Bem-estar

Recorde de pessoa mais velha do mundo será batido ainda nesse século, garante estudo

O recorde de longevidade de um ser humano foi estabelecido em 1997 pela francesa Jeanne Calment, mas um novo estudo realizado recentemente pela Universidade de Washington é categórico ao afirmar que um novo recorde será estabelecido ao nesse século. Calment viveu comprovadamente 122 anos e 164 dias e, ainda que a marca se mantenha intocada há 24 anos em dados oficiais, a pesquisa baseada nas informações levantadas a partir do International Database Longevity, um banco de dados sobre longevidade do Instituto de Pesquisas Demográficas Max Planck, dá 100% de certeza que o recorde dos anos 90 será batido ainda no século XXI.
Segundo publicação no site da Universidade de Washington, o número de seres humanos que superam a marca dos 100 anos de idade só aumenta ao longo das últimas décadas, com cerca de meio milhão de pessoas centenárias no mundo hoje. O estudo utiliza modelos estatísticos para examinar os extremos da vida humana, e considera avanços tecnológicos e médicos para tal cálculo. Os chamados “supercentenários”, que passam da casa dos 110 anos, são consideravelmente mais raros — atualmente a pessoa mais velha do mundo confirmada é a japonesa Kane Takana, com 118 anos.

A conclusão do estudo, publicado no final de junho na revista Demographic Research, que a probabilidade de alguém bater o recorde de Calment é de 100%; de alcançar os 124 anos de idade é de 99%, e até os 127 anos é de 68%. Quando o cálculo sugere a hipótese de alguém chegar a 130 anos, a probabilidade reduz consideravelmente, para a casa dos 13% – até, por fim, sugerir que a chance de alguém ainda nesse século alcançar a idade de 135 anos é “muito improvável”. Takana, a pessoa mais velha viva do mundo, é também a terceira pessoa mais velha já registrada, e a pessoa japonesa mais velha documentada na história.
A publicação no site da Universidade lembra que elementos variados influenciam a longevidade, como políticas públicas, variantes econômicas, cuidados médicos e mesmo decisões pessoais, e que o cálculo segue o crescimento populacional, se baseando no aumento da população supercentenária.
O banco de dados utilizado como base para o estudo, financiado pelo National Institute for Child Health and Human Development, trabalha com informações de supercentenários de 10 países europeus, e ainda Canadá, Japão e EUA, e utilizou o método de estatística bayesiano para a conclusão.

Fonte: Hypeness

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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