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Cultura

Olha o tempo

Olha o tempoQue passaNa rua lá fora,Olha o meninoQue corre lá longeNa praça Olha o diaQue surgePor detrásDas cortinas,Olha o solQue despontaDe novo e de graça Olha a moçaQue dançaNo ritmo da valsaOlha a vidaQue saltaEspalhandoConvites Olha a florQue desabrochaEspargindoBeleza e perfume Olha o
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O canto

Eu ouço o cantoDos ventos, euVejo o brilho daAlma Eu escuto o somDo silêncio, euCapto o sussurroDos rios Eu vejo a auraNo escuro, ePercebo o alívioNo choro Eu vejo o passadoE adivinho o futuro,Eu meço de longe aIntenção das pessoas Eu perceboDe primaNa verdade naFala e detectoA pureza nos olhos Eu sintoA energia no arE […]
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Alma curada

O leque multicoloridoIa e vinha guiado pelaMão fina que o agitava,O pequeno artefatoAberto e estendido aoLado do belo rosto,Fazia um movimentoFrenético e nervosoQue a todos incomodava O pequeno objeto semSaber, nem se dar conta,Dava golpes no ar quenteE abafado, denunciandoA ansiedade e a angústiaDa vida fútil de quemElegantemente o segurava Sem qualquer intenção,O seu
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Eu gosto

Eu adoro o cheiro do matoE o friozinho das montanhas,Eu amo o sossego da roça eO passo lento das horas quePasso feliz ao teu lado Eu curto o aconchego da sala,O filme na tela, a pipoca feitaNa hora, o cheiro do café coadoNo pano e o silêncio sábio dasLínguas cansadas Eu gosto da lareira acesa […]
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Tempo ligeiro

O tempo maisUma vez, passouLigeiro como umMensageiro doVento que correApressado sobreAs patas de umCavalo De repente,Como num galopeA manhã que eraVirgem se fezVespertina e a tarde,Ainda mocinha,Sem sequer pedirLicença, anoiteceu O janeiro virouMaio, enquantoQue o mês deJunhoPrecipitou-seSobre o natal,O verão virouOutono e o frioEncheu-se de florQuando ninguémEsperava E o
Cultura

No caos

Eu não caiboMais em mim,É que eu já souVários e tantosQue não douConta, É que eu já souTantos e múltiplosQue raramente euMesmo me encontro Às vezes, eu souUm turbilhão deEmoções e deSentimentos soltos Que farfalham eQue deságuam noOceano da dúvidaPara muito alémDo razoável Noutras vezes,Sou apenas pazE mansidão, umRio claro e calmoDe águas plangentes Que […]
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Cliques

Cliques de momentosÍmpares, registros deInstantes virginaisFelizes e irrepetíveis Flashes de memóriasBoas, recordaçõesFelizes e benfazejas Fotos e retratos deDias pródigos, cacosDe estórias alegres eAnos de ventura e dePura felicidade Saudades das horasIntermináveis que euPassei ao teu lado,Uma nostalgia leveE fina que nunca meAbandona
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Tua ausência

A tua ausênciaMuito me custaE muito me irrita,A tua faltaMe agasta muito,Ela me captura,Me tortura e meEnfada E eu até que tentoA todo custoDemover-te dosMeus pensamentos,Mas é em vão eEu desisto É que os teus sinaisEstão espalhadosPela casa e o teuCheiro impregnadoNos lençóis Os teus rastrosEstão traçados noChão onde piso,O teu espectroEstá escondidoNo espelho e […]
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Na serra

Ah, como é bomMorar na serra,Poder abrir umaJanela e sentir oFrescor da brisaGelada invadir oQuarto que neleMe encerra Oh, quão bomE quão suave éViver no alto, bemLonge do barulhoE da agitação daCidade grande Como é bomViver no cimo,Andar no sopéDos morros ePassear pelosDesfiladeirosDas montanhas Contemplar comCalma a naturezaE o verde das matas,Beber água limpa,Ouvir o
Cultura

Outono-me

Cheio de esperanças,Mudo de novo eOutono-me maisUma vez, busco oEquilíbrio e fincoMais fundo as raízesDe minhas ancestralidades Como folhas queCaem no embaloDo vento, troco deIdeias e pensamentos,Dando lugar a novosBrotos mentais Balanço o trocoE livro-me das velhasCascas dos preconceitos,Das crenças limitantesE da ignorância mundana Desnudo-me dos ramosDa insensatez e dos