Meio ambiente

Filhote de espécie mais rara de jiboia é encontrado vivo pela primeira vez

Pela primeira vez, um filhote pertencente à mais rara espécie de jiboia foi encontrado; registro se deu no interior de São Paulo

Por Giovanna Gomes

Um morador da comunidade do Guapiruvu, localizada na cidade de Sete Barras, no interior de São Paulo, encontrou o primeiro indivíduo jovem vivo da espécie mais rara de jiboia em todo o mundo: a jiboia-do-ribeira (Corallus cropanii). Com cerca de 80 centímetros de comprimento, o réptil se encontra sob cuidados de uma equipe de especialistas. O registro, destaca o portal de notícias g1, ocorre no mesmo ano em que o Projeto Jiboia-do-Ribeira completa 10 anos de atuação no Vale do Ribeira, desenvolvendo estudos e promovendo monitoramento e atividades de educação ambiental com as comunidades da região.

Ele tem 80 centímetros, é um jovem, o primeiro indivíduo imaturo que foi encontrado vivo até agora. Para nós é simbólico por isso e também pelo fato de ele ter sido encontrado na localidade onde começamos as atividades do projeto em 2016”, diz Daniela Gennari, coordenadora técnica do Projeto Jiboia-do-Ribeira e técnica das Coleções de Herpetologia do Museu de Zoologia da USP (MZUSP).

De acordo com a pesquisadora, o espécime foi encontrado na estrada em uma noite chuvosa. “Esse morador estava dirigindo e, ao fazer uma curva, a lanterna do carro iluminou o animal no caminho”, conta. Daniela destaca que as ações de educação ambiental promovidas pelo projeto vêm permitindo que os moradores da região identifiquem a espécie e compreendam seu papel na conservação.
Essa aproximação com a comunidade possibilitou aos pesquisadores acompanhar de perto um exemplar saudável, capaz de contribuir para a obtenção de novos dados sobre a espécie. O filhote encontrado corresponde ao 25.º registro de jiboia-do-ribeira reconhecido pela ciência desde sua descrição, em 1953 — número que inclui também indivíduos já mortos documentados ao longo dos anos. Segundo a equipe, trata-se do quinto animal monitorado diretamente em uma década de trabalho. Antes dele, duas fêmeas e um macho foram acompanhados em ambiente natural: Dona Crô (2017), Esperança (2020) e Ribeiro (2022).

Fonte: Aventuras na História

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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