Conflitos na rotina? Ótimo!

É ensinado um senso comum para profissionais de qualquer área de que conflitos, de modo geral, devem ser evitados. Seja por receio dos impactos negativos em produtividade, ou por aspectos morais, ou por referências anedóticas (“eu conheço alguém…”). Isso é uma grande falácia.
Ao longo da vida, todos moldam sua personalidade a partir de histórias distintas, ambientes mais ou menos favoráveis, acessos restritos ou amplos a educação formal e outras razões. Portanto, julgar conflitos por questões de moral ou caráter (“boa” ou “má pessoa”) é simplório que ignora toda a rica e complexa bagagem histórica dos envolvidos.
Também é necessário fazer uma escolha: personalidades diferentes são fontes ricas de inovação que agregam valor ou são um risco que precisa ser mais gerenciado do que potencializado? Não é possível ser as duas coisas, e existem evidências, estudos e aplicações que são favoráveis à primeira opção. Portanto, é plausível avaliar que conflitos, por si só, são algo que qualquer gestor deve aprender a lidar para PROSPERAR.
Tendo isso em mente, veremos que a gestão de conflitos é uma tarefa presente nas camadas do mundo profissional. Por exemplo:
1. Em grandes empresas, ela começa desde um estabelecimento geral de regras (políticas de ética, política de recursos humanos) até a implantação de ferramentas úteis de gestão de conflitos (canais de ouvidoria, procedimentos operacionais, rotinas de atividades);
2. Na gestão de projetos de engenharia, as metodologias mais difundidas no mercado estabelecem a gestão de partes interessadas (stakeholders) que cuida do monitoramento, comunicação, prestação de contas e antecipação de ações preventivas para mitigar o risco de conflitos. E, mesmo que o conflito ocorra, já existem processos mapeados que estabelecem um padrão de como deve ser o tratamento deste.

Ter essa consciência é fundamental para que o gestor se coloque como uma liderança que promova ambientes sustentáveis de resolução dos inevitáveis conflitos que o esperam. A maior contradição em sua postura neste quesito é exigir de seus liderados aquilo que ele definitivamente não conseguirá entregar: uma postura 100% neutra, sem vícios e desprovida de qualquer impacto recebido ao longo de sua história de vida.
Por isso, uma reflexão final: como você tem lidado com os conflitos que te cercam? Você consegue ser uma ponte para a prosperidade ou um muro que impede o avanço?








Comentários