O sino tocava longe,oito badaladas secas.Era um reclamo triste,como choro de amor ausente.Um grito sufocado no escuro,pedido de socorro inócuo.Era uma cantilena sentida,típica de saudade mórbida.Lembrava choro de criançaabandonada ao vento.Um gemido romântico,daqueles que não se ouvem
Semicerrei os olhosE estiquei a vistaPara muito além dosLimites dos meusParcos sentidos Fiz um silêncioAbsurdo, quaseSepulcral, prendiA respiração e meMantive inerte,Totalmente paralisado Concentrei-mePor completo naCena e esperei aflitoPor um mero sinalDe sua inextinguívelPresença



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