O novo retrato do fiasco comunista em Cuba: venda “controlada” e centralizada de ovos

Por Fábio Galão
O governo da província de Las Tunas, em Cuba, iniciou, nesta quarta-feira (1.º), o que vem sendo chamado de venda “livre, porém controlada” de ovos, medida adotada em razão da falta do produto na ilha comunista. Segundo comunicado divulgado pela gestão provincial, 50 mil ovos serão vendidos em um único ponto, o mercado El Mambí, com limite de cinco por pessoa e preço de 60 pesos cubanos (cerca de R$ 13) por unidade. Os consumidores deverão apresentar a caderneta de abastecimento e as vendas serão por ordem de chegada.
De acordo com o CiberCuba, a venda controlada de ovos já havia sido adotada em outras regiões de Cuba, como na Ilha da Juventude, onde foi implementado o limite de quatro ovos por pessoa a 50 pesos cubanos (R$ 11) por unidade. O site independente afirmou que a escassez de ovos foi gerada por problemas estruturais no sistema estatal de produção, como a falta de ração animal, a deterioração da infraestrutura e a ineficiência do modelo centralizado.
Nas redes sociais, moradores de Las Tunas criticaram o modelo de vendas adotado pelo governo provincial. Muitos afirmaram que a comercialização controlada e centralizada em um único lugar vai gerar grandes filas e tumultos. “Vai ser um massacre por cinco ovos”, escreveu um usuário. Mesmo os que conseguirem comprar ovos não terão garantia de um produto de qualidade: em um vídeo nas redes sociais, uma gestante de Santiago de Cuba denunciou que comprou ovos estragados por meio do sistema de racionamento. “Não quero ovos ruins, não quero essa coisa podre”, reclamou ao vendedor.
Fonte: Gazeta do Povo




