No interior, em um pequeno sítio, uma menina gostava de ir até o laranjal. Havia um pé de laranja-lima, o seu favorito, aquele cujas laranjas eram muito mais saborosas. Os seus avós sempre diziam para não ir ao pomar depois de o sol se pôr. Havia lendas e sussurros sobre aparições misteriosas.
O sino tocava longe,oito badaladas secas.Era um reclamo triste,como choro de amor ausente.Um grito sufocado no escuro,pedido de socorro inócuo.Era uma cantilena sentida,típica de saudade mórbida.Lembrava choro de criançaabandonada ao vento.Um gemido romântico,daqueles que não se ouvem mais.Parecia um chamado aflitoque clamava pela volta,numa agonia agudade um amor que se
Já ouviu falar que o vento o eleva a maiores altitudes?As aves que voam contra o vento desejam subir cada vez mais alto.Assim também devemos agir em relação às adversidades, aos sofrimentos, às angústias e afrontas que encaramos a cada dia. Os percalços são como ventos fortes e tempestades que nos desafiam a ir mais […]
Demorarum tantoRespirarfundo epausadamente Relaxare curtir omomento MeditarRefletir e pensarna vidademoradamente Desligare aproveitara pausa do diasaborosamente Contemplara natureza eas dunas encantadas ouvir o somdos ventosnamorandoestrelas (Foto: Arquivo pessoal)
E assim, sem meDar conta, mais umaVez eu pairava inerteSobre as nuvensRarefeitas da estepe Eu tentava pararO tempo com asMãos e estancarAs horas que corriamSoltas ao saborDo vento Eu tentavaEscutar o mundoE desvendarOs seus segredosCom o ouvidoColado nas areiasEspessas da praiaDeserta da vida Eu queria beberA água pura queBrota impune daFonte fecunda daSabedoria milenar E
As floresDo canteiro pulam,Enquanto na ruaOs pássaros voamPra lá e pra cáNuma dançaNão treinada O vento forteFarfalhaBalançando asFolhas dos coqueirosLoucos e despenteados E o pensamentoVoa no vento, viajaA esmo relembrandoAntigos amoresDo passado Paixões inacabadas,Palavras não ditas,Desejos contidos,Pulsões sufocadasE pendores desfeitos A alma singraDistraída e boiaSem
Os dias passamLentos e as horasEscorrem vaziasE sem graça semVocê por perto As pessoas já nãoSão mais as mesmasE eu quase não maisReconheço os lugaresQue antes eramSomente nossos As palavras se repetemE já não me dizem nada,Pois, há muito tempoPerderam o valor e oSentido Já não há mais ideais,Romances ou propósitosA seguir, todos os símbolosPerderam […]
O sol se esconde na montanha,O mar repousa intrinsecamente;A canção do bem-te-vi alerta,Para estrelas que surgem imponentes. Eu caminho entristecida,Em cada passo na terraDiante de cada paisagem exuberante,Diante de tanta dor emudecida. O vento sopra com estranheza,Mediante as flores mais atrevidas.Toca a minha face sem beleza,Distrai a mente aborrecida. Não há palavras
E o dia maisUma vezAmanheceraPreguiçoso,O vento sopravaLento entre uivosDe um choroLamurioso As nuvens seAglomeravamEm tons cinzasCom cara deAmeaça velada O galo aindaNão cantaraE o meu cãoCaramelo, nemSequer saíraDe sua casinha Algumas gotasDe orvalho batiamNa janela do quartoE escorriam peloVidro feito choroDe mulher novaAbandonada O dia era trevosoE fazia tremer oChão e
Em uma noite escura o vento sopra sorrateiro por entre as ruas vazias, porém, ele carrega mais do que se pode imaginar, o próprio mal em forma de sombras que rasteja em busca de um abrigo, um alimento e, principalmente, oportunidades que surgem de mentes desequilibradas. Por horas, o mal caminha para cumprir o seu […]











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