Alcolumbre deve frear PEC do fim da escala 6×1 no Senado

O governo federal já trabalha com a avaliação de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 deve enfrentar forte desaceleração no Senado sob o comando de Davi Alcolumbre (União-AP). Nos bastidores de Brasília, a expectativa é de que o presidente do Senado adote uma postura de cautela e deixe a proposta avançar lentamente, sem prioridade na pauta da Casa. A previsão é de que o texto só tenha chance de votação após o calendário eleitoral, possivelmente entre novembro e dezembro.
O cenário é influenciado por uma combinação de fatores políticos e legislativos, incluindo as festas juninas, o esvaziamento do Congresso durante o recesso parlamentar de julho e a aproximação das eleições municipais. Aliados do governo avaliam que Alcolumbre não deve atuar diretamente contra a PEC, mas também não pretende acelerar sua tramitação. Um dos sinais apontados nos bastidores seria a falta de pressa para definir relatoria e iniciar discussões mais profundas sobre o texto.
Outro ponto de resistência envolve divergências entre senadores sobre o período de transição para a redução da jornada de trabalho. Parlamentares defendem mudanças na proposta aprovada pela Câmara, o que pode ampliar ainda mais o tempo de tramitação.
A relação política também pesa no clima entre Executivo e Senado. Integrantes do Congresso observaram que Luiz Inácio Lula da Silva não incluiu Alcolumbre em reunião recente no Palácio do Planalto para discutir o tema, gesto interpretado como um desgaste político. Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) vem adotando postura oposta e acelerou o andamento da PEC, inclusive convocando sessões deliberativas em sextas-feiras — medida considerada incomum na Casa.
Fonte: Hora Brasília




