A Semana no Brasil e no Mundo — Gastos do governo Lula com viagens superam R$ 1 bilhão só em 2026, aponta Portal da Transparência

Os gastos do governo federal com viagens oficiais ultrapassaram R$ 1 bilhão em 2026, segundo dados do Portal da Transparência referentes ao período entre 1.º de janeiro e 23 de julho. De acordo com os registros, as despesas classificadas como “deslocamentos” de ocupantes de cargos de confiança somam R$ 1.037.740.148,15 no período. O montante inclui R$ 453,4 milhões destinados à compra de passagens aéreas e R$ 581,3 milhões pagos em diárias a servidores e autoridades em viagens oficiais. Além disso, o governo contabilizou R$ 6,3 milhões na categoria “outros gastos”, que reúne despesas como taxas, seguros de viagem e custos administrativos relacionados aos deslocamentos.
Segundo os dados, foram registradas mais de 361 mil viagens oficiais em 2026 até 23 de julho. Considerando o total das despesas e o número de deslocamentos, o custo médio é de aproximadamente R$ 2.874 por viagem. Os números indicam que o governo ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em despesas com deslocamentos cerca de um mês antes do registrado em 2025. Os valores apresentados referem-se às despesas registradas no Portal da Transparência para viagens de ocupantes de cargos de confiança e demais agentes públicos vinculados à administração federal. O levantamento não detalha, por si só, os gastos individualizados de cada autoridade ou órgão. (Fonte: Hora Brasília)
MP da Bolívia acusa Evo Morales de terrorismo e ordena prisão

O Ministério Público da Bolívia determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales no âmbito de uma investigação sobre os protestos e bloqueios de rodovias que atingiram diferentes regiões do país entre maio e junho deste ano. A ordem foi expedida nesta quarta-feira (29) pela Fiscalia Departamental de Santa Cruz, que investiga a suposta participação de Morales na organização das manifestações.
Segundo o Ministério Público boliviano, o ex-presidente é investigado pelos crimes de terrorismo, levante armado, atentado contra a segurança dos meios de transporte e serviços públicos, instigação pública a delinquir e associação delituosa. A medida atende a uma denúncia apresentada conjuntamente pelo Comitê Pró-Santa Cruz e pelo Ministério do Governo da Bolívia. De acordo com o documento, os investigadores consideram indispensável o comparecimento de Evo Morales para esclarecer sua eventual participação na autoria intelectual, convocação e logística dos bloqueios realizados durante cerca de 50 dias.
Segundo as autoridades bolivianas, as manifestações provocaram prejuízos econômicos, desabastecimento de alimentos e insumos básicos, além de afetarem o transporte de cargas e passageiros em diversas regiões do país. Além de Evo Morales, o inquérito também inclui dirigentes de movimentos sociais e sindicais. Entre eles está Vicente Salazar, líder da Federação de Camponeses Túpac Katari, que, segundo as autoridades, já se encontra em prisão preventiva.
As investigações também alcançam integrantes de organizações que participaram dos protestos, entre elas a Central Operária Boliviana (COB), a Federação Túpac Katari e grupos apontados pelo governo como aliados do ex-presidente. Segundo o governo boliviano, as manifestações tiveram como objetivo pressionar pela saída do presidente Rodrigo Paz. As autoridades classificam os bloqueios como parte de uma estratégia de desestabilização institucional, e não como um protesto social legítimo. Após a divulgação da ordem de prisão, Evo Morales se manifestou por meio da rede social X. “Não vão nos intimidar”, escreveu o ex-presidente. Até o momento, a defesa de Evo Morales não havia se pronunciado sobre o mérito das acusações divulgadas pelas autoridades bolivianas. (Fonte: Hora Brasília)
Polícia Federal recorre ao Governo Lula após decisões de André Mendonça em investigação que envolve Lulinha

