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Cultura

Um lindo dia

Mais um lindo diaSe descortina entreAs retinas atônitasDos meus acanhadosOlhos Gotas e mais gotasDe chuva se precipitamDas árvores molhadas,Como se quisessem lavarAs almas dos homensQue ainda dormem Um belo espetáculoNatural que se repetePor séculos e séculosInfindos e inesgotáveis Raios de sol
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Cansaço bom

Que cansaçoBom é o cansaçoDo fim do diaTrabalhadoCom esmero eRealizado comAfinco Que fadigaBoa é a fadigaResultante daTarefa bemExecutadaE da missãoCumpridaCom dedicação Que cochiloBom é oCochilo tiradoEntre umEsforço eOutro Que sensaçãoBoa é aSensação doPão ganhoCom honestidadeE do deverCumprido Que belaCor é a corDas mãosPuras queDeram duroSem seCorromperem E como
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De volta

A vida é umEterno recomeço,Cheio de idasE vindas e nósSempreVoltamos aoPonto de partida Cada vezMais sábiosE mais fortesTentando evitarOs erros doPassado CaminhamosCom os pésNo chão e osOlhos no céuTentandoEntender osMistérios doMundo CavandoMasmorrasAos víciosE exigindoTemplos àVirtude SeguimosFirmes,DispostosE contentes SempreConfiantesNa providênciaDivina que tudo
Cultura

Causalidade

Saiba que naVida nadaAcontece porAcaso e queNinguémCruza o nossoCaminho porNada Tudo estáConectado,Tudo estáRelacionado,Somos comoFios tecidosNo tapete deUm mesmoDestino do ser O mundoNão é caóticoComo parece,Mas, sim, umTodo finito eOrdenado Invariavelmente,Colhemos oQue plantamos,Pois vige entreNós a lei deCausa e efeito Por isto sejaEmpático,Leve e
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No porto

Depois de tantoNavegar pelosMares braviosDo mundo,Finalmente, euAvisto o porto Vencidas guerrasE batalhas semFim e sufocadasMilhares de revoltasÍntimas, o meuEspírito aventureiro,Enfim, divisa o cais Após superarTurbulências,TempestadesE maremotosCom altivez eCom coragem, DepoisDe suportar oEntrechoqueFeroz das paixões Uma vez,Vencida a lutaCruel do egoContra o self,Do
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Insânia

É preciso darUm basta nestaProsa tola, nestaIdeia fraca É preciso dizerChega para estaMente tosca ePara estePensamentoAtávico É necessário eUrgente virar oDisco e mudarO canal destePapoPolarizado eSuperficial Dizer não aoDiscurso de ódioE afastar de vezO preconceito eA ideia fixa dePredileção e deSeparatividade Recusar a ideiaRasa, a vala comumDo debate estéril,Do
Cultura

Quem sou eu?

Eu confesso,Que já traí, masTambém resteiEnganadoEu já menti eNo final acabeiLudibriado Eu já furteiE também fuiSaqueado, euJá feri e me viMuito machucado Eu já bati comForça, mas tambémFui espancado,Eu já fugi inúmerasVezes e por fimQuedei-meAbandonado Eu já ofendiE já julguei oPróximo, euAtirei pedras,Mas emSeguida fuiXingado e meVi condenado Eu já erreiE fuiPerdoadoEu
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O silêncio

Mas, o que não éO silêncio senão oExcesso de mim,O enfado do eu A ausência totalDe palavras tolas,Vazias ou semSentido algum A cessação dosRuídos, a interrupçãoTemporária do barulhoOu o repouso das línguasCansadas A introspecção íntimaE o recesso das ofensasE dos julgamentos rasos Alguns diriamQue a palavra é prata,Enquanto que oSilêncio é ouro Talvez, quem saibaSeja […]
Cultura

Ah, o Amor!

O amor não temTamanho, não temPeso, não tem cor,Limites ou fronteiras O amor não temFórmulas, segredos,Dicas, receitas ouFormas definidas O amor é paciente,Ele não julga, não fazAlarde, não inculpa,Não cobra, não exclui,Não se envaide e nemCondena ninguém O amor não é egoísta,Ele não estipula normasOu condições, ele nãoCria expectativas, nemEstabelece exigênciasRígidas O