Religião

Honduras aprova incentivo à leitura da Bíblia nas escolas

O Congresso Nacional aprovou a proposta que irá promover princípios éticos e cívicos, através das Escrituras, em escolas públicas

Por Evangélico Digital

O Congresso Nacional de Honduras aprovou o incentivo à leitura da Bíblia nas escolas públicas do país. A proposta foi apresentada pelo presidente do Congresso, Tomás Zambrano, e discutida pelos deputados em sessão, no dia 3 de fevereiro. Segundo Zambrano, o objetivo do projeto é usar as Escrituras para promover princípios éticos e cívicos, que se perderam na sociedade com o passar do tempo, e prevenir a violência. “Isso não é uma questão de religião, é uma questão de valores nas crianças”, defendeu o presidente do Congresso.
O deputado Arnold Burgos afirmou que a formação espiritual dos estudantes é fundamental para formar cidadãos éticos em Honduras. “Não sei se alguns tiveram a oportunidade de fazer aulas bíblicas, mas é importante incutir valores cristãos, porque muitos se perdem ao longo do caminho”, observou ele.
Para o deputado Godofredo Fajardo, a educação tradicional não é suficiente para formar cidadãos melhores. “Não basta ensinar adição e leitura, precisamos de princípios e valores para formar cidadãos melhores”, argumentou.

Por unanimidade, o Congresso concordou com a criação de uma comissão especial multipartidária para analisar como será feita a implementação da leitura da Bíblia nas escolas. A comissão será formada por nove legisladores, representantes do Ministério da Educação e representantes das igrejas evangélica e católica (o chefe da Conferência Episcopal e da Confraria Evangélica).
Para a inclusão da Bíblia nos currículos educacionais, será necessário alterar os artigos 77 e 151 da Constituição de Honduras, que abordam o aspecto secular do Estado. A Associação Hondurenha de Pais apoiou a proposta, mas pediu que qualquer iniciativa educacional desse tipo deve ter a consulta aos pais, diretores e conselhos de professores. A Associação defendeu que a participação nas leituras bíblicas sejam opcionais e não obrigatórias, para respeitar a diversidade de crenças no país.

Fonte: Guiame

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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