A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) na última semana para buscar uma medida judicial contra determinações do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas à investigação sobre fraudes em descontos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações são do jornal Folha de S. Paulo. A investigação, conduzida no âmbito da Operação Sem Desconto, envolve o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o relato, a PF pretende que a AGU encontre um instrumento jurídico para contestar a decisão de Mendonça que determinou o envio imediato ao seu gabinete de todos os atos produzidos na investigação.
O ministro também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe responsável pelo inquérito seja comunicado previamente ao STF. Nos bastidores, integrantes da cúpula da Polícia Federal ouvidos pela reportagem afirmam que as medidas representam uma interferência na gestão interna da corporação e extrapolam as competências do Judiciário.
Segundo investigadores citados pela reportagem da Folha, a determinação de compartilhar diretamente os atos da investigação com o gabinete do ministro também foi interpretada como um indicativo de desconfiança em relação à atuação da Polícia Federal. Até o momento, a AGU e a Polícia Federal não comentaram o assunto. A reportagem também informa que não conseguiu contato com o gabinete do ministro André Mendonça.
André Mendonça autorizou, em fevereiro, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva. Uma das linhas de investigação apura se Lulinha teria atuado como sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como um dos operadores centrais do suposto esquema de fraudes. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega que ele tenha cometido qualquer irregularidade.
A Folha afirma que a tensão entre o ministro e a Polícia Federal aumentou após Mendonça determinar que a corporação concluísse, em até 60 dias, a análise do material apreendido durante a operação, incluindo celulares, discos rígidos e outros dispositivos eletrônicos. Em resposta, a PF informou ao ministro que não conseguiria cumprir o prazo por insuficiência de pessoal.
Segundo a corporação, 11 servidores atuam atualmente na investigação, enquanto seriam necessários mais de 40 para atender à determinação judicial. A PF também informou que havia analisado cerca de 40% dos aproximadamente 1.700 itens apreendidos. Mendonça também solicitou que a equipe responsável pela investigação fosse mantida e determinou que eventuais substituições fossem justificadas formalmente no processo.
Segundo a reportagem, o ministro manifestou preocupação com mudanças na coordenação da Operação Sem Desconto, por entender que elas contribuíram para o atraso das investigações. A Polícia Federal transferiu recentemente a investigação da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, responsável por investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado.
Segundo a corporação, a alteração teve como objetivo conferir maior eficiência à condução de uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal. A mudança gerou críticas da oposição, que passou a questionar a atuação da Polícia Federal. Segundo a reportagem, investigadores também divergem internamente sobre o rumo da apuração.
De acordo com relatos sob reserva, parte da equipe entende que, até o momento, não há provas suficientes para atribuir irregularidades a Fábio Luís Lula da Silva, enquanto outra parte defende o aprofundamento das diligências.
Ainda segundo a reportagem, investigadores também criticam a velocidade de análise, por parte do gabinete de André Mendonça, de pedidos formulados pela Polícia Federal, como quebras de sigilo e bloqueios de bens, sustentando que o ritmo de apreciação varia conforme os investigados. (Fonte: Hora Brasília)
Irã alerta dois países europeus sobre uso de bases: “arcarão com as consequências”

Por Fábio Galão
O regime do Irã advertiu dois países da Europa para que não permitam que os Estados Unidos e aliados utilizem bases militares localizadas nos territórios de ambos para lançar ataques contra o regime islâmico, ou “arcarão com as consequências”. Segundo informações da emissora americana CNN, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o chanceler Abbas Araghchi fez os alertas em telefonemas com autoridades do Chipre e da Bulgária.
Na primeira conversa, Araghchi alegou “a necessidade de impedir que quaisquer forças hostis utilizem bases militares estrangeiras situadas no Chipre para realizar atos de agressão contra o Irã”, uso que, na opinião de Teerã, configuraria “participação em um ato de agressão”. Em conversa com a chanceler búlgara Velislava Petrova-Chamova, Araghchi seguiu a mesma linha, ao afirmar que Sófia deve reconsiderar uma decisão deste mês que permitiu que aeronaves militares dos EUA utilizassem uma base no país nos Balcãs para operações militares no Oriente Médio.
O chanceler disse que o Irã “não hesitará em defender seus interesses nacionais e sua segurança contra qualquer agressão ou ato hostil, e qualquer parte que participe de atos de agressão contra o Irã, de qualquer forma, arcará com a responsabilidade pelas consequências”.
Desde o início da guerra contra os Estados Unidos e Israel, no final de fevereiro, o regime iraniano tem realizado ataques contra países do Oriente Médio que possuem bases americanas nos seus territórios. Embora Teerã alegue que visa apenas alvos militares, infraestruturas civis também estão sendo atingidas. Esses países até recentemente vinham se limitando a interceptar os ataques, porém, nos últimos dias, a Arábia Saudita passou à ofensiva, ao atacar os houthis do Iêmen, que haviam decretado um bloqueio a navios comerciais sauditas no Mar Vermelho, e outros grupos aliados do Irã dentro do Iraque. (Fonte: Gazeta do Povo)
Petismo leva estatais a déficit recorde com aparelhamento e “filosofia do não lucro”

