Ciência

Novo satélite brasileiro será colocado em órbita nesta madrugada

O nanossatélite será lançado do Cazaquistão e promete auxiliar no estudo científico do Brasil

Na madrugada deste sábado (20), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTIC) colocará em órbita o novo satélite, totalmente nacional, em parceria com a agência Roscosmos, da Rússia. A informação foi divulgada pelo portal IG.
O lançamento do nanossatélite, nomeado de NanoSatC-Br2, ocorrerá a partir do Cosmódromo de Baikonur, localizado no Cazaquistão. O objeto será enviado ao espaço no foguete Soyuz-2.1A, que já vem sendo utilizado nas últimas missões de Baikonur.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o satélite pesa apenas 1,7 quilo.
Segundo o professor Eduardo Escobar Bürger, da Universidade Federal de Santa Maria, os alunos irão auxiliar na coleta de dados científicos.

“O satélite tem quatro objetivos. O científico, o tecnológico, o educacional — que é a participação dos alunos em todas as fases do ciclo de vida [do equipamento] — como também a missão dos radioamadores, que vão enviar sinais para o satélite, que por sua vez repetirá o sinal de volta”, afirmou o estudioso.

Você poderá assistir ao lançamento a partir das 3h07 deste sábado (20) nas redes sociais da EBC, além de acompanhar a transmissão ao vivo da Agência Brasil e TV Brasil.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu — inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo.
Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno — todos vistos a olho nu. Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.
Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles). A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.
Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição. Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos — só retomados sete anos mais tarde.

Fonte: Aventuras na História

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