Descoberta raríssima: achado fóssil de urso d’água conservado em âmbar de 16 milhões de anos

Cientistas descobriram um fóssil incrivelmente raro de um tardígrado, também conhecido como urso d’água, conservado em um pedaço de âmbar de 16 milhões de anos

Em um novo estudo publicado nesta quarta-feira (6) pesquisadores afirmaram ter descoberto um fóssil de 16 milhões de anos de um tardígrado em um pedaço de âmbar na República Dominicana. Anteriormente só tinham sido descobertos dois fósseis dessas microscópicas criaturas invertebradas, afirma o portal CBS News.
Estes animais microscópicos de oito patas estão entre as criaturas mais resistentes da Terra, com a capacidade de sobreviver décadas sem qualquer fonte de alimentos, sendo capazes de suportar temperaturas extremas e até mesmo sobreviver no vácuo espacial.
Encontrar um fóssil de tardígrado é um acontecimento que ocorre uma vez em geração, disse Phil Barden, um dos pesquisadores, em comunicado divulgado pelo Instituto de Tecnologia de Nova Jersey.

Na quarta-feira apresentamos o Paradoryphoribius chronocaribbeus, novo fóssil de tardígrado conservado em âmbar, datado do Mioceno e encontrado na República Dominicana.

“O que é notável é que os tardígrados são uma linhagem antiga onipresente, que presenciou tudo na Terra, desde a extinção dos dinossauros até a colonização terrestre das plantas. No entanto, eles são como uma linhagem fantasma para os paleontólogos, com quase nenhum registro fóssil. Encontrar quaisquer fragmentos fósseis de tardígrados é um momento empolgante, pois podemos empiricamente ver a sua progressão através da história da Terra”, disse cientista.

A referida descoberta é o primeiro fóssil de tardígrado a ser recuperado do Cenozoico — era geológica que se iniciou há cerca de 66 milhões de anos até a atualidade. A nova espécie foi nomeada de Paradoryphoribius chronocaribbeus.
Além disso, este fóssil recém-descoberto é o que tem melhor qualidade de visualização até a data. Os cientistas foram capazes de observar detalhadamente a criatura minúscula, vendo partes de sua boca e suas garras, que são 20 a 30 vezes mais finas do que um cabelo humano.

Fonte: Sputnik News Brasil

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