Menor ave de rapina do mundo corre risco de extinção

Além da ave de rapina, outras 200 espécies correm risco de extinção e resultados do efeito estufa podem ser irreversíveis em até 20 anos
A menor ave de rapina da Grã-Bretanha, o merlin, está entre as 200 espécies que correm risco de extinção no Reino Unido se medidas não forem tomadas. O estudo, publicado na revista Nature Communications, revelou que se medidas para conter as emissões e o uso insustentável da terra não forem tomadas a extinção será inevitável.
De acordo com o Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido (UKCEH), existe um período de 20 anos para as decisões sobre o clima e o uso da Terra determinar o futuro de dezenas de espécies nativas da Grã-Bretanha. Até 2050, as Ilhas Britânicas, onde sua natureza é uma das mais degradadas do mundo, enfrentarão um “ponto de não retorno” ecológico, afirmam especialistas. O ecologista sênior do UKCEH e principal autor do estudo, Dr. Rob Cooke, disse que os estudos mostram que os próximos 20 anos serão decisivos.
As escolhas que fizermos agora colocarão a Grã-Bretanha em um caminho que levará à aceleração da perda de biodiversidade ou à recuperação da natureza”, explicou.
O autor e sua equipe criaram seis possíveis cenários futuros envolvendo diferentes níveis de emissão de gases de efeito estufa. Nos cenários mais otimistas estão ações energéticas, gestão sustentável da terra, redução do consumo de carne e a valorização do meio ambiente. No pior cenário existe a intensificação agrícola e urbana que aumenta significativamente as emissões de gases de efeito estufa, isso colocaria o mundo em rota de colisão para 4º acima dos níveis pré-industriais. Com isso, 196 espécies de plantas, 31 de abas e sete de borboletas entrariam em extinção na Grã-Bretanha.
A taxa de perda seria três vezes maior que a taxa histórica de extinção, grande parte do país perderiam até 20% de suas espécies locais. Cooke continuou dizendo que algumas espécies que fazem parte da paisagem britânica há séculos correm o risco de desaparecer, como o merlin, a menor ave de rapina do Reino Unido, a borboleta-anelada-da-montanha e a borboleta-grande-da-urze, bem como plantas como a orquídea-queimada, a erva-de-parnaso e a genciana-alpina.
Isso afetará negativamente os habitats locais e uma série de funções ecológicas, desde a saúde do solo e a ciclagem de nutrientes até a polinização e a produção de alimentos, com consequências para a vida selvagem e para as pessoas”, finalizou.
Apesar da projeção de impactos moderados, a Grã-Bretanha ainda sofreria os transtornos na sua biodiversidade, visto que, os impactos da destruição de habitats e o aquecimento global significam que é tarde demais para salvar muitas espécies. Apesar disso, a pesquisa mostrou que se a sociedade adiar políticas climáticas, cerca de 69 espécies a menos poderiam ser extintas, em comparação com o pior cenário, repercutiu o The Guardian.
Fonte: Aventuras na História






