1.º Fórum Brasileiro de Combate à Corrosão busca soluções para o setor

Evento ocorre em 12 de maio, no Rio de Janeiro, e quer aproximar iniciativa privada, poder público, universidades e entidades técnicas em torno de ações de prevenção
Por Assessoria
O Centro Tecnológico de Corrosão Fernando Fragata (CTCFF) irá realizar, em 12 de maio, no Rio de Janeiro, o 1.º Fórum Brasileiro de Combate à Corrosão. O encontro, inédito no país, vai reunir técnicos, especialistas, instituições, universidades, empresas e representantes do poder público. Grupos irão discutir um problema que ainda costuma ser tratado como tema restrito à engenharia e à indústria, mas que impacta diretamente a segurança da população, o meio ambiente e a economia.
A proposta do fórum é ampliar o debate sobre prevenção e integridade de ativos diante de um cenário marcado por acidentes, perdas humanas, danos ecológicos e prejuízos bilionários. No Brasil, os efeitos da corrosão aparecem em diferentes tipos de infraestrutura e ajudam a explicar desde interdições de edifícios até grandes desastres ambientais. Em janeiro deste ano, parte da marquise de um edifício na zona norte do Recife (PE) desabou e levou à interdição do prédio de 18 andares. O episódio é um exemplo de como o desgaste progressivo dos materiais pode comprometer estruturas e expor a população a riscos evitáveis, especialmente em cidades litorâneas, onde umidade, maresia e intempéries aceleram processos de degradação.
A proposta do fórum é justamente colocar esse problema no centro de uma agenda mais ampla, reunindo diferentes atores para discutir soluções, políticas públicas, normas, tecnologia e estratégias de prevenção. Para o CTCFF, o combate à corrosão precisa deixar de ser discutido de forma fragmentada e passar a integrar o debate sobre segurança estrutural, gestão de risco, proteção ambiental e eficiência econômica.
Corrosão não gera apenas ferrugem, reparo e gasto”, alertou Thomas Fink, presidente do CTCFF. “Ela também pode desencadear vazamentos, contaminação, degradação de equipamentos críticos e desastres ecológicos. Há milhares de pontes, estádios, prédios, dutos e estruturas metálicas que demandam urgentemente de intervenções, inspeções e manutenção. Precisamos de uma mobilização nacional e contínua para evitar acidentes que podem machucar pessoas seriamente, além de gerar perdas financeiras brutais”, pontuou.

O custo da corrosão
A Association for Materials Protection and Performance (AMPP) estima que o custo global da corrosão chegue a cerca de US$ 2,5 trilhões por ano, o equivalente a 3,4% do produto interno bruto (PIB) mundial. A entidade também afirma que práticas adequadas de controle podem reduzir esse impacto entre 15% e 35%, o que reforça a lógica de que prevenir custa menos do que corrigir danos já instalados.
Desastres que marcaram o Brasil
No Brasil, alguns acidentes poderiam ter sido evitados por meio de ações preventivas. No Sul, a ponte pênsil entre Torres (RS) e Passo de Torres (SC) teve a corrosão como causa-base da ruptura, em 2023, com registro de uma morte. No Nordeste, o colapso do antigo Estádio da Fonte Nova, em Salvador (BA), em 2007, deixou sete mortos e entrou para a história da engenharia como caso extremo de degradação estrutural associada à corrosão severa.
Já no Rio de Janeiro, o rompimento de um duto na Baía de Guanabara, em 2000, mostrou como falhas de integridade em sistemas de transporte podem ultrapassar o campo técnico e alcançar o patamar de desastre ambiental. Com vazamento de mais de um milhão de litros de óleo, o episódio entrou para a história como um dos maiores desastres ecológicos do país, com forte impacto sobre a água, os ecossistemas da baía e as atividades econômicas ligadas à região. O caso decorreu do desgaste progressivo da estrutura e da perda de integridade da linha submersa.
Há ainda o caso da queda de uma caixa-d’água no telhado de uma escola pública, em 2017, no município de Nossa Senhora das Dores (SE). O acidente deixou duas crianças mortas e 20 feridos. A extensa corrosão da estrutura foi apontada pela Defesa Civil como causa do desastre.

É por isso que o combate à corrosão não pode ficar restrito a equipes técnicas ou a iniciativas isoladas de empresas do segmento”, destacou Fink. “O país precisa aproximar poder público, setor privado, entidades técnicas, universidades e tecnologias de inspeção para ampliar a prevenção, melhorar a gestão de risco e reduzir perdas que hoje recaem sobre obras, operações, patrimônio, orçamento, meio ambiente e pessoas inocentes”, frisou.


Esse é justamente o objetivo do 1.º Fórum Brasileiro de Combate à Corrosão: criar um espaço de articulação para discutir soluções, políticas públicas, normas, tecnologia e estratégias de prevenção. O evento será realizado em 12 de maio, das 8h às 18h, no Hotel Windsor Florida, no Rio de Janeiro, e pretende consolidar uma agenda mais ativa e permanente em torno de um problema que afeta diretamente a vida útil das infraestruturas e a segurança da população.
O evento conta com apoio da Associação Brasileira de Corrosão (Abraco), da Association for Materials Protection and Performance (AMPP) e do Centro de Tecnologia em Dutos e Terminais (CTDUT). A programação prevê painéis, palestras, debates institucionais e mesas-redondas voltadas à prevenção, à integridade estrutural, à proteção de ativos e à ampliação do debate público sobre corrosão.
Sobre o Centro Tecnológico de Corrosão Fernando Fragata (CTCFF)
Com sede no Rio de Janeiro, o Centro Tecnológico de Corrosão Fernando Fragata (CTCFF) é uma instituição criada em 2018 para ampliar o debate sobre corrosão no Brasil e atuar como espaço de integração entre setor público, iniciativa privada, entidades técnicas, empresas e especialistas.
Seu propósito é fortalecer a prevenção, difundir conhecimento, incentivar boas práticas, promover soluções tecnológicas e contribuir para políticas e ações coordenadas que reduzam os impactos da corrosão sobre a infraestrutura, a segurança, a economia e o meio ambiente.
Serviço
1.º Fórum Brasileiro de Combate à Corrosão
🗓️12 de maio, das 8h às 18h
📌Hotel Windsor Florida, bairro Flamengo, Rio de Janeiro
Realização: Centro Tecnológico de Corrosão Fernando Fragata (CTCFF)







