Nova aranha descoberta na Colômbia é nomeada em homenagem ao Pink Floyd

Medindo até quatro milímetros, a nova espécie de aranha foi batizada como Pikelinia floydmuraria em homenagem à emblemática banda britânica Pink Floyd
Por Éric Moreira
Uma nova espécie de aranha descoberta recentemente na Colômbia foi batizada em homenagem à banda Pink Floyd. O animal, identificado por pesquisadores sul-americanos na região de Tolima, recebeu o nome de Pikelinia floydmuraria — uma referência que une tanto o universo musical quanto o habitat da espécie. A descoberta foi detalhada em um estudo publicado em 18 de fevereiro na revista Zoosystematics and Evolution e amplia o conhecimento sobre aranhas sinantrópicas, grupo de espécies que se adaptaram a ambientes urbanos e convivem de perto com seres humanos.
Pequena, mas eficiente, a nova aranha mede entre três e quatro milímetros e pertence ao gênero Pikelinia. O termo “muraria”, derivado do latim para “parede”, faz referência ao hábito da espécie de viver em frestas, muros e rachaduras de construções. Ao mesmo tempo, remete ao álbum The Wall, um dos trabalhos mais conhecidos da banda britânica.
Apesar do tamanho reduzido, a aranha pode desempenhar um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas urbanos. Segundo informam os pesquisadores em comunicado, trata-se de uma predadora eficiente, capaz de se alimentar de formigas, moscas, mosquitos e besouros — insetos frequentemente associados a incômodos domésticos ou à transmissão de doenças.
O estudo também mostrou que a espécie consegue capturar presas de até seis vezes o seu tamanho. Para isso, costuma construir teias próximas a fontes de luz artificial, locais que atraem grande quantidade de insetos. Esse comportamento aumenta sua eficiência na obtenção de alimento e reforça seu potencial papel no controle natural de pragas em áreas urbanas.

Outras descobertas
Além da nova espécie colombiana, os cientistas também trouxeram novas informações sobre Pikelinia fasciata, uma outra espécie descrita em 1902 nas Ilhas Galápagos. Pela primeira vez, a anatomia das fêmeas dessa aranha foi descrita em detalhes. As análises apontaram semelhanças entre as duas espécies, especialmente em estruturas reprodutivas dos machos, o que pode indicar alguma relação evolutiva, mesmo com a separação geográfica imposta pelo Oceano Pacífico. Ainda assim, o estudo não conclui se essas características são resultado de ancestralidade comum ou de adaptações semelhantes ao ambiente.
Os pesquisadores também identificaram diferenças físicas importantes entre as duas espécies. Enquanto a aranha colombiana tem pernas de coloração uniforme, a espécie das Galápagos apresenta anéis escuros contrastantes. As fêmeas da espécie insular também têm estruturas reprodutivas mais curtas e retas do que as da nova espécie, repercute a Revista Galileu.
A descoberta de Pikelinia floydmuraria representa apenas o segundo registro do gênero na Colômbia e reforça o quanto ainda há para descobrir sobre a biodiversidade presente em ambientes urbanos. Agora, os pesquisadores defendem estudos com análise de DNA para investigar melhor a origem da espécie, sua evolução e sua contribuição no controle natural de insetos nas cidades.
Fonte: Aventuras na História




