Cai a confiança nos setores industriais

Falta de confiança é maior entre os empresários dos segmentos de biocombustíveis, metalurgia, madeira e couro
Por Felipe Moura
Em junho, subiu de 23 para 24 o número de segmentos industriais pessimistas. É o que mostra a pesquisa Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no final de junho. Os industriais mais pessimistas com a situação atual e as perspectivas para os negócios e a economia são os de biocombustíveis, metalurgia, madeira e couros e artefatos de couro.
Por outro lado, empresários de cinco setores da indústria seguem confiantes: farmoquímicos e farmacêuticos; perfumaria, limpeza e higiene pessoal, produtos diversos, impressão e reprodução e bebidas. No recorte por portes de empresa, a falta de confiança aumentou entre as grandes e as pequenas. Entre as indústrias de maior porte, o ICEI recuou 1,6 ponto, para 48 pontos; nas de menor porte, caiu 0,5 ponto, para 46,3 pontos. Nas médias empresas, por sua vez, o ICEI subiu 0,3 ponto, chegando aos 47,3 pontos. O movimento, no entanto, foi insuficiente para reverter o estado de falta de confiança dos representantes do segmento.
O ICEI do Centro-Oeste registrou a maior queda entre as regiões em junho, de 2 pontos, caindo de 51,7 pontos para 49,7 pontos. Com isso, os empresários da região voltaram ao pessimismo. No Sul, o indicador caiu 0,9 ponto, para 44,4 pontos. No Sudeste, queda de 0,6 ponto, para 46,6 pontos. Nos dois casos, o ICEI se afastou da linha de 50 pontos, o que revela aprofundamento da falta de confiança. O índice também diminuiu no Nordeste, passando de 51,9 pontos para 51,5 pontos, mas segue em patamar de otimismo. Já na região Norte, o ICEI cresceu 0,7 ponto, chegando aos 45,9 pontos, mas os empresários seguem sem confiança.



