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Jornal revela como seriam as festas sexuais de Daniel Vorcaro com políticos e empresários poderosos

Dono do Banco Master contratava prostitutas estrangeiras para impedir vazamentos

Por Rafael Lorenzo M. Barretti

Um relatório da Polícia Federal entregue ao ministro André Mendonça revela que Daniel Vorcaro organizava festas sexuais para políticos e empresários poderosos. As orgias eram usadas como um ambiente para fazer negociações importantes, segundo matéria do portal MyNews. Cada participante podia contar com, ao menos, quatro mulheres, todas de países como Suíça, Noruega, Suécia e Holanda.
A escolha de contratar garotas de programa estrangeiras não foi feita por uma questão de gostos ou fantasias, mas, sim, para evitar vazamentos. Além de não conseguirem falar o português, as mulheres também não conheciam as figuras importantes que iam para as festas, o que diminuía as chances delas contarem qualquer coisa.

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Polícia seguirá critérios técnicos, já que participar das festas não é crime
Esse capítulo da investigação é delicado e está sendo tratado por critérios técnicos e não morais, segundo a Polícia Federal. A simples participação em orgias não configura crime e não é objeto de investigação policial por si só. Segundo a PF, a questão só ganha relevância penal quando há vínculo entre os encontros e atos ilegais. A linha que separa a esfera privada do interesse público está na possível relação entre os participantes e decisões suspeitas de favorecimentos indevidos, tráfico de influência ou corrupção.
A Polícia Federal ainda avalia, caso a caso, se há elementos suficientes para justificar a abertura de inquéritos específicos envolvendo agentes públicos que participaram dos eventos. No relatório, já entregue às autoridades, os investigadores afirmam que os encontros integrariam uma engrenagem de corrupção considerada sofisticada. Por isso, devem ser examinadas em conjunto com transferências financeiras, contratos, mensagens e outros elementos reunidos ao longo do inquérito. A investigação contra Daniel Vorcaro envolve suspeitas de fraude financeira de grande porte. Durante o processo, a PF teve acesso a conteúdos que indicariam a existência desses encontros.

(Foto: Divulgação/Esfera Brasil)

Fonte: Brasil Paralelo

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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