Por Rose Amantéa
As empresas estatais federais, que voltaram a operar no vermelho no terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), têm registrado sucessivos recordes negativos. Entre janeiro e maio deste ano, o déficit somou R$ 5,9 bilhões – o pior para o período desde o início da série histórica do Banco Central (BC) e superior ao registrado em todo o ano de 2025, quando o resultado negativo foi de R$ 3,6 bilhões.
Considerando também empresas estaduais e municipais, o rombo alcança R$ 7,4 bilhões. No acumulado de 12 meses encerrados em maio, a soma chega a R$ 9,7 bilhões. Os resultados não surpreendem analistas econômicos ouvidos pela Gazeta do Povo, que identificam fatores como má gestão, aparelhamento político e uso das estatais para desvios de recursos públicos, problemas já observados em governos anteriores.
Foram esses fatores que levaram à aprovação da Lei das Estatais, em 2016, que estabeleceu critérios técnicos para a indicação de gestores após os prejuízos históricos registrados durante o governo Dilma Rousseff (PT) e os escândalos revelados pela Operação Lava Jato.
Com a mudança, a partir de 2018, ainda no governo Michel Temer (MDB), as empresas passaram a registrar superávits anuais, movimento que atingiu o pico em 2019, com saldo positivo de R$ 10,29 bilhões. O último resultado no azul foi registrado em 2022, no encerramento do governo Jair Bolsonaro (PL), quando as estatais fecharam o ano com superávit de R$ 4,75 bilhões.
O cenário começou a mudar em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski suspendeu por liminar parte das restrições da Lei das Estatais, flexibilizando regras para indicações políticas. A decisão abriu caminho para que o Palácio do Planalto recompusesse o comando de empresas públicas e do BNDES. Também permitiu a retomada de uma prática tradicional em Brasília: a indicação de ministros e auxiliares do primeiro escalão para conselhos de administração de estatais. Esses cargos costumam complementar a remuneração dos integrantes do governo.
Naquele mesmo ano, as estatais voltaram ao vermelho e encerraram o exercício com déficit de R$ 656 milhões. Em maio de 2024, o plenário do STF restabeleceu a validade dessas restrições, mas manteve as nomeações feitas durante a vigência da liminar. Ainda assim, os resultados continuaram a se deteriorar, até atingir os recordes registrados em 2026.
Para o economista Izak Carlos da Silva, do Instituto Millenium, a trajetória demonstra que o rombo recorde registrado em 2026 não aconteceu por acaso, mas tem a ver com um “projeto deliberado” que minimiza a gestão técnica em favor da ocupação política dos espaços da administração pública.
Foi pensado para ser assim”, afirma. “Quando a nomeação de diretorias e conselhos volta a obedecer critérios de barganha política em vez de qualificação técnica, o resultado operacional é consequência e previsível, não é coincidência”, declara Silva.
Da “filosofia do não lucro” à falta de responsabilização
Elena Landau, economista e ex-secretária de Desestatização do BNDES, aponta outro fator para a deterioração da governança das estatais: a chamada “filosofia do não lucro”. Para ela, os governos do PT partem da premissa de que, por serem estatais, essas empresas não precisam gerar lucro porque cumprem uma “função social” ou executam políticas públicas.
A visão do governo do PT é de que, sendo estatal, a empresa não precisa dar lucro porque está cumprindo uma ‘função social’ a qual a estatal teria que servir. Mas lucro é obrigação”, diz a economista.
Outro agravante, segundo ela, é a interpretação ampliada do conceito de “interesse público” previsto no regime jurídico das sociedades de economia mista. Na prática, afirma, o governo passou a utilizar esse argumento para justificar intervenções e investimentos que extrapolam o objeto social das empresas. Essa interpretação, explica a economista, também permite ao governo utilizar estatais para realizar investimentos fora da meta orçamentária sob o argumento de atender ao interesse público. “É uma tentativa de rotular prejuízos como investimentos”, diz.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, tem afirmado recorrentemente que prejuízos em estatais “não são rombos, são um investimento a maturar”. Elena contesta: “os investimentos nunca maturam, só aumentam o buraco”. (Fonte: Gazeta do Povo)
O que revelam os diários de Anthony Fauci sobre Trump e a origem da covid-19?

Por Gazeta do Povo Lab/Isabella de Paula
O senador Rand Paul divulgou milhares de páginas do diário pessoal de Anthony Fauci, ex-conselheiro de saúde dos EUA. Os registros mostram os bastidores da pandemia entre 2019 e 2022, detalhando a relação conturbada com Donald Trump e as discussões sigilosas sobre como o vírus surgiu. A revelação ocorre em meio a investigações no Senado sobre possíveis omissões de autoridades na origem da crise.
Os diários mostram uma relação que começou com elogios, mas logo se tornou tensa. Fauci reclamava das conversas desconexas do então presidente e de sua tendência a minimizar a gravidade da doença. O médico chegou a descrever Trump como um adolescente detestável e criticou duramente o apoio de senadores republicanos às alegações de fraude eleitoral em 2020, temendo uma crise constitucional.
Fauci recebeu telefonemas de cientistas alertando que o vírus poderia ter sido manipulado ou liberado acidentalmente de um laboratório em Wuhan. Embora tenha rotulado essas ideias como teoria da conspiração publicamente, seus registros mostram que ele organizou reuniões com especialistas para discutir o assunto. No diário, ele admite que o mercado chinês de animais pode ter sido apenas um amplificador da doença, e não a fonte original.
O senador Rand Paul defende que a covid-19 surgiu de um vazamento no Instituto de Virologia de Wuhan. Ele utiliza os diários para embasar a acusação de que Fauci e outros funcionários do governo enganaram o Congresso e o público. Segundo Paul, as autoridades não deram o devido espaço para investigar a origem laboratorial, focando apenas na transmissão natural de animais para humanos.
Apesar das investigações e da pressão política, o ex-presidente Joe Biden concedeu um indulto a Fauci antes de deixar o cargo. Esse perdão presidencial protege o médico de possíveis processos federais relacionados às suas ações durante a pandemia. Nesta quarta-feira (29), Fauci participou de uma audiência no Senado, onde recorreu à Quinta Emenda para não se autoincriminar. (Fonte: Gazeta do Povo)















